Depois dos juros e luz, Dilma reduzirá preços da cesta básica

Depois dos juros e da luz, é a vez dos alimentos

Decisão de desonerar os produtos da cesta básica já está tomada pelo governo, que aguarda apenas o momento certo para colocá-la em prática; sem tributos, preços cairiam, em média, 6,5% e o impacto anual seria de R$ 3,6 bilhões na arrecadação; plano dá sequência à estratégia de controlar a inflação por meio de redução de impostos

Brasil 247

Dando sequência ao plano de medidas que visa controlar a inflação, o governo, como havia anunciado recentemente, tomou a decisão de desonerar os produtos da cesta básica. Sem impostos, os preços cairiam, em média, 6,5%. O impacto anual seria de R$ 3,6 bilhões na arrecadação. O objetivo da equipe econômica é não permitir que o IPCA, índice que mede o teto da inflação, não ultrapasse 6,5% ao ano. Na avaliação do governo, o custo de se estourar essa meta seria muito grande, afetando sua credibilidade.

A decisão de tirar os impostos da cesta básica acontece depois de o governo ter trabalhado em função de controlar a taxa básica de juros (Selic), que se manteve em 7,5% na última reunião do Copom, nesta semana – o menor patamar da história – e de ter reduzido a tarifa da energia elétrica em cerca de 20% para a população desde o início desse ano.

“A decisão já está tomada, mas o momento em que isso será feito depende de uma análise sobre como está a inflação”, disse uma fonte do governo ao jornal Valor Econômico. Agora, o que deve servir de guia para a decisão do governo são dados mais consistentes sobre o comportamento da inflação e o desempenho da economia, diz a reportagem.

Apesar de não garantir que a desoneração seja repassada para o consumidor final, o governo espera que essa porcentagem seja suficiente para que o varejo recomponha alguma margem e reduz o preço na venda. Em 12 meses, os preços da cesta básica subiram de 14% a 32%, bem acima da média de preços dos alimentos, de 12,29%. A carne e o açúcar são os dois produtos que sofrerão mais impactos.

Críticas

Quando o governo decidiu reduzir a tarifa de energia elétrica, com um anúncio oficial na televisão, choveram críticas da oposição e de alguns economistas contra a estratégia de se estimular o consumo via desoneração de tributos, o que poderia aumentar o nível de endividamentos das famílias. O governo garante que os índices referentes ao endividamento não preocupam e que a equipe econômica tem tomado um conjunto estruturado de ações.

1 Comentário

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  1. - IP 200.17.60.247 - Responder

    Se aproximando 2014, com nova campanha eleitoral, dona Dilma irá tomar uma série de medidas populares… Após reeleita, e é isso que vai ocorrer, seu segundo mandato será pra cumprir tabela, como acontece em reeleições no Brasil, esperando que outro nome de estrela vermelha petista possa surgir e os “TRABALHADORES” CONTINUAREM no poder. Mas todos sabem que a falta de alternância no poder pode comprometer a democracia e o desenvolvimento de uma nação… AÉCIO-2014

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