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Em Alto Araguaia, servidores e estudantes da rede estadual participam de evento em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, atacados por 55 Projetos de Lei e Propostas de Emenda à Constituição

Exibindo 20160816_205207.jpgDIREITOS TRABALHISTAS

Servidores e estudantes da rede estadual participam de palestra na Unemat/Alto Araguaia

Cerca de 120 pessoas estiveram no evento; encontro também discutiu impactos da reforma do governo Taques na instituição

 

 

Servidores e estudantes da Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) e professores da rede básica de ensino participaram ontem à noite (terça, 16) em Alto Araguaia de um evento em defesa dos direitos sociais e trabalhistas, atacados por 55 Projetos de Lei e Propostas de Emenda à Constituição. A atividade ocorreu no anfiteatro do campus, reuniu cerca de 120 pessoas e também tratou dos impactos da segunda etapa da reforma administrativa do governo Taques sobre a instituição.

 

Para o palestrante, presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Educação Superior da Unemat (Sintesmat), Luiz Wanderlei dos Santos, os principais prejuízos à sociedade se expressam pela possibilidade de aumento da terceirização (em áreas meio e fim), prioridade da negociação entre patrão e empregado quanto ao que diz a lei e o aumento da idade para se aposentar (a priori para 70 anos).

 

O dirigente ressaltou que o cenário é sustentado por um Congresso em sua maioria defensor dos interesses dos empresários da indústria, do comércio e do agronegócio, tendo o alicerce de representantes da mídia, o que impõe aos trabalhadores se informar, fazer análise crítica e promover grandes manifestações de rua.

 

Informações complementares na entrevista: https://www.youtube.com/watch?v=Wkwnz9rzec4 .

 

A listagem completa das proposições que afetam direitos sociais e trabalhistas está no site do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap): http://www.diap.org.br/index.php/noticias/agencia-diap/25839-55-ameacas-de-direitos-em-tramitacao-no-congresso-nacional

 

Por isso as centrais sindicais mais representativas do país (CUT, Força Sindical, CTB, UGT, CSP Conlutas, Intersindical e Nova Central Sindical) se uniram para barrar esse processo de destruição de direitos, tendo como ação mais drástica no horizonte a realização de uma Greve Geral Nacional.

 

Quanto a Mato Grosso, Santos expôs que o governo Taques está meio ano atrasado em relação à divulgação da nova reforma administrativa. Apesar de não haver envio do projeto à Assembleia Legislativa, o dirigente disse que uma das ações objetivando cortar gastos seria ampliar a terceirização, iniciando pelas áreas de Tecnologia da Informação e transporte. E reforçou a informação de que a Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia pode ser fundida com a de Desenvolvimento Econômico.

 

“Não se trata de partido político, de RGA (Revisão Geral Anual), de reivindicação de servidor público. É uma discussão que afeta os direitos dos cidadãos, tudo aquilo que foi conquistado com lutas de anos e anos”, contextualizou o prefeito do campus da Unemat/Alto Araguaia e representante do Sintesmat no local, Rahner Rodrigues Esmério.

 

Segundo o professor doutor em Filosofia Danilo Persch, a temática conecta as dimensões estadual e nacional, envolvendo estudantes, trabalhadores e aposentados. “Todo mundo será atingido por essas propostas de legislação. Por isso é importante esse tipo de evento. Assim nos informamos e temos mais condições de tomar decisões efetivas e em conjunto”, sintetiza o docente, que coordena o curso de Letras do campus e preside a Associação dos Docentes da Unemat (Adunemat)/subseção Alto Araguaia.

 

O evento foi organizado pela Adunemat, pelo Sintesmat e pelo Sindicato dos Trabalhadores no Ensino Público de Mato Grosso (Sintep).

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