MAHON: Promotores não são mais honestos que delegados

Eduardo Mahon argumenta que "todas as formas de apuração de ilícitos cíveis e penais estão plasmadas em lei, regulamentadas por procedimentos específicos, com formalidades que atendem ao devido processo legal, o que não ocorre com as investigações do Ministério Público"

Quis custodiet ipsos custodes?

por EDUARDO MAHON

A campanha nacional deflagrada pelo Ministério Público pela conquista de mais poder demonstra que o substancial calibre da comunicação desta instituição inclina a mídia em benefício próprio. Sem qualquer receio de polêmica e prosseguindo a dispensar citações enfadonhas de dispositivos legais e do costumeiro juridiquês, nossa missão é fazer o democrático contraponto. Gostaria de apresentar alguns argumentos que, pelo simples bom senso, conduzem a um ponto de vista diverso do que as apocalípticas trombetas que foram soadas contra o Projeto de Emenda Constitucional 37.

De fato, a investigação não é exclusividade policial. Há vários tipos de prospecção de informações: parlamentar, financeira, eleitoral, militar, administrativa e, entre outras, a policial. E a multiplicidade investigativa é uma das falácias ministeriais que fundamenta mais uma atribuição que está ausente na Constituição: o poder de conduzir inquéritos. No entanto, é importante sublinhar que todas as formas de apuração de ilícitos cíveis e penais estão plasmadas em lei, regulamentadas por procedimentos específicos, com formalidades que atendem ao devido processo legal, o que não ocorre com as investigações do Ministério Público. Talvez a sociedade não saiba, mas não há qualquer regulação legislativa para a atuação indiciária de promotores e procuradores. Estão desamarrados de qualquer limite, porque não há prazos, não há começo, meio ou fim. Numa palavra – arbítrio.

Outra reflexão que gostaria de fomentar é, na verdade, um apelo pela lógica sistêmica. O inquérito policial é dispensável para a acusação. pode haver denúncia sem inquérito. No entanto, a lei processual determina que, caso um promotor fique insatisfeito com as investigações, requisitará (determinará) ao delegado que faça novas diligências. O Código de Processo Penal em momento algum afirma que, caso fique frustrado com as provas colhidas pela autoridade policial, possa o próprio promotor conduzir novas investigações ou produzir provas, na fase preliminar. E não prevê essa hipótese por um motivo simples: não pode presidir a investigação o promotor que deve ficar distante. Isso porque deve o Ministério Público ser imparcial, ou seja, ao mesmo tempo em que acusa, mantem-se fiscal externo da atividade policial. De fora, supervisiona e fiscaliza a atividade policial, mantendo-se equidistante.

Uma terceira questão interessante diz respeito à seletividade probatória. Como o delegado não oferece acusação alguma, a autoridade policial não dá opinião sobre o crime, apenas relata os fatos que colheu no inquérito e encaminha os autos ao Ministério Público. Muito ao contrário, os promotores são responsáveis pela promoção da ação penal. E daí? Daí que, no atual sistema, o delegado não pode “selecionar” quais depoimentos serão incluídos ou excluídos do inquérito, porque todo o conjunto probatório deve ser apresentado. Caso haja investigação direta por promotores (repita-se: não regulamentada por nenhuma lei brasileira), nada garante ao cidadão indiciado e posteriormente acusado que haverá ali todos os depoimentos, todas as provas, todos os documentos e não apenas aqueles selecionados pela acusação a conduzir um quadro que se inclina à própria atividade acusatória.

À sombra do terrorismo panfletário que a campanha do Ministério Público quer impor à sociedade brasileira, a verdade é bem simples: o poder investigativo é mais uma atribuição que quer acumular uma das instituições mais fortes do sistema jurídico brasileiro. Enquanto isso, a polícia fica enfraquecida, desaparelhada, desestabilizada, sem planos de cargos e salários, sem garantias constitucionais que permitam descolar do Poder Executivo e que possibilitariam justamente o que o Ministério Público alardeia: o descompromisso político, a independência pra investigar, o preparo técnico, o uso da inteligência de informação.

