DILMA DESAFIA OS GOLPISTAS: “Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa para atacar minha honra? Quem?” Um dos preços que um golpista tem que pagar pelo seu assalto à Democracia é ser chamado de golpista. Ainda que com atraso, as palavras da presidenta Dilma ajudarão a construir a biografia de Aécio e FHC. São, como Lacerda, golpistas. A única diferença é que haverão de ser golpistas frustrados. VEJA DISCURSO DE DILMA E REPERCUSSÃO

Dilma denuncia “golpismo escancarado” e diz que tentativa de impeachment é contra Bolsa Família e salário mínimo; acusa oposição de espalhar “ódio e intolerância”; e desafia os “moralistas sem moral”

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por Luiz Carlos Azenha, no Viomundo

Em seu mais agressivo discurso contra a oposição até agora, a presidenta Dilma Rousseff disse, diante do décimo segundo Congresso da Central Única dos Trabalhadores (CUT), no Anhembi, em São Paulo, que o que antes era apenas “inconformismo eleitoral” da oposição, diante da derrota de 2014, se transformou agora em “golpismo escancarado”.

“Eu sou presidenta porque fui eleita pelo povo em eleições lícitas. Eu sou presidenta para defender a Constituição e a democracia tão duramente conquistada por todos nós”, afirmou a certa altura.

Na audiência, além de sindicalistas, estavam os ex-presidentes Lula e Pepe Mujica, do Uruguai.

A presidenta disse que a hora é de unidade e convocou os presentes a lutar pela democracia.

Acusou a oposição de jogar “sem nenhum pudor” no quanto pior, melhor; “pior para a população, melhor para eles”.

Dilma disse que, através das redes sociais e da mídia, os golpistas “espalham o ódio e a intolerância”.

A essa altura, foi interrompida pelo público, que gritou “Fora Rede Globo, o povo não é bobo”.

Ela afirmou que a oposição quer “encurtar seu caminho ao poder” usando fórmulas artificiais.

“A vontade de produzir um golpe é explícita”, denunciou.

Segundo Dilma, a tentativa de golpe não é contra ela, mas contra o projeto de inclusão social do PT, o Bolsa Família, o Minha Casa, Minha Vida e os aumentos do salário mínimo.

“A sociedade brasileira conhece os chamados moralistas sem moral”, disse, alegando que parte disso se deve às políticas dos governos Lula e Dilma de fortalecer os órgãos de combate à corrupção.

Perguntou: “Eu me insurjo contra o golpismo e suas ações conspiratórias. Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa para atacar minha honra? Quem?”

A presidenta não fez menção explícita ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha, que acordou com a oposição um rito que facilitaria o impeachment de Dilma. Cunha é acusado de ter abastecido contas secretas na Suiça com dinheiro de corrupção no esquema investigado pela Operação Lava Jato.

Dilma lembrou que não há acusação formal contra ela e que as chamadas “pedaladas fiscais” foram atos administrativos utilizados por todos os governos que a antecederam.

Ao encerrar, citou Pepe Mujica: “Esta democracia não é perfeita, porque nós não somos perfeitos. Mas, temos de defendê-la para melhorá-la, não sepultá-la”.

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Vídeo: Dilma ataca “moralistas sem moral” e “golpismo escancarado” em Congresso da CUT

Por Carlos Eduardo, editor assistente do Cafezinho

Finalmente um discurso da presidenta Dilma Rousseff que dá gosto ver. 

Durante a abertura do 12º Congresso da Central Única dos Trabalhadores (Concut), a presidenta foi enfática ao defender seu mandato e não teve medo de atacar o “golpismo escancarado” da direita brasileira. Chamou a oposição de “moralistas sem moral” e ainda perguntou para plateia: “quem tem moral suficiente, reputação ilibada e biografia limpa para atacar a minha honra?”.

A questão agora é: por quê Dilma não faz um discurso como esse em cadeia nacional, no horário do Jornal Nacional? Ela precisa urgentemente sair da inércia e dirigir-se à toda população, e não apenas a seus simpatizantes e apoiadores nos movimentos sindicais.

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Dilma desafia Aecím: cadê a autoridade moral?

“Conto com vocês para impedir o Golpe” dos moralistas sem moral
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A Presidenta Dilma Rousseff voltou a subir o tom do discurso contra os oposicionistas ao seu Governo. De acordo com a petista, “setores da oposição tentam uma variante de golpe”,  e que “tenta passar como uma manifestação oposicionista”.“São legitimas as críticas, mas é Golpe e irresponsabilidade querer interromper o curso democrático do país. O Brasil não vai retroceder. Eles nunca vão encontrar [nada contra ela], porque jamais cometi malfeito na minha vida pessoal. Desconheço entre eles quem tenha biografia limpa para atacar a minha honra. Eu desconheço”, discursou a Presidenta nesta quarta-feira (14), em São Bernardo do Campo, durante o I Congresso Nacional do Movimento dos Pequenos Agricultores.“É um golpe contra o mais longo período de distribuição de renda, desde o descobrimento, e o mais longo programa de inclusão”, afirmou Dilma.Na última terça-feira (13), durante a abertura do 12º Congresso Nacional da CUT (Central Única dos Trabalhadores), que acontece em São Paulo, a Presidenta, ao lado do Presidente Lula e do ex-presidente do Uruguai, Pepe Mujica, já havia repudiado qualquer tentativa de impedimento do seu mandato pela oposição.

