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DO QUE É QUE A REDE GLOBO TEM MEDO? William Wack deu exemplo de covardia intelectual e jornalística ao comandar um programa “Painel”, na Globo News, feito para debater rumos da direita e da esquerda, no Brasil, convidando os pensadores de direita mas “se esquecendo” de convidar os pensadores de esquerda. Que vexame, William Wack! VEJA AQUI A INTEGRA DO PROGRAMA

William Waak, jornalista que comanda o Painel, programa de debates da Globo News, na rede de televisão paga, o jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Veja e da Folha de S. Paulo e Luiz Felipe Pondé, filósofo e articulista da Folha de S. Paulo e comentarista do jornal da TV Cultura

William Waak, jornalista que comanda o Painel, programa de debates da Globo News, na rede de televisão paga, o jornalista Reinaldo Azevedo, colunista da Veja e da Folha de S. Paulo e Luiz Felipe Pondé, filósofo e articulista da Folha de S. Paulo e comentarista do jornal da TV Cultura

A covardia e a falta de um compromisso fundamental com o debate democrático fica evidente logo na produção do programa: discutir os rumos da esquerda e da direita no Brasil, convidando, apenas, pensadores que são rotineiramente listado à direita, no espectro do pensamento político. Pondé e Reinaldo Azevedo tem sido costumeiramente apresentados como luminares de uma “nova direita” brasileira, esperneiam, às vezes, contra o rótulo mas são críticos contundentes dos pensadores da esquerda e o sociólogo Bolivar Lamounier tende ao tucanato, logo não pode ser descrito como o melhor representante da nossa intelectualidade de esquerda. William Wack e seus convidados deveriam se envergonhar. Um mínimo de seriedade intelectual impõe a pergunta: por que não convidaram Valter Pomar, um dos mais intelectualizados dirigentes do PT? Por que não pensaram no Frei Beto? Por que não levaram o sociólogo  Rudá Ricci? onde está Chico Alencar, digno dirigente do PSOL ? Leonardo Boff? não seria bom convidarem o Emir Sader? onde está Chico de Oliveira? Será que Waak conhece o professor Frank Svensson, da UNB e do Partidão, em Brasilia? Por que não se lembrou do jurista e governador do Rio Grande do Sul, Tasso Genro? do Vladimir Palmeira, hoje fora do PT e atuando como livre pensador, no Rio? E o Plínio de Arruda Sampaio? E o João Pedro Stédile? E o César Benjamin? O que não faltam são pensadores de esquerda nesta Brasil – mas a Rede Globo faz questão de não enxergá-los, petistas, anti-petistas, pós-petistas. Fico matutando: do que a Rede Globo tem medo ao negar, sistematicamente, espaços para a livre expressão dos pensadores de esquerda mais representativos deste País em seus programas? Eu que sempre cultivo minhas ilusões, digo: que papelão, William Wack! Quem identifica a Globo como o mais vanguardeiro aparelho para domesticação – e não para a informação – do nosso povo, como tanto argumentou Leonel Brizola, não terá essa minha ilusão. Mas de ilusão também se vive.  Confira o noticiário e veja o inteiro teor do programa Painel da Rede Globo, através da Globo News. Sim, temos que ver. Por que esconder o pensamento da direita? A direita também é Brasil. (EC)

PARA VER O PAINEL, DA GLOBO NEWS, COM WILLIAM WACK, CLIQUE NO LINQUE ABAIXO

http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-painel/t/todos-os-videos/v/convidados-debatem-o-padrao-da-politica-brasileira/3046926/

http://globotv.globo.com/globo-news/globo-news-painel/t/todos-os-videos/v/ha-razoes-historicas-para-brasil-nao-ter-partido-de-direita-diz-reinaldo-azevedo/3046924/

 

 

CARTA MAIOR IRONIZA DEBATE DE WILLIAM WAACK

:

É possível debater os significados e os rumos da esquerda e da direita no Brasil convidando apenas expoentes da direita raivosa e radical? Foi o que fez William Waack na Globonews; leia a análise de Caio Sarack, da Carta Maior

 

 

Como explicar o debate sobre esquerda e direita, promovido pela Globonews, apenas com expoentes da nova direita raivosa? Leia, abaixo, a análise da Carta Maior:

O presente de Natal de William Waack

Neste natal, o âncora do Jornal da Globo recebeu um presente de fim de ano: discutir a direita e a esquerda com seus amigos Reinaldo Azevedo e Pondé

Caio Sarack, da Carta Maior

Neste natal, o âncora do Jornal da Globo e dono do programa Painel do canal GloboNews recebeu um presente de fim de ano: discutir a direita e a esquerda com seus amigos Reinaldo Azevedo, Luis Felipe Pondé (que dispensam apresentações) e Bolivar Lamounier, sociólogo e analista político.