Parece-me que o caso resume-se em cobrir a cabeça de um santo com o chapéu do outro. Promotores não são nem mais sérios, nem mais honestos, nem mais isentos do que delegados de polícia. Simplesmente, ganham mais e têm mais vantagens. Apenas isso. Seria muito mais inteligente e econômico aparelhar a polícia investigativa de ferramentas que possibilitem uma investigação aprofundada de quem já é preparado para um inquérito, do que criar divisões especiais, com redobrado investimento público. Já sabemos quem fiscaliza a polícia. No caso de investigações diretas, quem fiscalizaria o fiscal? Quem nos guardará dos guardiões? Essa pergunta que remete ao título sugere a necessidade de limitação de poder, já sabida pelos romanos há mais de dois mil anos.

Eduardo Mahon é advogado.

42 Comentários

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  1. - IP 177.54.246.140 - Responder

    Que argumentação mais pobre, Dr. Eduardo Mahon, na falta de coisa melhor, o Sr. coloca palavras que o Ministério Público não está usando. Primeiro, o MP não está se dizendo melhor que ninguém, nem se dizendo mais honesto que os valorosos Delegados, ao contrário, está ressaltando querer trabalhar em colaboração com a Polícia e que ela também tem honestos Delegados. E segundo, Vossa Senhoria oculta que o Supremo Tribunal Federal já assentou a legalidade da investigação criminal do Ministério Público! Um pouco mais de dignidade, Dr. Eduardo, não fomente discórdias onde elas não existem!

    • - IP 37.228.104.193 - Responder

      Alberto… ou vossa senhoria é um promotor que se sentiu ofendido, por terem descoberto a verdadeira intenção do MP, ou é um puxa saco de promotor. Qual dos dois dignos de pena neste momento é Vs Sr?

  2. - IP 177.193.138.37 - Responder

    Em 1988 com a CF o MP queria e conseguiram fiscalizar, e propor ações penais sem necessitar de Inquéritos Policiais conseguiram também, depois queriam fazer o papel de polícia, queriam investigar, conseguiram novamente. Amanhã, eles irão querer Fiscalizar, Investigar, Julgar, etc….. Onde vai parar isto?

    Quem investiga, não acusa, quem acusa não pode julgar, mas de forma como a coisa esta indo, quem sabe onde irá parar?

    O que acontece é que não há fronteiras a vaidade humana.

  3. - IP 201.34.28.215 - Responder

    O órgão acusador coetar a prova, conduzir a investigação é estabecer a ditadura do MP!

  4. - IP 189.116.192.49 - Responder

    Caro advogado Eduardo, sou a favor do MP e contra a corruptos e bandidos, bem diferente do senhor né. Uma pena, ser honesto é gostoso.

    • - IP 37.228.106.101 - Responder

      Leila com um comentario deste, provavelmente tua idade mental deve ser por volta dos 3 anos, só faltou dizer eles são os meus herois que vão chutar os homis maus.

  5. - IP 187.58.30.124 - Responder

    O senso de Justiça comum indica que o lugar de bandido, corrupto, etc., é na cadeia. Seja o praticante de furtos contumazes (de valor irrisório, famélico, etc.), seja o poderoso do colarinho branco. O problema é que operadores do direito não podem pensar e agir assim. Somos aplicadores e técnicos. Onde está o equilíbrio buscado pela Constituição e Justiça se o órgão acusador passar a investigar e colher provas?? Por que se colocar na posição de ‘insuspeitos absolutos’ se muitas vezes desconsideram uma prova coletada pela Polícia por considerá-la ‘eivada de emoções’? Ora, o respaldo de uma simples requisição torna qualquer Delegado de Polícia apto a investigar e prender um ‘colarinho’ branco. Se forem intimidados (e às vezes o são, como promotores e juízes também), tem como se defender e no MP se apoiar… o resto é falácia midiática… Desculpem meus amigos do MP…

