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ELDA FIM: Graças a uma iniciativa do empresário Junior Vidotti, presidente do Sindicato do Comércio de Calçados e Couro, o Observatório Social de Cuiabá está surgindo e deve ter seu escritório na sede da Aprosoja

Representante do Observatório Social de Cuiabá, que está em formação, receberam, em Cuiabá, na sede da Aprosoja, representantes do Observatório Social do Brasil, cuja rede de atuação se espalha por mais de 80 cidades, em 15 Estados brasileiros. Cáceres e Rondonópolis já contam com representação do OS

Representante do Observatório Social de Cuiabá, que está em formação, receberam, em Cuiabá, na sede da Aprosoja, representantes do Observatório Social do Brasil, cuja rede de atuação se espalha por mais de 80 cidades, em 15 Estados brasileiros. Cáceres e Rondonópolis já contam com representação do OS

O tempo de fiscalizar chegou

por ELDA FIM
“Nada é mais poderoso que uma idéia cujo tempo chegou”, disse-me o empresário Junior Vidotti, citando Victor Hugo, ao sairmos de uma reunião entre o Ministério Público de Mato Grosso e o Observatório Social do Brasil – OSB, ali representado pela senhora Roni Enara e Sr. Ney da Nóbrega Ribas que nos brindaram com a forte e agradavel presença nos dias 21 e 22 de agosto, para uma apertada agenda de palestras e reuniões com sindicatos e outras entidades da sociedade civil e autoridades da CGU e MP.
Naquele momento, com o usual cinismo, eu perguntei “como saber se o tempo da idéia chegou?”

Júnior Vidotti, presidente do Sindicato do Comércio de Calçados e Couro, é a quem devemos agradecer a iniciativa de reunir um grupo de entidades e de corajosos cidadãos para dialogar e ofertar apoio ao trabalho de controle social já desenvolvido pela Ong Moral e dando continuidade ao trabalho do Evandro dos Santos, do Conselho Federal de Contabilidade, que iniciou a iniciatica de trazer o OSB para Cuiabá.

O grupo rapidamente se organizou e trouxe Roni e Ney para uma apresentação do trabalho do OSB, premiado pela ONU como melhor experiência de controle social das Américas e Caribe.

De fato, na minha experiência de 17 anos como auditora federal e mais de 10 como ativista no controle social, considero esta a melhor opção para a garantia da boa aplicação dos recursos públicos pois atua antes de serem efetuados os gastos públicos, de modo a coibir desvios e desperdício dos nossos impostos antes que aconteçam, ajudando o gestor probo a fazer melhores compras, treinando e informando os fornecedores pra trazer mais concorrentes às licitações e, por consequência, baixando os preços de bens e serviços, além de acompanhar a entrega de mercadorias e ajudar na organização dos estoques.

Há muito mais pra ser dito sobre o Observatório Social do Brasil, há o acompanhamento do trabalho do legislativo e o monitoramento de indicadores de gestão, tudo organizado com metologia doada pela Price Waterhouse, e vale a pena ver mais no site osbrasil.org.br.

A apresentação inicial da entidade criou nos cidadãos presentes no auditório da Famato uma necessidade de ter a auditoria profissional e competente, que o OSB faz, o mais rapidamente possível em Cuiabá e nos municípios do interior, sendo que Rondonopolis, Cáceres e Sorriso já contam com um Observatório Social atuante.

No final da apresentação, os representantes das entidades, dentre elas a Associação dos Produtores de Soja e Algodão, que já tinha mandado um representante para Curitiba para conhecer o OSB, o Conselho Regional de Contabilidade, a Organização das Cooperativas do Brasil, a Ong Moral e o Sincalco, assinaram um compromisso de implantação do Observatório Social de Cuiabá!

No dia seguinte, o grupo foi recebido para o almoço na Aprosoja por Roger Augusto Rodrigues e José Rezende da Silva. Roger nos recebeu muito animado, dizendo que tinha duas notícias, uma boa e outra ruim. A notícia boa, disse ele, é que temos duas salas na sede da Aprosoja que podemos ceder para o Observatório! A ruim é que queremos começar os trabalhos o mais rapidamente possível!

Antigo sonho da Ong Moral, senhoras e senhores, acompanhar a gestão pública de perto, ajudando o gestor a oferecer melhores serviços por menores custos!

