Dilma sobre Chávez:‘Morreu um amigo do Brasil’

A comoção provocada pela morte de Chávez, no poder desde 1999, potencializará a tendência de que outro chavista vença as próximas eleições para presidente na Venezuela. É o que afirma o jornalista e doutor em história pela USP, Gilberto Maringoni, autor de "A Venezuela que se inventa – poder, petróleo e intriga nos tempos de Chávez". De acordo com a Constituição venezuelana, novas eleições deverão ser convocadas em até 30 dias, já que o vice-presidente, Nicolás Maduro, só assumiria se o presidente morresse nos dois últimos anos de mandato (na Venezuela o mandato presidencial é de seis anos).

Dilma Rousseff fez um rápido pronunciamento sobre a morte de Hugo Chávez. Falou há pouco, num encontro da Contag, a confederação dos trabalhadores na agricultura. Pediu licença aos presentes e, antes de ler o discurso que havia preparado para o evento, lamentou a morte de “um grande latino-americano.”

“Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez”, disse Dilma. “Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do Brasil, um amigo do povo brasileiro.” Dilma cancelou uma viagem que faria à Argentina. Ela deve comparecer aos funerais de Chávez.

Abaixo, a reprodução do pedaço do pronunciamento de Dilma dedicado a Chávez:

Hoje, lamentavelmente, infelizmente, e com tristeza eu digo para vocês que morreu um grande latino-americano: o presidente da Venezuela, Hugo Chávez Frías. Essa morte deve encher de tristeza todos os latino-americanos e os centro-americanos. O presidente Chávez foi, sem dúvida, uma liderança comprometida com o seu país e com o desenvolvimento dos povos da América Latina.

Em muitas ocasiões, o governo brasileiro não concordou integralmente com o presidente Hugo Chávez. Porém, hoje, como sempre, nós reconhecemos nele uma grande liderança, uma perda irreparável e, sobretudo, um amigo do Brasil, um amigo do povo brasileiro. O presidente Hugo Chávez deixará no coração, na história e nas lutas da América Latina um vazio.

Lamento como presidente da República e como uma pessoa que tinha por ele um grande carinho. Além de liderança expressiva, o presidente Chávez foi um homem generoso com todos aqueles que nesse continente precisaram dele. Por isso, queria propor aqui um minuto de silêncio para homenagear esse grande latino-americano.”

fonte JOSIAS DE SOUZA UOL
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PC do B e a morte de Chávez: morre o revolucionário; seguirá a revolução bolivariana

No início da noite deste dia 5 de março, em Brasília, com sentida emoção e forte impacto recebemos a notícia do falecimento do destacado revolucionário da Venezuela e da América Latina, presidente Hugo Chávez. Acompanhávamos com esperança a última batalha travada por Chávez, desta vez pela própria vida, luta que empreendeu com força de vontade e altivez. Mas, infelizmente, a doença foi mais forte e o levou.

A vitória de Hugo Chávez para presidente da Venezuela, em 1998, inaugurou um ciclo político progressista na América Latina, em especial na nossa América do Sul. Um ciclo que prossegue vigoroso, propiciando a vários países e povos da região democracia, desenvolvimento soberano, sensível melhora da qualidade de vida dos trabalhadores e, ainda, o avanço da integração solidária entre as nações. Chávez, além de dedicar o melhor de si pelo desenvolvimento de seu país e pelo bem-estar de seu povo, foi um intrépido entusiasta desse processo de integração, tanto com a Alba (Aliança Bolivariana para as Américas) quanto com o Mercosul. Em julho de 2012, quando se formalizou a entrada da Venezuela neste bloco, ele proclamou: “Nosso norte é o sul”.

Chávez, juntamente com o ex-presidente Lula e outras lideranças da região, travaram a luta vitoriosa que sepultou a Alca, projeto neocolonialista dos Estados Unidos. Por isto, uma grande dimensão de Chávez se revela pelo seu legado patriótico e internacionalista, um adversário ferrenho do imperialismo e defensor da amizade e da cooperação entre os povos.

E se internacionalmente Chávez tem esse significado para as forças políticas avançadas, para o seu país ele representa o líder de um processo revolucionário que em pouco mais de uma década libertou a Venezuela da espoliação estrangeira, colocando a grande riqueza do país, o petróleo, a serviço do desenvolvimento da nação e que também ajudou a retirar centenas de milhares de venezuelanos da miséria.

Outro traço da revolução bolivariana liderada por Chávez é a democracia. Nunca houve tantas eleições, nunca houve tanta efetiva participação do povo nos destinos da Venezuela como nesta última década. Grande expressão dessa democracia é a Constituição Bolivariana, elaborada por uma Assembleia Constituinte livremente eleita. Constituição democrática e avançada que, inclusive, indica os rumos da construção do socialismo naquele país. “Socialismo do Século 21”, como assim proclamava Chávez.

Externarmos nossos sentimentos à pátria de Simon Bolívar pela perda desta grande liderança patriótica, democrática e socialista. Mas, ao mesmo tempo, temos a convicção de que morreu o revolucionário, porém sua grande obra, a revolução bolivariana, terá continuidade! Seguirá conduzida pelas lideranças leais ao legado do presidente Chávez, apoiada no povo e nas forças políticas avançadas do país e contará com a efetiva solidariedade das forças progressistas das Américas, entre as quais o Partido Comunista do Brasil, que sempre apoiou Chávez e o povo venezuelano na sua épica jornada libertária.

Brasília, 5 março de 2013
Renato Rabelo
Presidente do Partido Comunista do Brasil – PCdoB

1 Comentário

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  1. - IP 187.6.55.86 - Responder

    DONA DILMA , TEM MUITOS BRASILEIROS , BRASILEIRAS , BRASILEIRINHOS MORRENDO NESSE PAÍS POR FALTA DE CUIDADOS DO GOVERNO . SÓ FICO PENSANDO SE A SENHORA FOSSE FAZER UM MINUTO DE SILENCIO PRA CADA BRASILEIRO QUE MORRE POR FALTA DE CUIDADO , TU FICARIAS ETERNAMENTE CALADA.

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