  6. - IP 177.161.113.165 - Responder

    Lastimável a forma como o MP está tratando a questão. Eu diria até mesmo CRIMINOSA. Chamar a PEC 37 de PEC da impunidade ou PEC do PCC é desrespeitoso, ofensivo para quem tem opinião divergente. Apesar de tudo, não é surpresa o Procurador Geral do MP agir em tão baixo nível, afinal o MP pode tudo, com a certeza de que ninguém o perturbará.
    Na minha modesta opinião, os artigos publiicados pelos ilustríssimos promotores acerca do tema não tem nenhuma outra intenção senão o de manipular a opinião pública. Esta é a maior prova de que os homens que integram a instituição possuem os mesmos pecados de qualquer outro mortal, dentre os quais mais se destaca a vaidade.
    Enfim, trata-se exclusivamente de uma luta por poder. Nada mais. Enquanto os MPs prendem um traficante, as policias federal e civil prendem 300. Enquanto prendem um assaltante, a polícia civil prende 100. Aliás,, qual político corrupto o GAECO matogrossense pôs atrás das grades? Qual? Algum? Me desculpem a memória falha, mas não me lembro de nenhum.

    • - IP 177.17.202.115 - Responder

      Gabi, vc lavou minha alma!

    • - IP 37.228.104.111 - Responder

      Gab, Gab, Gab…eooo, eooo, não tem pra ninguem, colocou o MP no devido lugar. O minina iluminada, orgulho do papai. Parabens.

  7. - IP 189.73.224.44 - Responder

    Me corrija se eu estiver errado caro Eduardo Mahon…. anos atrás você fez concurso para TENTAR ser um membro do Ministério Público e NÃO PASSOU….. Apenas Isto !!!

  8. - IP 189.10.99.202 - Responder

    A PEC deve ser aprovada e será; MP é pra fiscalizar e pormover a ação penal, jamais pra colher provas, pois assim o fazendo, como poderá ser imparcial??? Essa balela de querer trabalhar em parceria é conversa pra boi dormir, querem mesmo é colocar os doutores delegados subordinados a eles (MP), mas isso o congresso não deixará acontecer; Então, que os nobres promotores retornem aos seus luxuosos gabinetes e façam seu papel que já está de bom tamanho.

  9. - IP 189.59.69.195 - Responder

    Por que o advogado falastrão não foi na terça-feria lá no MP discutir com a sociedade essa questão? Fica atirando seus artigos apenas para fazer média com sua conhecida clientela. Sua fundamentação parte de premissas equivocadas e quer nos enganar com falação demagógica.

    • - IP 187.52.106.34 - Responder

      Gostei Ademar de seu comentário. O Dr. Eduardinho Mahon prestou um(ns) concurso(s) para o Ministério Público e não passou. Agora, faz beicinho e gospe na prato que nem sequer conseguiu comer….

  10. - IP 189.59.38.22 - Responder

    Como esse cidadão adora cortejar delegados e juízes. Vergonhoso. Apenas isso.

  11. - IP 189.59.54.13 - Responder

    Primeiro, que o texto apresenta uma análise bastante elegante. Segundo, as razões colocadas pelo advogado Eduardo Mahon são bastante consistentes. Terceiro, a dor de cotovelo da turminha dos comentários (que quase todos têm o mesmo IP) é terrível.

    • - IP 189.59.69.195 - Responder

      Que moral tem um covarde anônimo para criticar quem quer que seja?

      • - IP 37.228.104.150 - Responder

        esse ademar gosta d xingar, baixaria é com ele mesmo. Ademar vc é gay?Uma mistura de leão lobo com clodoviu. Ui menina, solta a franga, rainha do deserto.

