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Dilma: “Aqueles que são do contra estão ficando para trás”

Presidente Dilma Rousseff ocupa rede de televisão e rádio para anunciar redução nas tarifas de energia elétrica a partir desta quinta e alfineta a oposição: “Só construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos interesses políticos ou pessoais”. Segundo ela, “o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem qualquer risco de racionamento”; assista

247 – Não é todo dia que um governante pode colocar um sorriso na face para anunciar uma medida eminentemente popular, daquelas capazes de marcar positivamente uma biografia política. Para a presidente Dilma Rousseff, esse momento chegou. Pontualmente às 20h25, Dilma surgiu em rede nacional de televisão e rádio para dizer que “além de estarmos antecipando a entrada em vigor, estamos dando índice de redução maior que o previsto e já anunciado”, cumprindo uma das principais promessas de sua gestão: a redução do custo da energia elétrica no País, tanto para consumidores residenciais como para os clientes empresariais.

“O Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem qualquer risco e racionamento no curto e no médio prazo”, garantiu a presidente, dizendo que “as perspectivas são as melhores possíveis no setor elétrico”. “Somos um dos poucos países que estão ao mesmo tempo baixando o valor da energia e aumentando a capacidade elétrica”, disse, destacando ainda que o governo está baixando os juros, reduzindo os impostos e facilitando o crédito.

“Esse movimento simultâneo nos deixa em situação privilegiada no mundo. Isso significa que o Brasil vai ter energia cada vez melhor e mais barata, significa que o Brasil tem e terá energia mais que suficiente para o presente e para o futuro, sem nenhum risco de racionamento ou de qualquer tipo de estrangulamento no curto, no médio ou no longo prazo”, continuou Dilma. Assista ao pronunciamento da presidente:

Capacidade

Dilma ressaltou ainda que os investimentos no setor energético permitirão dobrar, em 15 anos, a capacidade instalada de energia elétrica. A presidente disse ainda que a redução vai permitir a ampliação do investimento, aumentando o emprego e garantindo mais crescimento para o país e bem-estar para os brasileiros.

“Temos baixado juros, reduzido impostos, facilitado o crédito e aberto, como nunca, as portas da casa própria para os pobres e para a classe média. Ao mesmo tempo, estamos ampliando o investimento na infraestrutura, na educação e na saúde e nos aproximando do dia em que a miséria estará superada no nosso Brasil”.

A presidente esclareceu que todos os brasileiros serão beneficiados pela medida, mesmo os atendidos pelas concessionárias que não aderiram ao esforço feito pelo governo federal para a redução da tarifa. “Neste novo Brasil, aqueles que são sempre do contra estão ficando para trás, pois nosso país avança sem retrocessos, em meio a um mundo cheio de dificuldades. (…) Porque somente construiremos um Brasil com a grandeza dos nossos sonhos quando colocarmos a nossa fé no Brasil acima dos nossos interesses políticos ou pessoais”, finalizou.

Processo

Após um longo processo de cruzamento de medidas referentes ao setor elétrico, que incluíram a antecipação da renovação de contratos de concessões a geradoras e, também, a recusa das estatais estaduais Cesp (SP), Cemig (MG) e Celpa (PR) em aceitar a proposta federal, o governo conseguiu seu objetivo de reduzir os custos de produção e transmissão. Com isso, as contas de luz de residências e empresas ficarão mais baratas já na próxima fatura.

A projeção inicial de redução de até 20% nas tarifas residenciais foi, no final do ano passado, arquivada pelo governo, em razão das recusas das estatais controladas pelos governos de São Paulo, Minas Gerais e Paraná – cada um deles em poder de políticos do PSDB – em participar das renovações propostas. Nos últimos dias, porém, novos cálculos resgataram as expectativas anteriores, chegando até mesmo a ultrapassar aquela marca. Acredita-se agora que as tarifas para empresas poderão cair em até 32%, enquanto as contas das moradias irão girar em torno de 18% menos que as atuais, bem perto da meta de redução de 20%.

