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SODOMA 4: Buffet Leila Malouf nas denúncias de corrupção

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Alan Malouf foi ao Fórum acompanhado pelo advogado Huendel Rolim. Foto Repórter MT

 

 

Talvez esse seja um tempo de destruição de mitos, em Cuiabá. Sob o calor massacrante da capital, eis que algumas biografias ameaçam derreter.

O novo depoimento do ex-governador Silval Barbosa, dentro da chamada Operação Seven, que ia acontecer nesta sexta-feira, 30, em principio foi adiado para segunda-feira. Silval foi a estrela dos programas de propaganda eleitoral, em Cuiabá, e pelo Estado a fora. Sim, prender é um trunfo político que todos seus adversários, dos mais diferentes estratos, procuram faturar. Coisas da política, o Silval sabe bem disso.

O empresário Alan Malouf foi quem participou, ao lado do seu advogado Hendel Rolim, de uma audiência admonitória na 7ª Vara Criminal de Cuiabá. Ele é sócio do tradicional Buffet Leila Malouf, uma das empresas que atende a elite cuiabana, na hora das suas festas e dos seus regabofes. Valdir Agostinho Piran Junior, o filho do Valdir Piran, também esteve lá.

No Fórum de Cuiabá, nesta sexta, Alan Malouf, aparentando muito tranquilidade, entrou calado e saiu calado. De qualquer forma, um desfile degradante para quem sempre esteve acostumado a brilhar na noite e nos grandes eventos sociais da capital. Consta que Alan Malouf compõe ou compôs o grupo político capitaneado, em Mato Grosso, atualmente, pelo governador Zé Pedro Taques.

Alan Malouf é acusado pelas autoridades do Ministério Público Estadual de “lavar” dinheiro recebido através de propina para os ex-secretários Arnaldo Alves de Souza (Planejamento) e Pedro Nadaf (Casa Civil).   Alan Malouf é suspeito de ter colaborado em um suposto esquema em que o Estado pagou uma desapropriação em uma área do bairro Jardim Liberdade, em Cuiabá, no valor de R$ 31,7 milhões, à empresa Santorini Empreendimentos Imobiliários.

Pelo que diz  um dos trechos da decisão da juíza da 7ª Vara Criminal de Cuiabá, Selma Arruda, Alan Malouf receberia os valores indevidos como receita do sofisticado Buffet Leila Malouf. Em seguida, ele repassaria uma compensação aos comparsas de 1% ao mês.

A Polícia Civil e o Ministério Público chegaram a pedir a prisão de Alan Malouf.  No entanto, a juíza Selma Arruda – que vem mantendo o governador Silval Barbosa e o ex-secretário de Fazenda Marcel de Cursi presos há muitos e muitos meses, não foi tão radical com o proprietário do Buffet Leila Malouf –  considerou a medida excessiva e estabeleceu cautelares para Alan Malouf cumprir. Vejam que para a juíza Selma Arruda, nem Alan Malouf nem Valdir Piran Filho não eram membros da quadrilha.Vejam o que a doutora Selma escreveu em sua decisão sobre os pedidos do MP: “Ainda que haja indícios de que tais pessoas Alan Malouf e Valdir Piran Junior tivessem conhecimento da origem ilícita dos recursos, esse fato, por si só, não aponta para a necessidade da custódia cautelar. São fatores que emprestam força aos indícios de autoria, tão somente”.

O empresário proprietário do Buffet Leila Malouf, que também atuaria no ramo das factorings, deve comparecer perante juízo da 7ª Vara Criminal todo dia 30 de cada mês.

Alan Malouf também está proibido de deixar Cuiabá sem autorização da Justiça e não pode ter contato com outros investigados ou testemunhas. Alan Malouf ainda deve se manter afastado de órgãos públicos estaduais e foi obrigado a pela juiza Selma a entregar seu passaporte para evitar que deixe o país.

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