        • - IP 177.147.176.156 - Responder

          Sua mãe Ivana,não tem culpa de ter te posto no mundo e você renegar o sobrenome. Logo, Ivana, quando eu ataco um covarde anônimo, o faço em defesa da Constituição. Não faço baixaria, coloco o dedo na ferida e aí, gente porcaria como você, vem me atacar … Jogue limpo, jogue aberto. Seja homem (se puder) uma vez na vida.

          • - IP 37.228.104.154 -

            hummm, ficou nervosaa, rodou a baiana…. Se solta bixa, arruma um gurizão novo pra vc q esse extess passa. Ui, quaze uma mulher com tpm.

  12. - IP 201.71.177.207 - Responder

    Excelente artigo do Eduardo Mahon, pois como sempre está bem escrito, fluído, estruturado, e passa ao largo de termos técnicos que muitos adoram usar para demonstrar serem mais reais que o próprio rei. Da mesma forma, é um artigo corajoso também por se contrapor a corrente de opinião anti-PEC, ou seja, é um artigo inglório porque os bons são para manter os poderes do Ministério Público e os maus para reduzi-lo ou amordaça-lo. Quem é contra reduzir o poder investigatório do MPE? Ao contrário, o que se quer é que continuem demonstrando o bom trabalho mesmo promovendo espetáculos na mídia que são deliciosamente acompanhados por populares mesmo os “culpados” não tendo culpa, mas, se saíram na mídia como suspeitos então são culpados e condenados pelo povo. Apesar dos excessos do MPE é claro que pessoalmente não gostaria que bulissem nos seus limites de atuação, mesmo porque se delimitar o trabalho do MPE hoje se afasta amanhã a integração do trabalho da PJC com a PM e o que se quer é uma polícia única com um promotor ao lado, nos mesmos moldes do aparato estatal de outros países, pois da forma como está, com cada um no seu quadrado, não dá.

  13. - IP 189.59.43.88 - Responder

    Delegados ,investigando?Vou citar apenas nosso pobre velho e sofrível MT,85% dos crimes contra a vida-homicídios,latrocinios e os de outras naturezas- não são siquer investigados,isso porque é grave,imagine um delagado de Colider-MT investigando desvio e peculato de prefeito,com uma viatura ,dois investigadores e um computador sem internet.Seria prato cheio para o Dr. Eduardo anular qualque procedimento,ou NÃO? Agora dá para imaginar porque da sua posição contra o MP?

  14. - IP 177.34.8.20 - Responder

    Sr. Alberto. A matéria está certíssimo, vemos claramente o desespero do ministério público em obter mais poder e para tanto tem sim, lançado mão de inverdades e exageros como se fossem o baluarte da justiça. Cada qual fazendo o seu trabalho, como está previsto na Constituição Federal, sem isenção, sem abuso, com equilíbrio. É isso que o povo brasileiro merece.

  15. - IP 177.50.13.120 - Responder

    A questão é bem mais simples do que muitos imaginam.
    1 – Para o MP investigar é preciso criar dispositivos que permitam tal missão e que seja regulamentada tal investigação (resolução do CNMP não vvale nada nesse caso, tem quer LEI). Só pra lembrar que o MP tentou em 1988 e não conseguiu inserir na CRFB tal disposição e posteriormente tentou outras vezes e não teve sucesso.
    2- Acabar com o mito de que só o MP investiga os “poderosos”, afinal a investigação do mensalão foi toda realizada pela Polícia Federal, o MP acompanha, requisita e denuncia.
    3- Permitir que o MP (que no Brasil tem poderes que não se comparam em qualquer lugar do mundo) passe a investigar, vai criar um órgão com tantos poderes que em breve será incontrolável, a ditadura do MP.