Insumo presente em toda a base da atividade produtiva, a energia, ao ficar mais barata, poderá alavancar a recuperação da economia sonhada por ela, resumida na frase “um pibão grandão” como desejo para 2013. Um efeito positivo colateral poderá ser o de renovar as condições para mais quedas nas taxas de juros. A aposta é que a redução no chamado Custo Brasil, a ser provocada pela queda nas tarifas de energia, estimule os empresários a elevar investimentos, contratar mão de obra e produzir mais, ganhando até mesmo novas condições para exportar de maneira mais competitiva.

Para o pequeno consumidor de energia, categoria na qual se inclui a grande maioria da população, o corte de cerca de 20% nas tarifas residenciais tende a estimular, pela economia no gasto tradicional, mais consumo. Como se sabe, levar as pessoas às compras tem sido a principal razão de ter sido baixadas uma série de medidas macroeconômicas do governo federal nos últimos dois anos.

Esse possível ciclo virtuoso tem sido desdenhado pela oposição ao governo. Entre partidos políticos e na maior parte da mídia tradicional se aponta para um desastre. Ali, o entendimento é o de que as tarifas estão sendo forçadas para baixo de maneira artificial, em desacordo com as regras do livre mercado. Fala-se até mesmo na pratica de um sistema que poderia ser chamado de capitalismo de Estado, no qual a administração pública estaria impondo sua vontade pela força de medidas provisórias, decretos e portarias fabricadas em gabinetes de tecnocratas.

Dilma, que já se preocupou bastante com as críticas dos adversários, parece ter superado essa fase. Ela está podendo até mesmo comemorar projeções otimistas, frente a queda nas tarifas de energia, estampadas em títulos da mídia internacional. Reconhece-se, em veículos especializados em Economia e Negócios como o Financial Times, que a presidente está realizando um verdadeiro prodígio, cujos resultados poderão ser extremamente positivos para a economia brasileira.

No campo político, tanto os otimistas do governo como os céticos da oposição convergem: a redução do custo energético deve somar novos pontos à popularidade recorde de Dilma. Enquanto os governistas já aplaudem a presidente e os adversários se cutucam de raiva, a certeza geral é a de que o pronunciamento desta noite será, goste-se dela ou não um momento de gala da gestão de Dilma Rousseff na Presidência da República.

8 Comentários

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  1. - IP 201.88.213.78 - Responder

    Esses petralhas são engraçados mesmo. Ninguem é contra a redução do preço da energia, muito menos se ouviu uma voz que seja dos adversários políticos pedindo que não se diminuisse.

    A questão é, se podia diminuir, por que não o fez antes??. Será que os petralhas se divertiam vendo o povo sofrer??

    Com relação ao risco de apaão pela falta de investimento, será que os petralhas pensam que ningem percebeu a frenética movimentação e reuniões intermináveis em que ele batiam e batem cabeças sem saber o que fazer, com os riscos provocados pela falta de chuvas. Se tivessem mais investimentos, não haveria essa preocupação.