A orientação do OSB é que a sociedade civil se apresente unida e forte, para empoderar o Observatório, e de fato há muitas entidades que tradicionalmente apoiam o controle social, dentre elas destaco o Sindicato dos Professores do Ensino Público intep, Sindicato dos servidores da Empaer, Sindicato dos Fiscais de Tributos Estaduais e Sindipetroleo que, certamente, se juntarão aos bons!

Sim, estou convicta de que o tempo da idéia de controle social prévio, profissional e competente da administração pública chegou, porque senti a poderosa união de tantas entidades importantes e atuantes na nossa sociedade em prol de um anseio comum, a probidade no trato da coisa pública!

Mas agora é o momento de agradecer, e o faço na pessoa da Senhora Roni Enara, pelo belíssimo trabalho dos voluntários do OSB, e, na pessoa de Junior Vidotti, pela dedicação em realizar e atitude em participar das reuniões e palestras e que certamente contribuirão para transformar a idéia em ações, tudo em benefício da sociedade Cuiabana e, em breve, em prol de todo o Mato Grosso!
Elda Mariza Valim Fim é auditora federal de controle externo do Tribunal de Contas da União, em Mato Grosso, aposentada.Vice-presidente da Ong Moral e seu representante no Comitê de Ligação da Articulação Brasileira de Combate à Corrupção e Impunidade – Abracci.org.br

 

 

observatorio social de cuiabá

Categorias:Cidadania

13 Comentários

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  1. - IP 177.7.78.178 - Responder

    “11/12/2013
    Vereadores não aceitam explicações do Observatório Social
    Colaboração: Luís Carlos Pimentel

    Os vereadores de Ponta Grossa não aceitaram as explicações de NeY da Nóbrega Ribas, presidente do Observatório Social – Campos Gerais, sobre o relatório da entidade apontando as faltas dos parlamentares entre agosto e setembro. Ele fora convidado para comparecer à sessão de segunda-feira, 04, mas se fez presente na reunião dessa quarta-feira, 11, porque tinha compromissos naquela data.
    O presidente da Casa, Aliel Machado (PC do B) concedeu 20 minutos para que Ney explanasse sobre a metodologia usada pela instituição, acrescentando mais 10 minutos àquele tempo.
    Os vereadores queriam o mesmo espaço para indagações e comentários, mas Aliel Machado concedeu apenas 5 minutos a George Luiz de Oliveira, citado pelo Observatório, e 2 minutos para os demais. Entretanto, a maioria declinou para que se desse início a votação dos projetos.
    O presidente do Observatório explicou que o órgão tem por fim a melhoria da gestão pública e que ele é organizado em rede, por todo o Brasil, sem vínculo político-partidário, sendo que seus integrantes não possuem ligações políticas e que não recebe recursos públicos.
    O monitoramento da Câmara Municipal é realizado com fundamento na Cartilha do Vereador e também com base no próprio Regimento Interno do Legislativo Municipal. Assim, justificou a indicação do número de faltas com respaldo em artigos do regimento, um dos quais determina que seja considerada ausência o vereador que não participa de uma votação, seja nominal ou não. “Temos os registros das atas, do horário da chegada e saída do vereador em plenário; todos os projetos que apresentaram, os requerimentos, as indicações; também há o registro se votou favorável ou contra cada um dos projetos apreciados”, revelou.
    Nóbrega ressaltou que somente encaminhou à Presidência oficio solicitando providências quanto às ausências do vereador George de Oliveira (PMN), vice-presidente da Casa e que não f oi responsável pela divulgação do número de faltas constantes no relatório. “Se alguém usou parte da documentação visando induzir a população a entendimento equivocado, ou mesmo pretendendo iludir os vereadores, a culpa não é nossa”, disse.
    Calúnia
    O vereador George de Oliveira criticou Ribas porque não considerou as justificativas que ele apresentou sobre suas ausências. “Eu estive afastado por motivo de saúde. Por que o Observatório não levou em conta os requerimentos que estão registrados em atas?” questionou.
    Para George, o fato de o número de faltas corresponder ao número de projetos constantes na Ordem do Dia somente tem por foco causar constrangimentos ao vereador perante os eleitores. “Caso faltemos um dia e a Ordem do Dia trazer 20 projetos, o Observatório registrará que faltamos 20 sessões. Isso é um absurdo. Eu queria o mesmo tempo que ele (Ribas), para respondê-lo. O que o Observatório apresentou é uma calúnia, uma mentira”.
    Júlio Küller (PSD) irritou-se por não ter o mesmo tempo de discurso do presidente do Observatório Social. “Ele (Ribas) vem aqui, fala e vai embora. Ele também tinha que ouvir”. Pascoal Adura (PMDB) seguiu o mesmo pensamento de Küller.
    Convite
    Aliel Machado comprometeu-se a convidar o representante do Observatório Social para comparecer em outra ocasião, de preferência na primeira sessão extraordinária que ocorrer, mas com 30 minutos de antecedência, para não atrasar o expediente. “Poderemos então debater o caso”, salientou.
    Bilhete
    NeY Ribas mostrou um bilhete entregue ao funcionário do Observatório que acompanha os trabalhos legislativos. “Trata-se de um bilhete maroto, deseducado, com ofensas ao funcionário e ao Observatório. Para que este País mude, precisa começar pela educação das pessoas”.
    Ribas não citou o nome do vereador que escreveu o bilhete. George de Oliveira desafiou-o a dizer o nome do parlamentar, pois da forma com que foi enunciado no discurso, a conclusão dos ouvintes seria a de que ele seria o autor. “O bilhete é maroto mesmo, mas não fui eu. Não havia necessidade de mencionar esse fato. O senhor Queirós somente ‘jogou mais lenha na fogueira”.
    Queirós acabou não revelando no nome do vereador. Somente Aliel Machado e George de Oliveira tiveram acesso ao teor do bilhete. Este último, por ter bisbilhotado o que o representante do Observatório exibia ao presidente.