  16. - IP 189.59.49.161 - Responder

    O Supremo Tribunal Federal, em decisão no RHC 81.326-7, deixou claro e evidente a total impossibilidade do Ministério Público de realizar e presidir inquérito policial, consoante se observa da ementa e alguns trecho do referido decisium a seguir transcritos:”EMENTA: RECURSO ORDINÁRIO EM HABEAS CORPUS. MINISTÉRIO PÚBLICO. INQUÉRITO ADMINISTRATIVO. NÚCLEO DE INVESTIGAÇÃO CRIMINAL E CONTROLE EXTERNO DA ATIVIDADE POLICIAL/DF. PORTARIA. PUBLICIDADE. ATOS DE INVESTIGAÇÃO. INQUIRIÇÃO. ILEGITIMIDADE.(…) A Constituição Federal dotou o Ministério Público do poder de requisitar diligências investigatórias e a instauração de Inquérito policial (CF, art. 129, VIII).A norma constitucional não contemplou a possibilidade do parquet realizar e presidir inquérito policial.Não cabe, portanto, aos seus membros inquirir diretamente pessoas suspeitas de autoria de crime.Mas requisitar diligência nesse sentido à autoridade policial.(STF – RHC 81.326-7 – Relator Ministro Nelson Jobim – D.J. 01.08.2003).Entendimento esse que não é novo no âmbito do Supremo Tribunal Federal, posto que já existia quando do julgamento do Recurso Extraordinário de nº 233.072-4 RJ, tendo o Ministro Marco Aurélio, em seu voto, dito, textualmente, que: “O Ministério Público não pode fazer investigação, porque ele será parte na ação penal a ser intentada pelo Estado e, também, não pode instaurar um inquérito no respectivo âmbito.”O próprio Ministério Público Federal, em parecer datado de 26.11.1998, perante o STJ, no RHC de nº 8106/DF, da lavra do Eminente Subprocurador da República Jair Brandão de Souza Meira, assim opinou, verbis:”(…)Em princípio, pode o Ministério Público dispensar Inquérito Policial, quando lhe são encaminhadas peças de informação suficientes podendo ainda requisitar diligências necessárias, para o oferecimento da denúncia.Contudo, no caso sub judice, verifica-se um extrapolamento das funções institucionais do Ministério Público, ao substituir à Polícia Judiciária, formulando a investigação e a denúncia, (…). Em decisão recentíssima, datada de 18 de fevereiro de 2004, o Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, nos autos do habeas corpus de nº 440.810-3/7-00, dissecando amplamente o assunto, concedeu a ordem determinando o trancamento de ação penal fundada em investigação criminal realizada pelo Ministério Público, tendo este órgão mascarado um verdadeiro inquérito policial, ou melhor ministerial, sob a denominação de procedimento administrativo.

  17. - IP 201.15.103.178 - Responder

    Sobre o tema, confesso que não posso emitir uma opinião concreta, pois até agora o Ministério Publico, notadamente o do Estado de Mato Grosso, não apresentou informações, ou talvez tenha prestado-as e eu não tive conhecimento, que possam sanar as seguintes dúvidas :
    1 – quais os critérios objetivos e não subjetivos que determinam os delitos que serão investigados pelo MP?
    2 – quantos crimes foram efetivamente investigados pelo MP e tiveram os inquéritos encerrados ao longo destes anos de práticas investigativas?
    3 – possui o MP estrutura própria para promover investigações sem o aparato de outras instituições, especialmente no que toca aos delitos ocorridos no interior do Estado?
    4 – o MP tem conseguido se desocupar de suas demais funções para o fim específico de abarcar mais esta atividade?
    5 – quais os instrumentos que o MP tem utilizado para exercer seu dever de fiscalizar as atividades policiais e qual tem sido o resultado desta fiscalização desde o ano de 1988?
    6 – possui o MP dados concretos sobre o índice de agentes (sentido lato) policiais que transgrediram seus deveres cuja descoberta dos desvios se originou do exercício da atividade fiscalizatória do próprio MP e não de fatos relatados por terceiros?
    7 – Afora os eventos que colocam em evidência midiática o MP, possui este órgão interesse em investigar fatos envolvendo agentes criminosos que não garantam visibilidade à instituição?
    8 – Os inquéritos civis públicos que são da alçada do MP tramitam com a mesma celeridade que tramitam os inquéritos policiais?

