EDUARDO GOMES: “A Revista MTAqui nunca fez investida caluniosa contra Pedro Taques, como sustenta sua assessoria. A pecha da ligação da MTAqui com “grupo de oposição ao senador” é própria das mentes doentias e daqueles que não aceitam críticas por mais que sejam alicerçadas na verdade. Quem lê MTAqui se depara com textos independentes e sem atrelamento com grupos políticos”

 Eduardo Gomes (à direita) sustenta sua denúncia e diz que "o senador Pedro Taques no topo de sua alardeada castidade moral encontra palavras bonitas e vigorosas pra tentar esconder um jato da FAB, uma coletiva do ministro Brizola Neto e o significado disso tudo, que foi tão generosamente abafado pela Imprensa amiga, da qual não faço, nunca fiz e jamais farei parte"


Eduardo Gomes (à direita) sustenta sua denúncia e diz que “o senador Pedro Taques no topo de sua alardeada castidade moral encontra palavras bonitas e vigorosas pra tentar esconder um jato da FAB, uma coletiva do ministro Brizola Neto e o significado disso tudo, que foi tão generosamente abafado pela Imprensa amiga, da qual não faço, nunca fiz e jamais farei parte”

Sobre as críticas que ele e sua revista receberam, em nota divulgada pela assessoria do senador Pedro Taques, o jornalista Eduardo Gomes – também conhecido como Brigadeiro -, editor da revista MT Aqui, encaminhou a esta PAGINA DO E a seguinte correspondência:

 

 

 

“Meu caro Enock,

 

O homem público tem o dever de construir historia, mas lamentavelmente o senador Pedro Taques teima em distorcê-la. Pior, o faz por meio de assessoria.

 

Habitualmente acesso sua Página do E, trincheira da liberdade de expressão. Agora, acabo de me deparar com uma nota da assessoria do citado senador me acusando de mentir numa reportagem sobre o deplorável uso indevido de avião da nossa Força Aérea pra atender seus interesses eleitoreiros Quanto ao texto que gerou a nota da assessoria e sobre a mesma tenho a informar que:

 

Não respondo por eventuais distorções postadas pelo Site Brasil 247. Mantenho o teor na matéria postada e republicada no site www.mtaquionline.com.br.

 

A pecha da ligação da Revista MTAqui com “o grupo de oposição ao senador” é própria das mentes doentias e daqueles que não aceitam críticas por mais que sejam alicerçadas na verdade. Quem lê MTAqui se depara com textos independentes e sem atrelamento com grupos políticos.

 

Sobre a fundamentação para a reportagem informo que:

 

À época dos fatos o então ministro Brizola Neto tinha agenda oficial em Lucas do Rio Verde, cidade moderna e dotada de um funcional aeroporto com pista pavimentada que opera jatos, inclusive de rotas regionais. Mesmo assim o ministro ao invés de voar de Brasília pra Lucas, pousou em Várzea Grande, onde concedeu coletiva para defender a candidatura de Pedro Taques a presidente do Senado. Sei que ministro tem prerrogativa pra usar avião da FAB quando no exercício de suas funções. Porém, nesse caso, o que houve é algo merecedor de investigação pelo Ministério Público Federal. A aeronave deixou Brasília com o ministro rumo a Várzea Grande, pois o destino do neto de Brizola (informado às autoridades da FAB) seria a cidade de CAMPO VERDE (QUE NÃO OPERA VOOS DE JATOS). Sem possibilidade de aterrissar em Campo Verde o jato voou para Várzea Grande, onde no aeroporto houve a materialização de seu uso indevido – a entrevista do ministro ao lado de Pedro Taques e do deputado estadual pedetista Zeca Viana – fato amplamente divulgado pela mídia regional.

 

Resumo:

 

Ao denunciar tal fato à época, o site cumpriu seu papel de informar, de informar bem. Com os escândalos de uso indevido de aviões da FAB pelo presidente do Senador, Renan Calheiros, e pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves, o site contextualizou o uso indevido do jato da FAB em benefício dos interesses políticos do senador Pedro Taques. Essa informação é séria e tem que ser levada em conta pelo Ministério Público Federal. Vale observar que a Revista MTAqui nunca fez investida caluniosa contra o senador Pedro Taques, como sustenta em nota sua assessoria. Numa reportagem a Revista mostrou com detalhes o escândalo da falsificação da ata da convenção que em 2010 resultou no pedido de registro da candidatura de Pedro Taques ao Senado, entrou em detalhes sobre ocorrência policial dando conta da ameaça de morte que um dos suplentes do senador teria sofrido do outro suplente e ouviu envolvidos no episódio que mascarou a ata convencional, fato que é apurado pela Justiça. Em outras reportagens a Revista citou que o senador Pedro Taques quando procurador da República firmou posicionamento contrário ao uso comercial das hidrovias mato-grossenses.