    • - IP 187.54.243.77 - Responder

      Ninguém joga pedra em árvore que não dá frutos!

  2. - IP 179.216.219.237 - Responder

    Já nasce eivado de vício.

    • - IP 187.54.243.77 - Responder

      Pode ser mais específico? que vício?

  3. - IP 177.7.78.178 - Responder

    Após uma rápida pesquisa acerca da organização e dos nomes citados no texto da senhora Elva, constato que, via de regra, são pessoas conservadoras, ligadas às organizações empresariais e sem nenhuma relação direta com os interesses do proletariado e suas organizações representativas. O OSB é uma organização elitista que, na defesa dos interesses de seus representados, não coloca a discussão acerca da corrupção de modo claro, criminaliando a Política, sem esclarecer quem são os corruptores. Embora se declare apolítico, no sítio do Observatório Social há postagens de conteúdo político que atacam o Governo Dilma. Por exemplo, uma postagem do dia o5 de junho deste ano, pede expressamente “o fim da ditadura socialista”, após a expressão “Eu quero meu país de volta!”. Tal postagem foi retirada e compartilhada do sítio direitista “A Nação Contra a Corrupção”, o qual é alimentado por textos de Reinaldo Azevedo, Rodrigo Constantino, Augusto Nunes, Gentile, além de participações de Mário Couto e Silas Malafaia. Em outra postagem também do dia 05 de junho de 2014, retirada da página do senador Alvaro Dias (PSDB-PR), coloca-se em dúvida o sistema eleitoral brasileiro e as urnas eletrônicas. Em postagem de 19 de maio de 2014, o Observatório Social do Brasil afirma que a aprovação do Regime Diferenciado de Contratação seria, de acordo com o Ministério Público, um caminho para o desvio do dinheiro público, ilustrando a matéria com foto da senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR), num viés oposicionista e rasteiro. Há subjacente uma postura de criminalização da Política que em nada contribui para a evolução social e a necessidade de ampliação do universo moral da sociedade. Diante disso, externo minha preocupação quanto ao controle social proposto pelo OSB que, reafirmo, não representa os interesses e necessidade de controle a ser exercido pela classe trabalhadora. É mais uma proposta de controle elitista, cujo desenho estabelece o controle de cima para baixo, sem a participação dos trabalhadores. É mais do mesmo e não inova em nada em termos de proposta de participação popular, sem esconder seu viés de oposição ao poder popular.

    • - IP 187.54.243.77 - Responder

      Prezado senhor não sei quem, que se esconde atrás de um pseudônimo, pra começar meu nome é Elda e não Elva. Pra terminar seja Homem ou Mulher o suficiente para escrever em nome próprio, porque a Constituição garante a livre manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato!

