Depois da nomeação da parentada, começa a aparecer “capivara” do povo de Pedro Taques. Folhamax revela que Eduardo Chilleto, secretário de Cidades, e Paola Reis, secretária adjunta de Relações Públicas, no novo governo, são suspeitos de desviar R$ 190 mil.

Eduardo Chiletto, secretário de Cidades, no governo de Pedro Taques

Eduardo Chiletto, secretário de Cidades, no governo de Pedro Taques

 

FARRA NA CULTURA

Dois secretários de Taques são suspeitos de desviar R$ 190 mil

Após 15 anos, Chilleto garante que prestará contas de R$ 150 mil

GILSON NASSER
FOLHA MAX

Dois membros do secretariado do governador Pedro Taques (PDT) são suspeitos de má aplicação dos recursos públicos destinados a execcução de projetos culturais. São a secretária-adjunta de Relações Públicas do Estado, Julyene Paola Reis, e o secretário de Cidades, Eduardo Cairo Chilleto.
Paola foi condenada em novembro do ano passado pelo Tribunal de Contas do Estado a devolver R$ 40 mil devido a não prestação de contas de projeto cultural. A punição se estende ao ex-secretário de Cultura, João Carlos Vicente Ferreira.
Em 2007, ela foi contemplada com o recurso para execução do projeto “Oficina de Canto Coral e Dança”. O projeto recebeu R$ 40 mil de recursos oriundos de Fundo de Fomento a Cultura.
Todavia, o TCE abriu procedimento devido a não comprovação de aplicação dos recursos públicos no projeto cultural. A atual secretária foi citada pelo Ministério Público de Contas a apresentar a prestação de contas do projeto ou devolver os recursos, mas não se pronunciou acerca das notificações. “Os interessados foram devidamente notificados, mediante ofícios com respectivos avisos de recebimento. Em especial, no caso de Julyene Paolla Reis, o aviso de recebimento foi devolvido pelo motivo mudou-se, razão pelo qual foi citada via edital”, diz trecho do parecer do Ministério Público de Contas.
Em contato com o FOLHAMAX, o secretário de Comunicação, Jean Campos, afirmou que o caso está sendo analisado. Ele citou que ainda há formas da secretaria recorrer da decisão e até de comprovar a execução do projeto cultural.

15 ANOS E FICHA LIMPA

Já Eduardo Cairo Chilleto foi contemplado em 2000 com cerca de R$ 150 mil para a realização do “Concurso Pró Centro Histórico de Cuiabá”. À época, Chiletto era presidente do Instituto de Arquitetos de Mato Grosso.
Após 15 anos, o atual secretário ainda não prestou contas de como foram aplicados os recursos públicos. Ele foi notificado em 2008 a prestar contas, mas ignorou as recomendações feitas.
A situação de Chilleto é diferente de Paola. Ele nem chegou a ser denunciado ao TCE por não prestação de contas e o projeto estava engavetada na sede da secretaria de Cultura na avenida Getúlio Vargas.
Ao FOLHAMAX, o secretário garantiu que o projeto foi executado e que a pequena fortuna não foi desviada. Ele citou que entidades, como a Câmara de Dirigentes Lojistas de Cuiabá, foram parceiras no projeto. “Ainda nesta semana irei apresentar os documentos que comprovam a realização deste projeto”, assegurou.
No segundo dia da atual gestão, o governador Pedro Taques (PDT) emitiu decreto instalando a “ficha limpa” no serviço público. Pelo decreto, não seriam nomeados servidores que possuem algum tipo de condenação em órgão colegiado, como é o caso do Tribunal de Contas. No período em que foi senador, entre 2011 e 2014, Taques foi autor de um projeto de Lei que proíbe a nomeação em cargos de comissão de pessoas que tenham sofrido qualquer tipo de condenação pela Justiça.

Paola Reis,  secretária-adjunta de Relações Públicas do do governo de Pedro Taques

Paola Reis, secretária-adjunta de Relações Públicas do do governo de Pedro Taques

 

 

Categorias:Direito e Torto

3 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 177.41.91.82 - Responder

    Começou!… Até daqui 4 anos… Quem poderá nos salvar? O Chapolim Colorado ou o síndico, Tim Maia?…

  2. - IP 179.217.127.113 - Responder

    Emanuel Pinheiro (PR) forma um seleto grupo de parlamentares que vão receber cerca de R$ 95.000,00 mensal (R$ 40 mil mensais, sem contar a verba indenizatória, hoje fixada em R$ 35 mil por gabinete e a aposentadoria de R$ 20.000,00)
    Serys Slhessarenko, Wilson Santos e Jose Geraldo Riva recusaram o privilégio que é considerado pela sociedade como imoral, uma vez que o trabalhador aposentado ganha no máximo R$ 4.300,00

  3. - IP 200.101.25.3 - Responder

    Por coerência, o governado Pedro Taques já deveria ter exonerado esses dois por absoluta incompatibilidade com os princípios supostamente adotados por seu grupo político. E os fiscais da ONG Moral, MCCE e MP-MT?

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

5 × três =