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CORRUPÇÃO NO SIAGESPOC: No site do Sindicato, Clédison Gonçalves diz que processará Leonel Reis

Cledison Gonçalves em reunião do Fórum Sindical

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores da Polícia Civil de Mato Grosso – Siagespoc, Cledison Gonçalves da Silva, repudiou hoje as declarações mentirosas do secretário geral do sindicato, Leonel Reis, que o acusa de cometer atos de corrupção em sua administração. Na opinião de Gonçalves, por tudo que já aconteceu até agora, Leonel só demonstra que quer por que quer tomar-lhe o cargo de presidente do Siagespoc desde a posse da atual diretoria, em 2015.

“Pouco depois que assumimos, o secretário usou a imprensa para me difamar publicamente, acusando-me de irregularidades, porém, sem apresentar nenhuma prova”, contou Cledison, acrescentando que agora vai interpelá-lo na Justiça, “e ele terá que provar as afirmações caluniosas que fez contra mim, já que ao acusador cabe o ônus da prova”.

Gonçalves afirmou que Leonel Reis continuou tentando difamá-lo, ao publicar novas acusações, poucos meses atrás, no blog Página do “E”, em uma publicação cujo jornalista não se preocupou em ouvir o outro lado, como é praxe de quem faz uma imprensa séria.

CONTA CORRENTE

O presidente explicou que a exigência de registro da ata de posse da nova diretoria em cartório impediu, nos dois primeiros meses de administração, a movimentação da conta corrente do sindicato. Foi a esta a razão que o levou a pagar contas emergenciais do sindicato (energia, combustível, salários e outras) com dinheiro do seu bolso, e, posteriormente, ser reembolsado pela entidade, tão logo a situação foi regularizada.
“Tudo isso consta da prestação de contas do sindicato, aprovada pelo Conselho Fiscal sem qualquer ressalva”, recorda.

CELULAR

O presidente relata que hoje usa um celular funcional, mas que no início do mandato usava o seu aparelho particular para os serviços do sindicato, falando diariamente com policiais que muitas vezes ligavam para ele a cobrar. “Então não há que se falar em situação irregular, pois o sindicato sempre pagou as contas telefônicas dos diretores executivos”, observou.

ASSESSORIA JURÍDICA

O contrato que prevê uma assessoria jurídica no sindicato é mais uma situação legal, mas que na ótica do secretário transforma-se em outra coisa. De acordo com Cledison, o contrato com os advogados é uma necessidade inegável e sempre existiu. “Nós contamos com o assessor principal, Dr. Carlos Frederick, enquanto o Dr. Bruno atende na sede do Siagespoc e o Dr. Henrique, no interior”.

Tais contratos foram aprovados pela Diretoria atual, e nenhuma decisão é isolada ou tomada somente pelo presidente. “Quanto à acusação de que eu tiro proveito desses contratos, cabe ao Sr. Leonel provar e isso ele terá que fazer, ou, então, responderá perante a Justiça por denúncia sem fundamento”, argumenta.

SANDICES

As alegações do secretário seguem a mesma linha de acusação sem provas, também se referindo a sonegação fiscal, falsificação de atas, e de ilegalidade no pagamento de ajuda de custo aos diretores executivos do Siagespoc. Gonçalves repete que os diretores do sindicato sempre receberam ajuda de custo, “inclusive ele (Leonel) recebeu, até que eu determinei o corte deste pagamento, pelo simples fato de que ele não trabalhava”, explica o sindicalista.

Por fim, Gonçalves declara que “não serão acusações infundadas como essas que irão me abater, pois tenho o maior orgulho em dizer que eu sou um dos principais responsáveis por fazer do Siagespoc o maior sindicato de Mato Grosso em estrutura física e que, hoje, os investigadores de Mato Grosso tem um dos melhores salários do Brasil; isso é serviço prestado, que nenhum desqualificado conseguirá macular”, destaca.


NOTA DA REDAÇÃO: Ao contrário do que sugere o sr. Cledison Gonçalves, este blogueiro solicitou ao advogado Carlos Frederik, representante da diretoria do Siagespoc, que se manifestasse sobre as alegações dos associados que cobravam pela prestação de contas da entidade. O sr. Carlos Frederik limitou-se ao contato telefônico.

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