  4. - IP 177.7.78.178 - Responder

    “crimininalizando a Política”

  5. - IP 189.59.40.82 - Responder

    Sr. Ubiraja Itagi, fique à vontade para conhecer o trabalho do Observatório Social, quando este estiver em funcionamento. Será mais elucidador que qualquer “rápida pesquisa”.

    Para participar do Observatório Social, um item que é imprescindível é a comprovação de não filiação partidária. Embora cada um carregue sua ideologia, esta não deve ser repassada ao trabalho que é realizado. Existe uma metodologia a ser obedecida.

    Existem mais de 80 Observatórios Sociais, cada um sendo autônomo em suas decisões. Dentre as prefeituras e câmaras municipais observadas, há pessoas de todos os partidos políticos.

    Outra premissa para a implantação do Observatório é ter a maior capilaridade possível de representação. Foram chamados diversos tipos de entidade, sendo que alguns responderam e outros não. Ainda assim, sempre está em tempo de participar. Você é nosso convidado. Por favor envie seu nome e telefone para o e-mail oscuiaba@gmail.com que iremos avisar quando haverá a Assembléia de Fundação do Observatório de Cuiabá. Mencione se você participa de alguma entidade.

    Abraços,

    Junior

  6. - IP 177.3.227.73 - Responder

    Pergunta rápida aos fundadores: terão algum vínculo ou “gratidão” a entidade que fornecerá a sede? Nada contra a classe dos produtores rurais, pelo contrário, mas sabemos que especificamente as entidades que representam ruralistas tem vários interesses políticos. Exemplo maior é que temos nessa eleição um candidato a senador e um a vice-governador egressos dessas entidades.

    • - IP 187.7.246.107 - Responder

      Obrigada pela pergunta, Melo. Auditoria é técnica, não tem interesse político. Se a gente pensar que um técnico quando analisa uma licitação pensa de qual partido ou ideologia é o gestor ou se vai pagar um favor por gratidão então esse técnico é corrupto.
      Se for pra fazer auditoria política ficamos com o TCE.

  7. - IP 189.75.77.184 - Responder

    Quero apresentar meu pedido de desculpa por ter grafado erroneamente o nome da senhora Elda. O erro foi consequência da desatenção, bem assim da imprudência pela ausência de uma correção final, que confesso sem nenhum “cinismo habitual”. Aliás, nem só de cínicos habituais sobrevivem os debates das graves questões da sociedade brasileira, havendo também os honestos, probos e decentes. E quando essa questão é a corrupção, corre-se o risco de a própria abordagem da questão tornar-se mais uma grave questão de corrupção, bastando, para tanto, a tentativa de manipulação ou a não explicação de que, em se tratando dos desvios do dinheiro público, a prática é mais uma forma de atuação do grande capital, seja ele nacional ou internacional. Quem detém o capital tem um enorme poder de corromper. E isso nunca a afirmado pelas entidades ligadas às associações classistas representantes do capital, optando elas por criminalizar a Política e atribuir todas as mazelas aos políticos, como se na outra ponta não estivesse o dono do dinheiro corrompendo e destruindo as instituições estatais. Na corrupção há corrompidos e corruptores, mas as organizações ligadas às entidades patronais, em defesa ideológica, prefere não abordar esse aspecto da discussão. Apenas para ilustrar essa constatação, outro dia, um importante elemento da Ong. Moral admitia, aqui nesta Páginadoe, a possibilidade de que um dos maiores produtores rurais deste Estado, ex-prefeito, ex-deputado, pudesse “comprar” deputados para “solucionar” os problemas do Estado de Mato Grosso. Será que essa gente, na sua ingenuidade (ou será cinismo?), acredita na possibilidade da existência da corrupção do “bem” para a realização do bem comum? Dona Elda e Junior Vidotti se calaram diante das minhas constatações na página do OSB no Facebook. Mas voltando às revelações que surgem nas redes sociais, verifico que Junior Vidotti está extremamente envolvido na organização do Partido Novo, uma organização fundada no pensamento político ultradireitista de Ronald Reagan (ex-presidente americano) e Margaret Thatcher. A página do Novo, no Facebook, está recheada de postagens agressivas contra Dilma e Lula, numa linguagem rasteira, saída do esgoto, com acusações sem prova. Na Página do Novo, Junior Vidotti elogia o pensamento “liberal” do Pastor Everaldo do PSC, ao mesmo tempo em que namora com a candidatura de Pedro Taques. Dentre outras coisas, o Novo propõe a redução do Estado e sua atuação; o fim do FGTS; a gestão eficiente (como propõe o OSB) O Novo é organizado pelo cidadão Clovis Francisco que em sua página no Facebook apresenta pesquisa do Ibope com Aécio com 53%, Marina 35% e Dilma 7%. Dá para entender toda essa confusão? Ou melhor, dá para acreditar nessa gente tão interessada no controle social de cima para baixo, sem participação popular? Tanta coisa para ser lida e estudada e eu perdendo meu tempo com esses “cínicos habituais”… Junior Vidotti tem razão, não se pode fiar em “rápidas pesquisas”, às vezes devemos descer aos subterrâneos e aos esgotos para conhecer a natureza de determinados pensamentos e ações vestidos em novas roupagens e querendo provar cinicamente que trata-se do NOVO…