A questão sobre a cisão entre esquerda e direita pode assumir diversos matizes, da completa negação dessa oposição até a simplificação em esteriótipos e certas práticas (quem é de esquerda pensa e faz isto, direita pensa e faz aquilo outro). O programa Painel desse final de semana resolveu “escolher” o debate cômico.

Se a esquerda tem problemas em se fazer entender mesmo entre seus pares, a direita parece não cair no mesmo problema: esta vive de ideologia, até quando teima em dizer que ela não existe. O programa é risível, de fato, mas dizer algo sobre este problema entre esquerda e direita tem sido tarefa dos dois lados. Esta Carta entrou no debate também, o modo, no entanto, foi completamente outro.

O resumo da prosa é que não há mais pensamento possível na direita. O diagnóstico que assusta é o apreço à instituição e liberdade, ambos em sua mera formalidade, que também reconhecemos por vezes na esquerda. Por outro lado, a tradição de esquerda se moldou justamente na observação do movimento: apreender as categorias que constantemente são coisificadas pelo capitalismo, categorias que foram esvaziadas pelo tecnicismo utilitarista. A tensão que a esquerda pressupõe é a da contradição. Como, por exemplo, proteger a mera categoria das instituições sem vê-las em aplicação, sujando-as de história?

A discussão fica mais interessante quando vemos as reais dimensões do nosso deserto. Avanço pressupõe retrocesso, medida pressupõe desmedida, a diferença pressupõe a identidade, e o embate entre estes mais diversos contraditórios reproduzem trágica e falsamente a mesma ordem.

O que é ser de esquerda? Certamente a tradição marxista quando revisitada em seu método não permite mais que façamos simplificações: o Estado Democrático de Direito visto de cima é uma bela ideia, mas é essa ideia que toma forma na história, provando serem muito mais complexas suas relações: é este Estado que é responsável pelas mortes “institucionais” nas periferias, é o mesmo estado que se atrela de tal maneira a ordem do mercado financeiro que, ao mesmo tempo que confunde a direita dizendo que isto é “intervenção estatal”, expressa seus maiores vícios: “maior lucro, menor custo”.

Todo este debate aberto esconde em si um diagnóstico muito mais aterrador à esquerda do que nos damos conta: tudo é possível. É possível ter justiça social, com o acordo de que essa justiça seja feita sob a forma do consumo. É possível ser tolerante, se a diferença pode ser lucrativa. É possível ser democrático, com a condição de que a relação-mercadoria seja elevada ao posto de base inequívoca das relações sociais. Legamos, como esquerda, o mesmo mundo caduco que a direita, usamos as mesmas palavras, a rua que andamos é a mesma, no entanto nos movemos.

O capitalismo ainda precisa de lastro no real, o financismo teima com seus derivativos, mas é ainda a exploração que faz a roda girar. A esquerda tem como horizonte livrar-nos todos dessa exploração, mas aí está o desafio desta mesma esquerda: saber a que ponto, ou melhor, quão profunda está a raíz do utilitarismo capitalista dentro do seu próprio discurso e militância, fazendo da análise histórica crítica navalha para que o horizonte não turve a nossa frente.

Absurdos como este último programa Painel do ano devem causar mais riso que embate conceitual sério, mas é na possibilidade e ainda mais no espaço que tomam este e outros discursos que se evidenciam a que ponto os conceitos são atomizados e esvaziados para serem postos logo em seguida numa prateleira de produtos.

 

FONTE BRASIL 247 E AGENCIA CARTA MAIOR E GLOBO NEWS

12 Comentários

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  1. - IP 200.193.207.23 - Responder

    Reinaldo Azevedo é um rola bosta. Eu não perco meu tempo ouvindo esse traste.

  2. - IP 189.59.48.254 - Responder

    Esquerda,direita,são apenas rótulos.O povo não é curado,não come ,nem é transportado por ideologias ou discursos.O que precisamos é de EFICIÊNCIA e COMPETÊNCIA,para podermos desenvolver e agregar os milhões de brasileiros que estão a margem do progresso.Não precisamos de pensadores nem de esquerda nem de direita,PRECISAMOS ,isso sim é de REALIZADORES .”Não importa a cor do gato se ele pega o gato”,foi assim que a CHINA fez e hoje assombra o mundo com o seu progresso e economia.

