É delicada a situação econômica de Mato Grosso, ajustes se fazem necessários. Acho que todo mundo compreende isso. Mas antes de estabelecer as etapas do ajuste, por que o governo de Zé Pedro Taques não dialoga com as forças vivas da sociedade, como anunciara? O que se vê no horizonte é que o arrocho salarial será enfiado pela garganta dos servidores, sem vaselina. E o governo querendo forjar uma unanimidade social a partir do controle da mídia, através de suas verbas de zelo. Parece que, de uns tempos para cá, todos só pensam brustolinicamente. Apesar do secretário Júlio, este não é um governo modesto

 Zé Pedro Taques comanda um governo nada modesto

Zé Pedro Taques comanda um governo nada modesto

 

É delicada a situação econômica de Mato Grosso, ajustes se fazem necessários. Acho que muita gente compreende isso. E muitos mais vão compreender à medida que tiverem os números nas mãos.

Só que, antes de estabelecer as etapas do ajuste, por que o governo de Zé Pedro Taques (PSDB) não dialoga com as forças vivas da sociedade, como anunciara?

Será que este reajuste é tão urgente que precisa pagar uma milionária convocação extraordinária para os deputados-caititus de Zé Pedro Taques, na Assembleia Legislativa, dizerem “sim” ao que já parece previamente acertado?

Antes de assumir,  Zé Pedro Taques falou muito em transparência, em audiências públicas, em diálogo com a sociedade.

O que se vê no horizonte é que o arrocho salarial será enfiado pela garganta profunda (digamos assim) dos servidores do Executivo, sem vaselina.

E o pessoal do Judiciário? Do Ministério Público? do Legislativo? Do Tribunal de Contas? Será que essa gente, que também se alimenta com dinheiro saído dos cofres públicos de MT,  também não tem que ser mobilizada, num movimento cívico, para dar sua contribuição ao ajuste, neste período de vacas magras?

Será que não está na hora de suspender os gastos com a mídia e acreditar que nossa valorosa imprensa continuará garantindo uma cobertura primorosa ao governo de Zé Pedro Taques que, pelo que imaginam alguns, inicia aqui sua caminhada rumo à Presidência da República?

Os problemas da democracia se resolvem com mais democracia, já nos orientou a sábia filósofa Rosa Luxemburgo.

Se a crise é grave, a mobilização da sociedade tem que ser enorme, gigantesca. Mas uma mobilização democrática, feita sem afogadilhos, sem essa necessidade de calar a imprensa e submeter o Poder Legislativo.

Qual a diferença entre Zé Pedro Taques e Silval Barbosa quando se trata da utilização do suado dinheiro do contribuindo para a manipulação da mídia e dos deputados-caititus??

O que eu vejo, neste Dia dito dos Santos Reis, é o governo de Mato Grosso querendo forjar uma unanimidade social a partir do controle da mídia, usando rotineiramente, como tantos outros governos, sua verba de zelo.

Os sindicalistas do Fórum Sindical, lideranças das mais diversas categorias, representantes de quase 100 mil trabalhadores, se reunem e demonstram insatisfação com o que lhes propõe o governo de Zé Pedro Taques em matéria de ajuste da máquina, para enfrentar os desafios econômicos de 2016, e nada desta reunião virar manchete em nosso valorosa imprensa.

É claro que aí deve ter a manipulação governamental.

É como se todos, de repente, só pensassem brustolinicamente.

Procurem acessar a cobertura que os jornais amigos e os jornalistas amestrados, neste exato momento, estão garantindo para o posicionamento dos sindicalistas do Fórum Sindical de Mato Grosso diante das propostas de arrocho salarial apresentadas pelo governador tucano Zé Pedro Taques. Zero. Saites, jornais e tvs tratam de esconder a notícia e propagar, basicamente, a versão oficial.

