DITADURA NUNCA MAIS – Ato de repúdio ao Golpe de 64, na Câmara de Cuiabá, terá homenagem a Zoroastro Teixeira, Carlos Bezerra, Jota Alves, Antônio Antero de Almeida e outros militantes que participaram, em Mato Grosso, da resistência popular. Na tribuna, pronunciamentos de Miranda Muniz, Francisco Faiad, Rarikan Haven, Eduardo Ferreira, Janete Carvalho, Enock Cavalcanti,Thelma de Oliveira e Valério Mazzuoli, entre outros

ditaduraNeste dia dia 2 de abril, quarta-feira, a partir da 9 horas, representantes de entidades democráticas e populares participarão de uma Audiência Pública na Câmara Municipal de Cuiabá onde será debatido o “Golpe Militar de 1964 e suas conseqüências”.

Nessa audiência, proposta pelas entidades e requerida formalmente pelo vereador Dilemário Alencar, o Golpe Militar e todo o regime militar que perdurou por 21 anos, será abordado sob vários aspectos, através de intervenções, vídeos com depoimentos de pessoas torturadas e com músicas de protesto contra a Ditadura, sendo que no final, será entregue uma homenagem para militantes de Mato Grosso que, no dia 1º de abril de 1964, realizaram uma histórica reunião no antigo Campo do Ourique (local onde hoje está localizado a Câmara Municipal de Cuiabá) e, diversos deles, deslocaram-se até a região do Vale do São Lourenço (Jaciara e Dom Aquino) onde pretendiam “resistir em armas.”

Na audiência, o secretário de comunicação da CTB-MT, Miranda Muniz, falará sobre os “aspectos gerais do Golpe e da Ditadura Militar”; o economista Maurício Munhoz abordará a “Economia na Ditadura”; o ex-presidente da OAB, Francisco Faiad, abordará “os atos excepcionais do Regime Militar”; o presidente da CUT, João Dourado, enfocará “A Ditadura Militar e a repressão aos trabalhadores e suas organizações”; o presidente da UEE, Rarikan Haven falará sobre “a repressão à juventude”; “as mulheres nos Anos de Chumbo” será abordado pela diretora da UBM-MT, Professora Janete Carvalho; o ativista cultural Eduardo Ferreira abordará “a arte e a cultura sufocadas pela Ditadura”; o jornalista Enock Cavalcanti falará sobre “a imprensa no Golpe e na Ditadura Militar”; a ex-deputada Thelma de Oliveira falará sobre “A luta pelas Diretas, Já” e, finalmente, o professor Doutor da Faculdade de Direito da UFMT, Valério Mazzuoli, abordará o tema “os crimes da Ditadura a luz da Corte Interamericana dos Direitos Humanos”.

No final, as entidades entregarão uma homenagem aos militantes que participaram, em abril de 1964, da resistência contra o Golpe, aqui no Estado, e que ainda estão vivos: os advogados Antonio Antero de Almeida e Zoroastro Teixeira; o jornalista Jota Alves; o ex-servidor dos Correios Nilo Ponce de Arruda Filho e o deputado federal Carlos Gomes Bezerra. Também serão entregues homenagens in memoriam aos familiares de militantes já felecidos, a exemplo dos irmãos “Reiners” (Professor Carlos Reiners e Jucelino Reiners); poeta e professor Silva Freire; advogado e professor José Bouret; médico e ex-deputado federal Agrícola Paes de Barros; jornalista e ex-deputado estadual Amorésio de Oliveira; jornalista e poeta Ronaldo de Castro; do advogado e poeta Wilson Ferreira Lemos; do advogado Edgar Nogueira Borges; advogado entre outros.

4 Comentários

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  1. - IP 177.193.135.12 - Responder

    O POVO DEVERIA APROVEITAR A PRESENÇA DESSES QUE IRÃO SE PRONUNCIAR NA TRIBUNA E FAZER UM PROTESTO CONTRA A CORRUPÇÃO, AFINAL BOA PARTE DOS RESPONSAVEIS PELA LADROAGEM EM NOSSO ESTADO ESTARÁ LÁ

  2. - IP 177.17.206.72 - Responder

    NEM DA CASERNA E NEM “BRANCA” – DITADURA NUNCA MAIS !!!
    Hoje, passados 50 anos do golpe militar de 1964, foi um dia de reflexão para que todos os democratas de verdade e patriotas deste país mantenham aguçadas as suas consciências críticas para que uma nova ditadura “branca”(ou de qualquer matiz), sem golpe ou quebra constitucional, seja implanta debaixo dos nossos narizes.
    Nunca é demais o alerta, apesar da aparente saúde das instituições republicanas, mas sob o domínio do poder executivo sobre os demais poderes, causando desequilíbrio do sistema constitucional de freios e contrapesos pensados por Mostesquieu, afetando o pacto federativo com a absurda centralização do poder, um projeto de eternização no poder de grupos predadores do erário e das riquezas nacionais, pode se implantar sem alarde e muito sangue e lágrimas correrão para que haja alternância de poder.
    o Filósofo Antonio Gramsci, ativista político italiano (década de 30 do século 20), previa que em países com economia menos rural e extratos sociais urbanos mais complexos a “revolução socialista” não ocorreria à força, mas sim lentamente através uma tática de “hegemonia e ocupação de espaços”, da mudança de mentalidade das novas gerações(os ditos “alienados”).
    Assim, para entendermos um pouco do presente em nosso país e da atual correlação de forças em jogo no cenário político, imprescindível um passeio na história e uma revisitada nos clássicos da literatura de história, filosófica e sociológica, inclusive Clausewitz.

  3. - IP 189.59.49.57 - Responder

    Com os nomes desses contra-revolucionarios,agora sabemos porque o comunismo não deu certo no MT.Não valem um pequi roído!

  4. - IP 189.59.47.111 - Responder

    as pessoas criticam por criticar deveiam de ter mais respeito por aqueles que lutaram para voce hoje poder falar e chamar outros de piqui roido eles e muitos outros lutaram para que voce podece hoje espresar até mesmo bobagem e demostrar a sua iguinorancia.

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