EDUARDO PÓVOAS: Se não são as Igrejas deste país (todas), a cracolândia já estaria estendida até a beira do Pantanal.

Eduardo Póvoas é cidadão cuiabano


AINDA HÁ SAÍDA
Por EDUARDO PÓVOAS

Vi uma reportagem sobre as drogas no centro da cidade de São Paulo e a interferência de uma igreja que, diga-se de passagem, assume literalmente o papel que deveria ser do estado.
Brilhante, simplesmente brilhante a atitude desses evangélicos que se preocupam com aquele “amontoado”, que alguns preferem chama-los de SERES HUMANOS.
Confesso-lhes que me emocionei ao chegar ao fim da reportagem e ver o carinho que esses senhores dispensam a quem deixou de perceber, há muito tempo, que está vivo.
Houve época em que se colocava nos cruzamentos de algumas cidades brasileiras um amontoado de ferro velho, que tempos atrás foi um automóvel, no intuito de sensibilizar os jovens de que o carro é uma arma e que pode tirar a vida deles. Desapareceram essas carcaças talvez por ter tido pouco resultado. Claro, jogar na esquina uma carcaça sem que se explique o real sentido da sua presença de nada adiantaria.
Todos os dias nossos canais de TVs expõe reportagens sobre essa imensidão de conterrâneos tomados pela droga, que fico a me perguntar todas as vezes que os assisto, se não seria interessante mostrar nas salas de aulas, aos nossos filhos e netos, em que estado chegam às pessoas que fazem opção por ela.
Claro, isso vai chocar muito quando esses pequeninos vir esses filmes e sei que serei condenado à prisão perpétua por quem defende o famigerado estatuto da criança e do adolescente, taxado por alguns como a “pérola da coroa”.
Acho que a esses jovens tem que ser mostrado a transformação sofrida por quem optou por um crack, por uma maconha ou por uma cocaína.
Ou vamos continuar na mesma linha? A linha “light” a linha que acoberta pequenos marginais. Essa linha que esta em uso por muitos anos não vem dando resultados suficientes. Se não são as Igrejas deste país (todas), a cracolandia estaria estendida até a beira do Pantanal.
Acho que vou morrer sem ver as fronteiras oeste do Brasil patrulhadas pelo nosso exercito. A policia federal não tem efetivo para tal, e já realiza um trabalho sobrenatural na área.
Senhores, nós pais e avós preocupadíssimos com nossos filhos e netos, graças a Deus temos sua proteção, pois se dependermos de alguns que já detiveram o poder, não sei o que seria de nós.

Eduardo Póvoas é Cidadão Cuiabano

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