 

Em suma, meu caro Enock, é isso. Certa vez ouvi o ditado que diz, “É mais fácil pegar o mentiroso do que o manco”. Continuarei caminhando lentamente no jornalismo, sem o afogadilho dos jovens, mas numa jornada com altos e baixos – tal qual o manco – enquanto o senador Pedro Taques no topo de sua alardeada castidade moral encontra palavras bonitas e vigorosas pra tentar esconder um jato da FAB, uma coletiva do ministro Brizola Neto e o significado disso tudo, que foi tão generosamente abafado pela Imprensa amiga, da qual não faço, nunca fiz e jamais farei parte.

 

Atenciosamente,

 

Eduardo Gomes de Andrade – eleitor em Rondonópolis, sem filiação partidária e sem vínculo político.  

 

—————-

LEIA COMO FOI O ATAQUE DA ASSESSORIA DO SENADOR PEDRO TAQUES AO JORNALISTA EDUARDO GOMES

http://paginadoenock.com.br/assessoria-de-pedro-taques-garante-que-jornalista-eduardo-gomes-mente-mente-descaradamente-em-relacao-a-utilizacao-de-aviao-da-fab-pelo-senador-do-pdt/

 

 

 

 

 

Categorias:Imprensa em debate

3 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.64.235.119 - Responder

    QUE ISSO!!!! SERÁ QUE O SENADOR PEDRO TAQUES VAI RESPONDER ESSA OU MAIS UMA VEZ SE ESCONDER E FINGIR QUE NÃO É COM ELE?

  2. - IP 187.113.47.187 - Responder

    Vixe! Era melhor essa “mídia” ter ficado quieta, pois quem sabe agora não começa a aparecer alguns comentários sobre os podres dela; ou sobre a sua parcialidade; ou sobre os políticos-sócios-cotistas. Vish maria.

  3. - IP 200.142.0.13 - Responder

    Interessante a matéria e declarações do respeitável Eduardo Gomes, merecedor atenção sim, inclusive do MPF, como ele sugeriu. Mas algumas dúvidas me ocorrem, quais sejam: 1) Quem requisitou o avião (Senador ou Ministro)? 2) Qual foi a justificativa do uso do avião (Oficial ou POlítica)? 3) Qual era o plano de vôo aprovado? 4) Qual a razão oficial da visita do ministro em Cuiabá/Várzea Grande? 5) Quem usou efetivamente a aeronave? Responder a essas questões é vital, pelo seguinte: a) uma coisa é o fato acontecido (quem requisitou, por que requisitou, etc); b) outra coisa é presumir um fato, achar que isso ou aquilo aconteceu por essa ou por aquela razão. Para se afirmar que houve uso indevido de um avião da FAB, é necessário saber quem o requisitou e por que o fez. Respondido isso é imprescindível saber se quem fez a requisição do avião usou a aeronave conforme autorização da FAB. E mais: a FAB sabe de suposto uso indevido? Caso saiba tem o dever legal, assim como o MPF e DPF de investigar o desvio do aparelho, caso tenha efetivamente acontecido. Até onde lí a matéria (não lí a nota do Senador), mais me parece que o Ministro pisou na bola com o contribuinte, que paga muito, mas muito caro por esse tipo de serviço aéreo. Contudo, havendo indícios reais e não meras presunções de que tudo isso foi feito para beneficiar politicamente o Senador, acredito que estamos em meio a uma trama de esquemas politiqueiros tão grande que as investigações terão início na Presidência da República, tendo a presidente como investigada, estender-se-ão aos Ministérios e Ministros, Autarquias, Fundações, Empresas Públicas, Sociedades de Economia Mista, Congresso, Legislativo e até o MP, pois é muito difícil ver um presidente ou um ministro que não seja político; assim como é raro ver um político que não faça elogios e ou sugestões eleitoreiras em visitas oficiais, inaugurações, coletivas, etc. Vale ainda lembrar que o ex-presidente desta Republiqueta dizia que o país precisava mais de políticos à frente das instituições do que de administradores. Taí o resultado. Caso o comentário seja publica eu agradeço antecipadamente. Rodrigo

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

dois × 1 =