PREFEITURA SANEAMENTO

Dorileo lavava dinheiro para Arcanjo? Ele se explicará na Justiça

Dorileo é intimado pela Justiça para depor sobre lavagem de dinheiro

O superintendente do Grupo Gazeta de Cominicação, João Dorileo Leal, vai ser interrogado no dia 12 deste mês, a partir das 13 horas, na Justiça Federal em Mato Grosso, no processo que apura o susposto envolvimento dele com lavagem de dinheiro de João Arcanjo Ribeiro, acusado de controlar o crime organizado no Estado. A audiência consta na movimentação processual na página do Justiça Federal.

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu a denúncia no dia 12 de maio de 2010. O processo está na 7ª Vara Criminal com o juiz Paulo Cézar Alves Sodré.

O processo a que Dorileo responde é por seu envolvimento com o esquema de lavagem de dinheiro oriundo do “jogo do bicho”, que era comandado por João Arcanjo Ribeiro.

Por telefone, Dorileo disse que ainda não foi intimado, mas está ciente que vai ter que comparecer na Justiça Federal para depor. O também pré-candidato à Prefeitura de Cuiabá pelo PMDB, disse estar tranquilo e não teme denúncia.

“Estou absolutamente tranquilo. Não tenho o que esconder. Houve uma denúncia e agora acontece a apuração dos fatos”, declarou acrescentando que vai comparecer na audiência.

O dia marcado para o réu depor foi publicado no movimento processual na quarta-feira (28). “OFICIE-SE. SAEM OS PRESENTES INTIMADOS DA AUDIÊNCIA DESIGNADA PARA O DIA 12/04/2012 ÀS 13H30MIN, OCASIÃO EM QUE OCORRERÁ O INTERROGATÓRIO DO RÉU. INTIME-SE O ACUSADO”, apontou trecho do texto.

No dia 21 de novembro passado, o HiperNoticias publicou que o senador Jayme Campos (DEM) e o presidente do Tribunal de Justiça de Mato Grosso, Rubens de Oliveira Santos Filho, são testemunhas de defesa do empresário. Na tarde desta quinta-feira (29), Dorileo confimou que há uns 30 dias os dois depuseram na Justiça.

O esquema de lavagem de dinheiro do jogo do bicho foi descoberto durante operação Arca de Noé, desencadeada após a morte do empresário Sávio Brandão, fundador do grupo de comunicação que leva seu nome, atualmente dirigido pela viúva Izabella Corrêa.

DENÚNCIA

O Ministério Público Federal (MPF) ofereceu denúncia no dia 12 de maio para a Justiça Federal de Mato Grosso contra João Dorileo Leal, por envolvimento com o esquema de lavagem de dinheiro oriundo do “jogo do bicho” comandando por João Arcanjo Ribeiro, preso em Campo Grande.

De acordo com a denúncia do MPF, a investigação identificou que João Dorileo Leal, responsável legal por um conglomerado de empresas de Comunicaçã, teria auxiliado a organização criminosa para ‘lavar’ dinheiro fruto das atividades ilícitas.

Num período de 15 dias, em agosto de 2002, ele recebeu um total de R$ 2,5 milhões das empresas Confiança Factoring, One Factoring e Cuiabá Vip Fomento, todas empresas de propriedade de João Arcanjo Ribeiro, tendo plena consciência de que tais valores eram oriundo de crime.

Com intenção de dissimular a procedência ilegal do dinheiro, Dorileo, que recebeu o montante dividido em vários cheques, fazia o saque na boca do caixa, depositava em contas bancárias pessoais ou do grupo de comunicação em pequenos valores bancários que não chamam a atenção e escaparam às normas administrativas de controle, impostas às instituições financeiras.

Para completar a “lavagem” do dinheiro, os valores depositados nas contas pessoas, eram transferidos para as contas do Grupo Gazeta e usados para o pagamento de fornecedores ou de despesas do grupo de comunicação.

FONTE HIPERNOTICIAS

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Pergunta sobre lavagem de dinheiro deixa Dorileo Leal constrangido
Dono do Grupo Gazeta de Comunicação ficou desconcertado com pergunta sobre sua situação junto a Justiça Federal de Mato Grosso e aproveitou para atacar Grupo Zahran

http://www.hipernoticias.com.br/TNX/conteudo.php?sid=169&cid=4862

A festa promovida para novas filiações ao PMDB em Cuiabá, nesta quinta-feira (1), foi palco de embaraço entre João Dorileo Leal, dono do Grupo Gazeta de Comunicação, e o jornalista Jonas Campos, da TV Centro América (afiliada da Rede Globo), que pertence ao Grupo Zahran.

