Damares sendo Damares, a ministra evangelicamente doidona do Bolsonarismo

A maconha, a vagina e o crucifixo

Por Enock Cavalcanti

Meus amigos, meus inimigos: trata-se do governo do Brasil, mas a gente poderia também, quem sabe, falar de um culto satânico.

Sim, porque há sempre um ritual. Foi em tom missionário que a ministra Damares Alves, da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos mostrou que continua sendo a Damares que o capetão Bolsonaro treinou e escolheu como a principal sarcedotisa de seu governo tão atrapalhado mas tão ritualístico.

Damares, pelo que conta o portal Uol, foi responsável pelo discurso mais aplaudido da CPAC Brasil (Conferência de Ação Política Conservadora) que acontece neste fim de semana em São Paulo, projetando até onde a direita xucra é capaz de ir no Brasil.

Misturar maconha, vagina e catolicismo é como recitar versos para entusiasmar a plateia da direita xucra que vibra com esses acordes dissonantes.

Ao lado de Olavo Carvalho, Weintraub, Ernesto Araújo, e do capetão e dos seus filhos, Damares é presença contínua no altar das bobajadas, da agressividade, da torpeza. É assim que eles mostram para o grande público bolsonarista que nem a lógica, nem a razão tem mais hora e vez neste Brasil.

 

 

Enock Cavalcanti é jornalista e blogueiro, editor da PAGINA DO E

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