TCE - NOVEMBRO 2

Em estilo tatibitate, Alfredo Menezes, cheio de dedos, fala de Pedro Taques e Geraldo Riva

Alfredo Menezes é um daqueles que consegue escrever sobre Riva sem falar nos processos por corrupção que Riva responde, às centenas, no Judiciário de Mato Grosso

Os dois
Alfredo da Mota Menezes

Mesmo que Geraldo Riva e Pedro Taques não queiram, a rua está criando a disputa entre os dois para a eleição de governador em 2014. E cada um, no seu estilo e condição política, vai criando no imaginário popular alternativas para aquela eleição. Começo pelo Riva.

Seu partido, PSD, fez 39 prefeituras na eleição do ano passado. Fez também o maior número de vereadores do estado. Elegeu ainda 35 presidentes de Câmaras Municipais, incluindo a da Capital.

Elegeu o presidente da AMM e também a presidente da União de Vereadores do Estado. E, para completar essa atuação política, o Riva é, pela sexta vez, presidente da Assembleia Legislativa.

Pedro Taques e o seu partido, PDT, tem atuação menos destacada no estado. Mas de fora para dentro, a atuação do Taques é destaque no momento.

Atua com desenvoltura no Senado. É o tipo de parlamentar que a mídia quer ouvir opinião. Um fato que não ocorria com parlamentares federais do estado desde sei lá quando. A candidatura do Taques à presidência do Senado deu-lhe musculatura política no estado. Até acho que ela tinha também esse escopo.

Volto a uma história contada antes nesta coluna: há uma tradição no estado de que, quem vence lá fora, cresce no imaginário popular daqui. O momento estadual é outro, mas o que se ouve sobre a atuação do Taques é igual ao que se ouvia antes, pelo menos em Cuiabá e Várzea Grande, onde está um quarto dos votos do estado.

Alguns exemplos históricos. Joaquim Murtinho saiu de Cuiabá com 16 anos e nunca mais voltou ao estado. Se fez nacionalmente e ganhou, sem vir aqui, todas eleições que quis.

O bispo Aquino Corrêa teve seu nome catapultado aqui depois que foi para a Academia Brasileira de Letras. Cândido Rondon foi reverenciado fora com fortes reflexos no estado. Filinto Muller, gostem dele ou não, se fez no outro Brasil e tem nome político até hoje aqui. Nem vou falar de Eurico Dutra que foi ministro da Guerra e presidente da República, pois não se preocupou muito com as coisas daqui.

Mais recentemente, Dante de Oliveira, com a emenda das Diretas-Já, que o leva à prefeitura de Cuiabá e depois ao governo do estado. Não que o Taques tenha atingido a estatura desses personagens, mas tem condições de usar o ganho lá fora como base de uma campanha em 2014.

Taques tem mais inserção eleitoral no Vale do Rio Cuiabá, Riva é mais forte no interior do Estado. Riva tem mais facilidade de diálogo com empresários e grupos políticos do que o Taques. Empresários e gentes da política não sabem ainda como conversar com o senador do PDT. Temem ser mal interpretados, daí fica mais difícil a conversa. E se hipoteticamente o Maggi sair candidato, o grupo no poder suporta duas candidaturas ou o Riva recua? Taques também ou vai para o ataque, pois, mesmo se perder, estaria fazendo campanha para eleição ao Senado de 2018?

fonte A GAZETA

10 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - Responder

    Se houver essa polarização entre o Senador e o Riva, o PEDRO CONVESCOTE ganhará.

    O caso é que apesar do Taques ter esse lado convescoteiro porque FEZ CONVESCOTE COM O MAGGI depois de ataca-lo pelo escândalo dos maquinários, é fato que o RIVA tem um desgaste imenso.

  2. - Responder

    O professor Alfredo só vê méritos no Riva. Mas isso não é novidade. Faz mais de 15 anos que ele mantem encagaçado silêncio sobre todas as trampolinagens do Baixinho. Fala de sua reeleição na presidência da Assembléia, sem ao menos um reparo nessa pouca vergonha. Sobre o Alfredo e seu ruidosos silêncio com relação as acusações contra Riva pelo MPE, se pode dizer: Quem cala, consente….