Tudo começou quando Dorileo Leal, ao ser questionado sobre o processo que tramita contra ele na Justiça Federal, sobre lavagem de dinheiro, e que pode criar empecilhos para sua candidatura a prefeito, ele disse que não teme as acusações.

“Se eu temesse alguma coisa, eu não viria para a vida pública, quero deixar claro que não sou filho de pai assombrado. A minha vida é absolutamente limpa, ninguém vai conseguir colocar defeito em mim e nem uma marca em mim, e a Justiça vai poder julgar com isenção aquilo que fazem com politica aqui em Mato Grosso”, esbravejou.

Na sequência, o repórter da TV Centro América, Jonas Campos, insistiu na pergunta sobre denúncia do Ministério Público Federal (MPF) que indica suposto envolvimento do dono do Grupo Gazeta com três factorings de propriedade de João Arcanjo.

Dorileo Leal ficou desconcertado com a pergunta, mas se refez e atacou. “Até hoje não fui ouvido (pela Justiça), fui vítima de uma acusação descabida e digo a você da TV Centro América que a operação em que o Grupo Gazeta fez em uma das factorings é a mesma que a TV Centro América fez no passado e ela não foi investigada”.

Depois, Dorileo complementa a pergunta, questionando se a Justiça Federal em Mato Grosso irá averiguar a venda da Rádio Club feita pelo Grupo Zahran para o ex-chefe do crime organizado no Estado, João Arcanjo Ribeiro, preso em unidade de segurança máxima em Campo Grande (MS).

O dono do Grupo Gazeta continuou a questionar o Grupo Zahran. “Tem que colocar no ar a minha resposta na TV Centro América porque você (Jonas Campos) é um bom profissional. Porque ela (TV Centro América) vem aqui exclusivamente para questionar sobre isso. Eu estou pronto para falar, não tem problema, inclusive para a TV Centro América explicar a venda da Rádio Clube ao ‘seu’ João Arcanjo Ribeiro. A venda da Rádio Club à Silvia Shirata (ex-mulher do bicheiro), Luiz Dondo que estão envolvidos numa organização criminosa e que isso não foi investigado pelo Ministério Público Federal e nem pela Justiça Federal”, defendeu-se Dorileo.

OUTRO LADO

O diretor da TV Centro América, Zilmar Melatti, foi procurado pela reportagem mas sua secretária disse que, em outro momento, ele retornaria a ligação.

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Ligação com João Arcanjo pode atrapalhar candidatura de Dorileo
http://oatual.com.br/?p=345

O projeto de candidatura à prefeitura de Cuiabá do empresário João Dorileo Leal (PMDB), dono do Grupo Gazeta de Comunicação, pode “esbarrar” em uma suposta ligação com João Arcanjo Ribeiro, preso como maior “chefão” do crime organizado em Mato Grosso.

Dorileo, que filiou-se recentemente ao PMDB, em grande ato na Capital, pode ver seu sonho de governar Cuiabá ir para o espaço. O empresário agora faz parte do grupo político do governador Silval Barbosa e é o principal cotado para disputar a eleição.

O Ministério Público Federal (MPF), no final de abril deste ano, denunciou Dorileo por envolvimento com Arcanjo. O caso encontra-se na Justiça Federal. Ele é acusado de envolvimento com o esquema de lavagem de dinheiro oriundo do “jogo do bicho”, na época comandando por Arcanjo.

Segundo o MPF, investigações identificaram que o Grupo Gazeta de Comunicação teria auxiliado a organização criminosa de João Arcanjo a “lavar” dinheiro fruto das atividades ilícitas.

Ainda consta que, num período de 15 dias, em agosto de 2002, Dorileo recebeu um total de R$ 2,5 milhões das empresas Confiança Factoring, One Factoring e Cuiabá Vip Fomento, todas empresas de propriedade de João Arcanjo Ribeiro, tendo plena consciência de que tais valores eram oriundos de crime.

Com intuito de dissimular a procedência ilegal do dinheiro, relata denúncia do MPF, Dorileo, que recebeu o montante dividido em vários cheques, fazia o saque na boca do caixa, depositava em contas bancárias pessoais ou do grupo de comunicação em pequenos valores bancários que não chamam a atenção e escaparam às normas administrativas de controle, impostas às instituições financeiras.

João Arcanjo Ribeiro foi preso em abril de 2003 no Uruguai em um acordo de extradição entre os dois países. Formalmente acusado de ser o principal bicheiro em Mato Grosso, ter sonegado mais de R$ 840 milhões em impostos e de ser o mandante do assassinato do jornalista Sávio Brandão, então dono do jornal Folha do Estado.