  18. - IP 189.75.74.131 - Responder

    Esse Eduardo Mahon…..afffff, primeiro o cara sai lá dos esquecidos fundando o tal Movimento Aprender Direito, que só funciona na rede social Facebook, onde inclusive coloca a disposição seu auditório para ministrarem aulas de graça para alunos e fornece de graça almoço e bebida a vontade ooooo doutorzinho bonzinho……cuidado que depois ele vai querer em troca a alma de cada um que ali aparece. Depois o doutor Eduardo muda toda sua vestimenta e começa a divulgar opiniões que somente ele sustenta. A investigação deve acontecer pela dois lados, ou o advogado Eduardo tem medo de enfrentar processos onde ocorreu investigação pelo MP. Infelizmente sou funcionário publico e a forma pelo qual alguns advogados vem atuando em defesa de seus clientes me deixa envergonhado por seu bacharel. Atacar juiz, promotor, delegado isso nao e advocacia meus amigos. Enquanto esses almofadinhas que nao tem tempo para fazer ao invez de ficar opinando sobre fato que nao lhe compete, fucabtambem postando bebedeira, cerveja, comida se lambuzando pelas redes sociais como se advocacia fosse tudo isso. Coitado do Sr. Armando.

  19. - IP 189.59.49.161 - Responder

    Muito lúdico o artigo, até porque não informou o MP “como” iria investigar quem quer que seja. Não sabemos sequer o prazo para a conclusão de uma investigação do Ministério Público.

  20. - IP 37.228.104.150 - Responder

    sabe qual é a grande sacada? A chave de todo o mistério? É a VERBAAAA, o MP não quer largar o osso, o ano passado no mato grosso a verba do GAECO
    foi maior que a da policia
    civil, há alguma coisa estranha no reino encatado dos intocaveis. O investigador poderá ser investigado e….. Eu morei na Armenia, o orgão publico responsavel por fiscalizar e investigar se uniram no combate a mafia russa pós queda da união sovietica. Acontece q como o orgão publico ficou muito forte e virou um ralo por onde se escorria a verba da rescem republica, o poder corrompe, e o poder desenfreado corrompe muito mais. Sendo assim o MP não deve investigar sendo ele o fiscal, e não tendo assim ninguem no
    controle externo dessas investigações, e gastos dessas. Alem de que o MP não seria imparcial o suficiente para trazer para um processo uma prova que beneficiaria a defesa de um réu, uma vez que o resultado final positivo em um processo para o MP é a condenaçâo do reu.

  21. - IP 179.171.1.69 - Responder

    E muito simples para um leigo cidadao formar opiniao sobre o assunto debatido…
    Se a tal PEC e defendida por esse advogado significa que algo de podre vem por ai…
    Se esse advogado defende a medida, esta defendendo seus interesses e de sua carteira de clientes…
    E os doutos que o acompanham tambem…
    E quanto aos que nao comungam com ele, nao o fazem apenas por enquanto…
    Com apenas um cliente do naipe dos dele…mudariam imediatamente de opiniao…
    De mais a mais…fazer parte do MP significa apenas, ter a possibilidade de ser corrompido e aliciado por um pacote maior de notas de cem…
    Como nao existe advogado honesto e amante da verdade…a justica jamais sera…
    Simples assim…

    • - IP 37.228.104.154 - Responder

      e não é o que defende o MP quando luta pelo direito de investigar? Qual é o verdadeiro motivo do MP insistir tanto em algo tão controverso aos principios da instituição?
      O GAECO foi criado por uma resolução do CNMP, o unico fiscal do MP, será que se denunciassem algo no CNMP, em relação às operacões que acabam em nada, o CNMP, iria punir alguem?