    • - Responder

      Isso mesmo, Sr. Ademar, da Família Adams, quem cala consente, assim como fez e faz a maioria esmagadora da militôncia petralha em relação aos mensaleiros condenados pelo STF.

      Ainda não se teve notícia de que algum filiado tenha representado nas instâncias internas do PT para a exclusão dos condenados. Então eles estão se calando e consentindo.

      PETRALHAS, COLLOR, SARNEY, RENAN, MALUF, DEFIM NETO, UNIDOS, JAMAIS SERÃO VENCIDOS!!!

      E O RIVA TAMBÉM, NÉ? PORQUE ELE É DE UM PARTIDO DA MESMA BASE ALIADA DO GOVERNO FEDERAL DOS PETRALHAS.

      TÁ TUDO DOMINADO.

    • - Responder

      Concordo plenamente com o Sr. Adms.
      O comentarista falacioso tem que ir pescar…jogar bozó etc e tal…..(como ele gosta de dizer he he..)
      Quanto ao Riva, ele não pode ser candidato a nenhum cargo eletivo proporcional, quem dirá majoritário.
      Explico: em 2010 o deputado Riva foi afastado da casa cidadã no final do mandato 3 meses antes, foi julgado por um colegiado, portanto enquadra-se na lei da ficha limpa.
      Aí vem a pergunta: mas como o Riva saiu candidato e se elegeu em 2010? Graças ao entendimento jurídico do STF, até a sua candidatura junto ao TRE, preenchia os requisitos legais, decisão posterior, bom aí é uma longa história. Resumo da ópera: em 2013 Riva por ter se reelegido presidente da casa cidadã, portanto o 2º na linha da sucessão,pode até conseguir ser governador por alguns meses até dezembro de 2013, mas não poderá se candidatar a reeleição, por não preencher o requisitos da ficha limpa e ficar por 8 anos pescando peraputanga….ou até mesmo vendo o sol quadrado.

      • - Responder

        Fazendo uma correção quanto ao ano 2013 leia-se 2014.

  3. - Responder

    Alfredo ,não pode desconhecer a lei da ficha limpa.Riva já foi condenado por instância colegiada,ele já é FICHA SUJA,aliás IMUNDA.Somente esse analista,perde tempo com esse análise.

  4. - Responder

    limpo x sujo

  5. - Responder

    (continuando o comentário acima), Ia me esquecendo de um detalhe nessa jogada política do Riva:
    caso for assumir o governo seria em setembro/2014. Sabem porquê? Expriiiicooo: prestençãoo, sua filha para se candidatar a deputada, conforme a Constituição Federal, art.14, § 7º:
    § 7º – São inelegíveis, no território de jurisdição do titular, o cônjuge e os parentes consangüíneos ou afins, até o segundo grau ou por adoção, do Presidente da República, de Governador de Estado ou Território, do Distrito Federal, de Prefeito ou de quem os haja substituído dentro dos seis meses anteriores ao pleito, salvo se já titular de mandato eletivo e candidato à reeleição.
    RESUMO DA ÓPERA: em julho 2014 sua filha se candidata a deputada, preenche os requisitos do TRE-MT, depois de tudo formalizado homologado e publicado etc… aí sim o Riva assume o cargo de governador.
    Tem uns detalhes que aí eu não vou contar se não perde a graça né, mas tem muita coisa a favor e também contra, o homem é inteligente, bota na cumbuca muita gente faladora.

  6. - Responder

    Para mim , esse homem representa o atraso e a baixa qualidade de nossos representantes neste estado agrário.

  7. - Responder

    senador boa noite, jesus te abençoe,vimos um comercial de agencia de veiculos,e nos interesamos,saimos do RIO para BH,para compra de caminhão,demos 6.500 reais de entrada para ser entregue com 15 dias então entramos em contato, e nos diceram que entramos no consorcio que não fiz. estou na justiça desde 2002,o consorcio SANTA INEZ em BRASILIA, desejaria que o senhor nos ajudase moro em ARARUAMA RJ,rua patricia prata 79 boa perna ,cep 28.980.000.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

17 − quinze =