Claro que quem decide o que vai ser manchete são os donos da imprensa e não seus repórteres, coitados. Será que esses empresários da manipulação desviam o olhar por causa do dinheiro público usado pela turma paluda do Zé Pedro como verba de zelo? Eu fico temendo que sim. Dinheiro público, vejam bem.

Mas, se queremos uma mobilização social verdadeiramente democrática para enfrentar a crise, o que se deve fazer é justamente o contrário: divulgar todos os dados, divulgar todos os números, imaginar todos os cenários e todas as possíveis saídas para a crise.

Fica-me, todavia, a impressão de que, apesar do secretário Júlio, este é um governo nada modesto.

Imaginem que, no final do ano, os secretários Paulo Taques, Brustolin, Júlio Modesto e outros lugares-tenentes do governador foram para uma reunião com os sindicalistas do Fórum Sindical, propondo o arrocho, dizendo que o caixa do governo estava ameaçado, que existe o perígo de atrasar salário de servidores, mas compareceram à reunião sem um número sequer, sem um documento, sem um relatório de deve e haver, sem um extrato das contas, sem uma planilha.

Ora, eles acreditavam que as lideranças sindicais iriam beber suas palavras, acreditar piamente neles e assumir uma cândida parceria no arrocho de seus próprios salários? Será que imaginavam que todo o Fórum Sindical já estava no bolsinho do colete do governador tucano?

Sim, existe uma crise de egos que precisa ser vencida, primeiro, para que a crise econômica possa ser enfrentada com galhardia por todos nós, os mato-grossenses, servidores ou não.

Que negócio é esse de tentar fazer crer que os servidores estaduais são os maiores responsáveis pela crise?

Do jeito que se apresentou a melodia, foi o que ficou parecendo.

O governo de Zé Pedro Taques precisa deixar de acreditar que é dono absoluto da verdade. Precisa fazer uma reunião absolutamente transparente com os sindicalistas do Fórum Sindical, nesta quinta-feira, 7 de janeiro, para colocar todos os pratos na mesa, abrir todas as gavetas da administração, mostrar todos os gargalos e assumir uma busca coletiva por uma saída democrática para a crise.

Sim, uma reunião com os servidores, por exemplo, aberta à cobertura da imprensa, de todos os jornais e jornalistas que se interessarem de estar lá. Que possa ser toda gravada, sem mistério, por que, afinal de contas, é de dinheiro público que se está falando. Por que não incentivar a transmissão direta, pelo rádio, pela televisão? O ministro Ricardo Lewandowski, presidente do Supremo, já mostrou como o que se faz uma reunião transparente, quando recebeu o deputado Eduardo Cunha, que tentava participar de um encontro de gabinete, um encontro de conchavo. Lewandowski foi brilhante, abriu as portas, chamou a imprensa.

Assim é que se irá construindo o melhor entendimento sobre a crise.

Para enfrentar de forma consequente os problemas da democracia, a receita é mais democracia.

Manipulação de dados e de informações, nesta altura do campeonato, vamos combinar, é sacanagem.

Categorias:A vida como ela é

2 Comentários

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  1. - IP 189.59.45.22 - Responder

    Ninguém vai conseguir dar um arrocho maior do que o PT está fazendo com todo o povo brasileiro.

    Quando o PT de Mato Grosso estava aí em aliança com o Silval destruindo o Estado de Mato Grosso, o Enock não estava preocupado em pedir diálogo com “as forças vivas da sociedade”.

    Os petistas de Mato Grosso querem fazer de conta que eles não tem nada a ver com o descalabro que foi o Governo Silval que foi aliado de petistas que sempre comandou a Sec. de Educação.

    Não há como esconder, o PT participou de uma aliança junto com Riva,Silval, Nadaf, e outros, todos buona gente!

  2. - IP 179.86.27.106 - Responder

    Para o Enock nao importa se o governador fosse o famigerado Riva.Se fosse aliado do Pt ele defenderia esse traste de toda maneira,pois seria um nobre cumpanheiro!

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