ELISÂNGELA NEPONUCENO: Um fato está chamando atenção na administração de caótica cidade de Várzea Grande. Lucimar Sacre de Campos foi recentemente oficializada prefeita, mas quem está dando ‘as cartas’ por aquelas bandas é o esposo dela – ex-senador Jaime Campos. Será que o ex-senador não confia na capacidade de gerenciamento da esposa?

Como um ex-gestor que responde a tantos processos pode transitar livremente, fazer reuniões e ainda ocupar um lugar que não é seu de direito? Então, a jornalista Elisângela Neponucemo pergunta: Várzea tem prefeita ou prefeito? Com a palavra o Ministério Público

Como um ex-gestor que responde a tantos processos pode transitar livremente, fazer reuniões e ainda ocupar um lugar que não é seu de direito? Então, a jornalista Elisângela Neponucemo pergunta: Várzea tem prefeita ou prefeito? Com a palavra o Ministério Público

Várzea tem prefeita ou prefeito?

Elisângela Neponuceno

Um fato está chamando atenção na administração de caótica cidade de Várzea Grande. Lucimar Sacre de Campos foi recentemente oficializada prefeita, mas que está dando ‘as cartas’ por aquelas bandas é o esposo dela – ex-senador Jaime Campos. A atuação de interferência de Jaime Campos é notória e já serve até mesmo de chacota nos bastidores políticos de que o ex-senador teria perdido o trono, mas não a majestade.  Será que o ex-senador não confia na capacidade de gerenciamento da esposa?

Essas afirmações têm vindo às espreitas dos próprios interlocutores do governo municipal. Eles afirmam que Lucimar quase ou nunca se opõe a nada. É Jaime quem participa e fala em todas as reuniões, seja com sindicatos, vereadores, secretários, e de quebra, ainda acompanha pessoalmente, obras e serviços efetuados pela prefeitura.

Também não era pra menos diante de tanto poder emanado ao folclórico ‘Pedra 90’ num passado recente. Conhecido como verdadeiro ‘mandão e cacique’, Jayme Veríssimo de Campos foi três vezes prefeito por Várzea Grande, governador e senador por Mato Grosso.

Lembramos: Jaime começou sua carreira política na antiga Arena, e em 1982 se elegeu pela primeira vez, prefeito da VG pelo PDS.

Em 1990, foi eleito governador de Mato Grosso pelo PFL (hoje DEM). Em 1996 voltou a ser prefeito de Várzea Grande, reelegendo-se em 2000. Em 2006, foi eleito senador de Mato Grosso, já pelo partido democrata.

Se por um lado Jaime adquiriu poder com tanta truculência, ele também acumulou desafetos políticos e várias ações na Justiça. O ex-prefeito já foi condenado por improbidade administrativa sob a acusação de superfaturamento de preço e autopromoção por ter utilizado o site da Prefeitura para fazer publicidade pessoal.

Em dezembro de 2009, o juiz Rodrigo Roberto Curvo, da Justiça do Mato Grosso, condenou Jayme Campos por improbidade administrativa, por “permitir, facilitar ou concorrer para que terceiro enriquecesse ilicitamente”, informou o Congresso em Foco, em 16/01/2010. A decisão da Justiça nasceu em 2001, quando Jayme Campos enviou à Câmara Municipal de Várzea Grande um projeto de lei concedendo “pensão de mercê” a João Simão de Arruda.

Em outubro de 2010, o juiz da 5ª Vara Federal, João Pires da Cunha, condenou Jayme Campos a devolver R$ 14 milhões aos cofres públicos por participação no esquema de superfaturamento do Hospital Central de Cuiabá, cujas obras estão paralisadas há anos, se constituindo num “gigantesco monumento à corrupção e ao desperdício do dinheiro público”, segundo uma nota do próprio Ministério Público Federal.

A matéria veiculada no Diário de Cuiabá, de 07/08/2009, complementa o fato, de que a primeira etapa do hospital foi concluída na década de 80, quando Jayme Campos era o governador do estado, e segundo o MPF, a origem do dinheiro público para essa fase é desconhecida, pois nenhum documento foi localizado.

Em fins de 2009, Jayme Campos foi processado por desvio de R$ 1,5 milhão no superfaturamento em obras realizadas durante a gestão dele frente à Prefeitura de Várzea Grande. Segundo a ação movida pelo MPF/MT, ele foi o responsável por autorizar o superfaturamento de R$ 1.595.343,12 nas obras de duplicação da passagem urbana de Várzea Grande, nas rodovias BR 070/163/364/MT.

Em 2008, o Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu outra denúncia do Ministério Público Federal contra o ex-senador mato-grossense. Desta vez, Jaime foi acusado de integrar a “máfia dos sanguessugas”, esquema de fraudes nos processos licitatórios para aquisição de ambulâncias com verbas federais, repassadas pelo Ministério da Saúde. As irregularidades foram apontadas em 2006, na época em que ele ainda exercia o mandato de prefeito de Várzea Grande.

Em abril de 2011, o juiz federal Jeferson Schneider, da 2ª Vara Federal de Mato Grosso, determinou em caráter liminar o bloqueio de todos os bens do ex-senador, estimados em mais de R$ 14 milhões, por suposto envolvimento no esquema criminoso. Essa ação também bloqueou os bens dos empresários Darci e Luiz Antonio Vedoin.

Mas o interessante nisso tudo é que mesmo com este histórico de dar inveja a qualquer pagão, Jaime tem acesso a documentos públicos, que não são de acesso ao público? Isso mesmo! Jaime manuseia documentos da prefeitura sem ser funcionário ou mesmo prestador se serviço do órgão.

Como um ex-gestor que responde a tantos processos pode transitar livremente, fazer reuniões e ainda ocupar um lugar que não é seu de direito? Então, cabe aqui a indagação: Várzea tem prefeita ou prefeito? Com a palavra o Ministério Público…..

elisangela neponucemo na pagina do enock

Elisângela Neponuceno é jornalista em Mato Grosso

4 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 201.25.110.237 - Responder

    é verdadeiro absurdo, um ficha suja desse pousa agora como poço da moral e do bem. achando que povo vg nao o conhece bem!

  2. - IP 189.59.69.195 - Responder

    Qual dos dois é pior? Ah! são iguais.
    “Ai de ti Cafarnaum …..”

  3. - IP 179.217.118.41 - Responder

    Sem comentários !!!! Melhor o silêncio!!! Mundo tá perdido!!! Perto do fim!!!

  4. - IP 177.13.78.33 - Responder

    e alguem tem duvida. vcs acha mesmo que essa mulher manda em alguma coisa? sera que ela sabe ao menos mandar em alguma coisa?. fico imaginando omde o povo desta cidade quer chegar,como votar numa senhora que pelo que se nota nao tem o minimo conhecimento de administrar uma cidade deste porte. gente nossa cidade prescisa de respeito,a começar pelos seus moradores que parecen nao tao nem ai pra nada.joga o voto na urna somente por obrigaçao.depois vai la pra fila do pronto socorro reclamar do prefeito. acho que ta na hora de cassar esses eleitores em vez de cassar os que eles elegeram. botaram eles la,agora bem feito aguentem..quem sabe na proxima eleiçao tenhamos um poucomais de responsabilidade e respeito com nossa cidade..Quanto a prefeita ela vai ter que ficar pianinho senao o coronel manda ela pro pelourinho…Coronel que diria,prescisa da sua mulher para se manter no poder. os tempos estao mudados mesmo

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

18 − nove =