    • - IP 201.67.60.123 - Responder

      1) Ao contrario do que vc disse, os lideres do PSDB (Aecio Neves, Sergio Guerra, Alvaro Dias) esbravejaram contra a medida de reducao de tarifas.
      Alem disso, os Estados de Sao Paulo, Mina Gerais e Parana, que sao governados pelo PSDB boicotaram a medida, de maneira que as emprsas concessionarias de energia desses estados se recusaram a assinar contrato com a agencia reguladora de energia para viabilizar a medida que reduz a conta de energia.
      Apesar disso, APESAR DO PSDB e da OPOSICAO, a presidente Dilma esta concedendo a reducao.
      2) Os governos anteriores nao reduziram a conta de energia, porque nao tiveram esse interesse. Havia at’e um questionamento do MPF, que considerava ilegal a atual tarifa de energia. O atual governo poderia se defender e responder ao MPF, travando uma interminavel luta judicial para evitar ou pelo menos postergar a reducao das tarifas. Mas, ao contrario, a presidente Dilma julgou ser OPORTUNO a reducao de energia agora. Apesar do Governo perder tarifa, a medida tem dois grande componentes positivos: 1) tem um enorme alcance social, ja que as familias mais humildes sao justamente aquelas que a conta de luz tem mais peso nos seus gastos. 2) a reduzao das tarifas ajuda a fomentar a economia. Considerando que a energia eletrica e um componente necessario na producao das mercadorias, a reducao na tarifa reduz o custo Brasil.
      3) Nao ha falta de investimento na producao de energia. Voce nunca ouviu falar que na execucao de obras extraordinarias como Belo Monte, Santo Antonio, Girau? E claro que essas obras nao ficam prontas assim de uma hora para outra. Mas elas nao estao paradas. O governo nao esta deixando de investir em energia eletrica. Enfim, nao creia assim tao cegamente nesse papo purado da oposicao.

  2. - IP 201.40.42.68 - Responder

    gostei da decisão da dilma. Lá em casa, com os meninos ligando tv, computador, game, etc, a conta tá batendo na casa dos 300 reais e até mais. gostaria de poder pagar uns 200 e poder gastar mais com pão, leite, feijão e carne

  3. - IP 189.31.39.18 - Responder

    Essa fala é a típica fala para engambelar os tolos que veneram esse povo do pt. A presidente ( pois não existe presidenta) sabe que o povão rude e ignóbil não sabe da importancia de uma oposição para frear os atos totalitários de presidentes .

    • - IP 201.67.60.123 - Responder

      Esse “povo rude e indocil” que vc se referiu esta hoje com mais dinheiro no bolso, paga menos taxa de juros, tem sua conta de luz reduzida.
      vc acha que ele vai querer a volta dessa oposicao? aquela do PSDB, que tinha apagao, que quebrou o Brasil 3 vezes, que tinha salario congelado por 8 anos?
      O cidadao brasileiro nunca foi filiado ao PT, mas sabe que finalmente esta sendo governado por uma presidente que se preocupa com eles.
      Ja a oposicao, que esta contra esse aumento, pelo jeito, vai continuar merecidamente fora do poder por mais uns bons anos.

  4. - IP 201.88.213.78 - Responder

    Se os petralhas estavam cobrando ou deixando cobrar mais caro pela energia elétrica então que eles devolvam os valores que foram roubados em todos esses anos.

    • - IP 201.67.60.123 - Responder

      havia um questionamento do Ministerio Publico, exigindo a reducao da tarifa de energia. O governo poderia (se assim fosse do seu interesse) responder ao ministerio publico e comecar uma imprevisivel briga judicial. Ao inves disso, a presidente Dilma decidiu se antecipar e conceder a reducao da energia eletrica. Fez isso por 2 motivos: porque tem um alcance social (ajudando especialmente as pessoas mais pobres, que tem na conta de luz o maior componente de seu gasto) e porque a reducao de energia ajuda a fomentar a economia (considerando que a energia e um componente necessario na producao de todas as mercadorias produzidas no Brasil). Enfim, a presidente foi sabia na sua decisao.

  5. - IP 201.67.60.123 - Responder

    Depois de reduzir a taxa de juros, agora o governo diminui a conta de energia elétrica.
    É um murro no estômago da oposição, que há um bom tempo não tem discurso.
    Agora a oposição (Aecio Neves, Sergio Guerra, Alvaro Dias) está contra a diminuiçao da conta de luz.
    Depois eles nao sabem porque o PSDB esta sendo extinto.
    Com uma oposicao assim, vai ser facil demais a reeleicao da presidente Dilma em 2014.

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