Em dezembro de 2002, na Operação Arca de Noé da Polícia Federal, foi expedido um mandado de prisão preventiva. Arcanjo fugiu do país e foi procurado por mais de três meses pela Interpol. Só foi localizado ao ser preso por portar documentos falsos em Montevidéu (Uruguai), no dia 3 de abril de 2003. Alguns anos depois foi extraditado e, atualmente, cumpre pena no presídio federal de Campo Grande (MS).

FONTE O ATUAL (BRUNO GARCIA)

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OPINIÃO

Dorileo no mato sem cachorro
Suelme E. Fernandes   

O barão das comunicações de Mato Grosso, empresário Dorileo Leal, definitivamente não está numa boa fase. Pretenso pré-candidato a prefeito de Cuiabá pelo PMDB, vem assistindo paulatinamente seu sonho morrer mesmo antes de ter nascido.

Com condições políticas limitadas e um rol de inimigos na política, esta cada vez mais e mais complicado se viabilizar politicamente. Primeiro sonhava em repetir a aliança que elegeu Silval Barbosa em 2010 com 16 partidos aliados e viu tudo virar água. Para começar, o PT saiu fora. Vários membros da sigla tinham querelas antigas com Leal, optando pelo projeto próprio com Lúdio Cabral; e depois veio o PR na mesma esteira e lançou o Vuolinho para prefeito.

O PSD, que recebeu a filiação de Toninho de Souza e Valter Rabelo, funcionários de Dorileo, está até o pescoço envolvido na gestão Galindo. Com Carlos Brito como secretário de comunicação,coringa nas articulações da gestão, além de tocar a secretaria de habitação, que é comandada por João Emanuel Moreira Lima, e a de Cultura sob Luiz Poção, dificilmente vão deixar cargos.

Já o PP sinalizou com Guilherme Maluf; e o DEM vai com Roberto França restando, assim, seu próprio partido: o PMDB, no qual enfrenta problemas internos seríssimos e está rachado. Participa também da gestão Galindo, tão criticada por Dorilêo no grupo Gazeta e, além disso, tem grupos internos que não acreditam num projeto próprio do partido.

Na semana passada, o TRE-MT mandou aviso para o empresário tomar cuidado com a campanha extemporânea e o uso político do Grupo Gazeta como instrumento de campanha, principalmente no projeto Viva Seu Bairro que trouxe um show nacional com a banda Calipso, isso quer dizer “estamos de olho!”

Seu inferno astral continuou na semana passada, quando o fantasma do Arcanjo reapareceu. Dorileo vai ser intimado pela Justiça Federal para responder pelo processo que corre na Justiça e apura o envolvimento do barão com a lavagem de dinheiro do bicheiro João Arcanjo Ribeiro, acusado de controlar o crime organizado em Mato Grosso por anos a fio.

Em agosto de 2002, num período de 15 dias, Dorileo Leal recebeu um total de R$ 2,5 milhões das empresas Confiança Factoring, One Factoring e Cuiabá Vip Fomento, todas empresas de propriedade de João Arcanjo Ribeiro. Dinheiro oriundo do crime organizado, que era devidamente investido no grupo Gazeta de Comunicação.

Praticamente batom na cueca,como dizem na gíria política.

E como se não bastasse tanta desgraça num mês só, pressionado pela base aliada o seu principal cabo eleitoral, o governador Silval Barbosa, querendo evitar mais confusão para sua cabeça, decidiu só subir no palanque no segundo turno das eleições de Cuiabá. Devemos, evidentemente, considerar a hipótese de não ter segundo turno, ficando então o projeto Dorileo Leal a ver navios.
Amargando o terceiro lugar nas intenções de voto, com apenas 5,9% segundo a pesquisa do Instituto Mark; o czar das mídias tem dificuldades de se viabilizar no seu próprio partido e na construção de uma aliança partidária sem apoio do governo do Estado. Soma se a isso a dificuldade de usar o Grupo Gazeta para tentar melhorar seu desempenho eleitoral e, para piorar, precisa resolver e explicar a sociedade sobre suas relações não republicanas na Justiça Eleitoral. Enfim, por todas essas conjunturas, Dorileo Leal ficou no mato sem cachorro.

     *Suelme E. Fernandes – Mestre em História pela UFMT e Secretário Geral do PSB Cuiabá.

2 Comentários

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  1. - IP 187.58.29.151 - Responder

    uma vergonha um empresário desse quere ser prefeito de Cuiabá , ficou rico as custas do dinheiro público . quero saber nos debates se ele vai explica o envolvimento com o crime organizado e os muitos cheques …..

  2. - IP 177.78.172.209 - Responder

    QUEM TEM TELHADO DE VIDRO NÃO PODE ATIRAR PEDRAS, POIS ELAS VOLTAM !

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