  3. - IP 189.59.48.254 - Responder

    “corrigindo:”Não importa a cõr do gato se ele pega o rato”

  4. - IP 177.41.89.209 - Responder

    Tipo assim:
    “O programa de hoje é para discutir a decisão do STJD que manteve o Fluminense na primeira divisão. Para dar pluralidade ao debate, convidamos um dirigente, o presidente do Fluminense, um jogador, o atacante Fred , e uma empresa que patrocina clubes de futebol, a Unimed-RJ.”
    kkk

    • - IP 189.59.36.53 - Responder

      Ou assim:“O programa de hoje é para discutir o governo do PT. Convidamos um ex-senador, Antero Paes de Barros, um ex-presidente, FHC e para dar pluralidade ao debate, um membro da sociedade civil, o médico Gabriel Novis Neves..”.kkkk

      • - IP 179.216.205.163 - Responder

        Percebo, nobre Piriquito/Papagaio que você percebeu bem como se dá a manipulação da informação, praticada por jornalistas caras de pau como William Wack, colocados a serviço bem remunerado da Rede Globo. Tipo assim: Vamos debater os rumos do jornalismo alternativo, no Brasil, e para isto convidamos os especialistas em midia e blogosfera, Otávio Frias Filho, da Folha de S. Paulo, Boris Casoy, da Rede Bandeirantes e o blogueiro Ricardo Noblat, de O Globo. He,he, he. São múltiplas, as variações e a grande midia vem mantendo esta enrolação sob forma de debate democrático há muitos, muitos anos. Veja que aqui, apesar da discordância e do enorme espectro de audiência que eles dominam, ampliamos os espaços para eles. Estão aí os linkes para que todos possam curtir o debate restrito com Pondé, Azevedo e Lamounier. O que teme a Rede Globo?

  5. - IP 189.59.55.141 - Responder

    Se a Globo ,apoiasse o mensalão e seus condenados ,como Enock fez,(ainda se dizendo jornalista) solidarizando-se com Pedro Henry,um dos piores parlamentares da história de MT,aì sim seria elogiada?Ponha-se no seu lugar,criticar a GLOBO,única emissora de tv a denunciar os desmandos e a ineficiência dos governos no Brasil é prestar um desserviço a democracia,o panorama ideal para este jornalista é o chavismo,o kischerismo,ou alguma coisa que controle e destrua o poder de informação e independência do estadão,folha, globo,etc.Mas êle não é nem independente,nem isento. É do PT e a favor dos MENSALEIROS.Mas isso pode !

  6. - IP 189.59.69.195 - Responder

    Pelo jeito o Osmir, que não conheço, pois não sei qual dos “osmires” ele é, que afirma “não existir esse negócio de esquerda e direita”, está à direita do Bush filho. Defender a Rede Globo … vai acabar no Bigue Broder….

  7. - IP 191.205.141.7 - Responder

    Bem engraçado…teu comentário! Exiges dois lados representados mas vibra quando só o esquerdo é ouvido. Inclusive, vários dos teus companheiros de ideologia criticam o Waack pela posição assumidamente anti petista mas acham lindo o PHA fazendo campanha paga pro governo. E pra completar citas, por exemplo, Tarso Genro como possível debatedor. O Cara que nem o PT gaúcho quer mais tamanha a imbecilidade. De resto, continuem essa campanha conta o Waack que vocês fazem que ele, e nós, damos boas risadas. E sonhem, um dia talvez terão alguém desse nível intelectual do lado esquerdo….um dia…

  8. - IP 68.104.183.233 - Responder

    Seu blog é uma fantasia, a esquerda, que é uma só e totalmente tomada por princípios consumistas, é fajuta e merece ser totalmente destruída.
    A sorte deles é que o regime militar foi brando e não fez o que Argentina e Chile fizeram, poderíamos estar muito melhores, ou vai me dizer que concorda com a trajetória do Brasil nos últimos 12 anos.

  9. - IP 177.134.230.46 - Responder

    A essa altura do campeonato, chamar um petista para o debate seria danoso por conta do fundamentalismo impregnado nesses pseudos intelectuais. Creio que defenderiam com unhas e dentes o petrolão, de A a Z.
    Nesse momento histórico, para mim, ser de esquerda é não enganar o povo, é não roubar, é gostar de pobre sem manipulá-lo, é não utilizar o pobre como massa de manobra eleitoreira. Esse pessoal da esquerda caviar gosta mesmo é de um bom uísque e das coisas boas da vida, menos da pobreza pela qual, creio eu, abominam.
    Ser de esquerda é incentivar os movimentos sociais com ‘S Maiúsculo’. Ser de esquerda é não ter ambição pelo poder a qualquer custo.

  10. - IP 189.126.197.222 - Responder

    Caio Sarack, que texto horrível! Trata o tempo todo da rebordosa da repimboca da parafuseta e contraponto com o abstrato concreto retumbante, ou seja, diz nada com nada.

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