No evento de hoje, a petista convocou a militância a atuar em sua defesa. “Vamos dar um basta no golpismo. Tenho certeza que minha força vem de vocês, vem da minha luta por um Brasil mais igual. Conto com cada um de vocês para que possamos avançar no nosso projeto de um Brasil democrático”, finalizou.

FONTE CONVERSA AFIADA

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A presidenta Dilma, entre o golpista Aécio e o respeitoso governador Alckmin

A presidenta Dilma, entre o golpista Aécio e o respeitoso governador Alckmin

Por que Dilma demorou tanto tempo para chamar os golpistas de golpistas?

POR PAULO NOGUEIRA

Um dos preços que um golpista tem que pagar pelo seu assalto à democracia é ser chamado de golpista, e assim entrar para a história em suprema abjeção.

Carlos Lacerda, o maior golpista que o Brasil já conheceu, se atormentou até o final de sua vida com o fato de ser classificado como golpista.

Em Depoimento, um excelente livro feito de  conversas de Lacerda com jornalistas do Estadão pouco tempo antes de sua morte, ele tentou várias vezes, em vão, limpar sua imagem de golpista.

Em vão.

Aécio tem também que pagar o preço de sua conduta abjeta, e não só ele. FHC é outro.

São ambos golpistas. Nem mais e nem menos que golpistas.

Fazem exatamente o que Lacerda fez, e esperamos que com menos sucesso que seu inspirador.

Lacerda era mestre em acusar os outros de que coisas que ele fazia.

Num caso clássico, ele investiu contra Samuel Wainer por ter recebido um financiamento do Banco do Brasil para sua Última Hora.

Mas ele próprio também recebera dinheiro do BB para sua Tribuna da Imprensa.

Que diferença entre isto e o que fazem Aécio e FHC?

Nenhuma.

Em sua campanha, Aécio se encheu de recursos originários das mesmas fontes que abasteceram a campanha de Dilma.

Mas seu dinheiro é limpo e o dela não. Os doadores, no Planeta Aécio, lhe doaram centenas de milhões sem querer nada em troca, quase que por amor.

Faz um ano já que Aécio, apoiado por FHC, inferniza a democracia brasileira com seu golpismo histérico e sujo.

Nem a direita venezuelana, uma das piores do universo, ficou tanto tempo contestando a vitória de Maduro.

Lacerda foi um golpista vitorioso. Matou Getúlio, por cuja alma disse ter rezado logo depois do suicídio, e derrubou Jango.

Enlouqueceu, no meio do caminho, Jânio, por cuja renúncia foi um dos responsáveis.

Era um gênio. Gênio do mal. Mas gênio.

Nem isso Aécio é.

De Lacerda, ele herdou apenas a vocação para servir à plutocracia, e dela se servir também.

Não tem sequer a capacidade voraz de trabalho de Lacerda. É um preguiçoso, muito mais feliz em festas que na labuta.

Por tudo isso é um golpista destinado ao fracasso.

A única coisa pior do que ser um golpista é ser um golpista derrotado.

É o caso de Aécio, e é também o de seu patrono, FHC.

Dilma demorou uma eternidade para chamá-los pelo que eles são.

Não sei por quê.

Mas, ainda que com atraso, as palavras de Dilma ajudarão a construir a biografia de Aécio e FHC.

São, como Lacerda, golpistas.

A única diferença é que haverão de ser golpistas frustrados.
Sobre o Autor
O jornalista Paulo Nogueira é fundador e diretor editorial do site de notícias e análises Diário do Centro do Mundo.

 

4 Comentários

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  1. - IP 201.22.168.144 - Responder

    Ué,e o “FORA FHC”,que ouvimos durante vários anos do mandato do FHC,pelos deputados do PT,o tempo todo?Não era tentativa de golpe?

  2. - IP 201.81.196.64 - Responder

    Em primeiro lugar, quem que pertence a esse partido maldito, pode chamar a outro de ‘golpista’? Eu! De acordo com esse vídeo (https://www.youtube.com/watch?v=i0LkOUMRl3E), então eu tenho força moral, reputação ilibada e biografia limpa, para atacar a sua “honra”, sou um brasileiro. pai e esposo sem mácula, que não se corrompeu por dinheiro, sexo e poder e não estou na mídia, falando nada com nada (que é um dos grandes motivos de piadas entre o povo) e tentando provar o contrário do que não se pode mais negar… De duas ou uma: ou a sra tem um sério problema de caráter ou então, realmente é uma incompetentA, equivocada, numa função de tão extrema responsabilidade.

  3. - IP 177.5.81.110 - Responder

    Não vivi a época mas já li muito sobre a ação deletéria do sr. Carlos Lacerda, que era conhecido, por isso mesmo, como o Corvo. Onde ele passava não nascia mas grama. Pensar que o sr. Aécio está sendo comparado ao sr. Lacerda é triste, porque mostra o retorno de um passado que seia bom esquecer

  4. - IP 201.47.154.154 - Responder

    Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa para fazer acordo com Eduardo Cunha?? Quem?

    Quem? Quem?

    Quem? Quem?

    A Dilma, claro.

    O PT, claro.

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