    • - IP 187.7.246.107 - Responder

      Ubirajara Itagi, duas cidades do Paraná. Pesquisando seu pseudônimo vemos q vc se dedica a desqualificar tudo e todos, escondido covardemente. Põe seu nome de batismo, se ainda se lembra, e podemos conversar. Mas não falo tanto e pesquiso tanto os nomes verdadeiros dos outros na internet, porque tenho de trabalhar. Você de trabalhador parece q tem só a ideologia, kkk.

  8. - IP 177.203.33.203 - Responder

    Elda Mariza Valim Fim, Junior Vidotti e Cláudio Fim não contestam as afirmações feitas por este índio velho nas intervenções acima e, utilizando via completamente equivocada, preferem atacar as liberdades de expressão e opinião que, sob a ótica jusnaturalista e opção libertária, antecedem até a própria existência fictícia do Estado com sua parafernália jurídica. A indigência cultural ou a má formação do pensamento por ausência do universo das letras, levaria o despossuído a concluir que Suzana Flag, Currer, Ellis e Acton Bell, Richard Bachman e muitos outros seriam poltrões escondidos, sem nenhuma outra significação que pudesse ser apreendida pelas ondas mentais, sonoras e luminosas que ferem a retina. Alguns são acéfalos por provação espiritual em decorrência da insubmissão à Divindidade – segundo os reencarnacionistas religiosos; outros por simples opção ao renunciarem à capacidade de pensar, esquecidos que o pensamento é o motor da evolução espiritual e abre o caminho para a viagem do Espírito. E além de não se defenderem, ainda me agridem como se tivessem o monopólio das fiscalizações, alguns por pertencerem à Ong. Moral, outros por interesses ideológicos de controle social em nome do Capital e das elites econômicas. Elda e Cláudio, membros da Ong. Moral, fazem da fiscalização e controle de tudo e de todos o objeto principal de suas atividades. E quando são fiscalizados na sua pífia tarefa fiscalizadora, não sabem fazer outra coisa que não seja o insulto e a tentativa de desqualificação. Somente podem fiscalizar aqueles que se submetem à fiscalização – e quem não tem essa compreensão é tolo pretensioso e arrogante. Trabalho muito senhor Cláudio Fim, desde tenra idade e, portanto, suas insinuações apenas realçam seu despreparo ao julgar quem não conhece. Ao mirar suas opiniões desfundamentadas e assertivas completamente desassertadas, fico aqui imaginando os riscos que uma sociedade correria caso tivesse o senhor Fim, por exemplo, como advogado da coisa pública ou coisa parecida, com o poder de agir contaminado pela atividade biliar e o fígado pulsando no lugar do coração. Mas compreendo a reação e a perda das estribeiras de meus interlocutores, principalmente quando os argumentos de defesa são escassos e insuficientes. Mas voltemos à lida, uma vez que temos uma batalha quase que desumana contra o “habitual cinismo” dos ainda não completamente preparados para as missões escolhidas, sem olvidarmos que somente se aprende a lutar no calor da luta… Então ao aprendizado, já que somos eternos Aprendizes. Mas este índio velho e cansado prefere o silêncio das matas… longe dessa crise civilizatória deprimente que parece querer matar até mesmo nossas almas… Tenho sede e fome infinitas e a jornada é um convite à solidão… ao Desconhecido.

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