      • - IP 37.228.104.154 - Responder

        Sera que o MP não está agindo de forma exagerada para continuar, recebendo verba milionária, para investigar meia duzia de casos
        escolhidos?
        Será que esse dinheiro está sendo bem empregado?
        Porque os promotores do GAECO estão sempre na midia dando entrevista, em coletivas? Ate parece que estão em constante campanha.

        • - IP 37.228.104.154 - Responder

          sinceramente, na minha opinião tem alguma coisa errada?
          Eu e minha mente suja. Chego a pensar que há desvio de verba, há uma rede de grampos clandestinos, que o GAECO é um trampolim para o estrelato, e para a eleição….

  22. - IP 189.59.41.203 - Responder

    A considerar os desmandos ocorridos no meio político de Mato Groso, principalmente no que tange ao trato do bem público e as devidas faltas de soluçoes para essa situação, somado também como as reincidências recorrentes desses atos, já temos um boa mostra do quão importante é o paquidérmico Ministerio Público, digo o estadual.E assim sendo,não há porque a sociedade continuar bancando uma instituição com atribuições que não consegue cumprir, mas com uma estrutura muito luxuosa e portanto perdulária. O ruim de tudo isso, é o Ministério Público Federal, que sempre agiu de forma mais isenta e transparente ser atingido por essa PEC.

  23. - IP 189.59.55.205 - Responder

    Para simplificar,são sim mais honestos,mais estudados ,mais informados,e menos suscetíveis as pressões politicas .Estes são os fatos.Mahon tá querendo encher nosso saco e nos irritar!

    • - IP 37.228.106.101 - Responder

      osmir vou ajudar vc, são deuses imaculados que desceram à terra, são a “cura”, a lenda, a ultima bolachinha do pacote.
      MP = Membros do Panteão.

      • - IP 37.228.106.101 - Responder

        acorda seu puxa, todos somos homens faliveis e imprevisiveis. Só um ditador teria tanto poder assim.

  24. - IP 187.52.106.34 - Responder

    É Eduardo, Promotores não mais honestos que Delegados e Advogados também não. Mas, isso não vem ao caso. O que deveria ser dito é que MONOPÓLIO ALGUM FAZ BEM. MONOPÓLIO FAVORECE A INCOMPETÊNCIA A CORRUPÇÃO, O DESCASO, A NEGLIGÊNCIA.. NUM PAIS ONDE REINA A IMPUNIDADE QUAL A RAZÃO DE SE MONOPOLIZAR A INVESTIGAÇÃO CRIMINAL?

  25. - IP 200.103.123.226 - Responder

    Pessoal do GAECO investiga esse tal de “Ivan”,tá muito nervoso contra o M.P.,parece que tá com a mãe na forca!!Pra mim o moço é Advogado do Eduardo ou o próprio,baixando o nível do debate e agredindo o Ademar,talvez seja jogador de baralho.Vamos discutir o tema que é polêmico,mas sem baixarias!!!

  26. - IP 187.123.0.232 - Responder

    Já passou da hora de alguem tirar a mascara desse Ademar Adams. Ja ouvi algumas historias cabeludas dele antes de aprumar em Cuiaba. Vou revela-las.

  27. - IP 37.228.106.210 - Responder

    A luciana vc deve ser do gaeco, ou promotora, ou uma serviçal às ordens detes, pois a primeira lição vc já aprendeu: AMEAÇAR, marca registrada de ambos, seguido logo após do peculato, quando usam a maquina publica para prejudicar os desafetos, com escutas ilegais, investigações sem denuncias, operações mentirosas, delacões premiadas a todo custo, e quem garante que vc e eu já não estamos num grampo? Talvez poderemor ser a proxima justificação da verba milionaria.

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