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Consórcio desmente CGE e diz que não teve beneficio financeiro com atendimentos glosados pelo Governo no Ganha Tempo. LEIA DOCs

Osmar Linares, do Ganha Tempo-MT e Emerson Hyashida, da CGE-MT

“A CGE-MT alega que cobramos do Estado por 105 mil atendimentos falsos, faturando dos cofres públicos R$ 1, 7 milhão irregularmente. O que temos a esclarecer é que todos os atendimentos registrados com duração menor que 30 segundos foram glosados pelo Governo e, portanto, não recebemos nada por eles. Por que insistem nessa história?!”

De acordo com o empresário Osmar Linares Marques, o Consórcio Rio Verde tem recebido com verdadeiro assombro as denúncias distribuidas pela Controladoria Geral do Estado e pelo Ministério Público de Contas quanto a possíveis irregularidades na licitação que lhe outorgou a administração, por 15 anos, das sete unidades do Ganha Tempo em Mato Grosso, e também quanto a possíveis falhas na execução do contrato.

“Respeitamos muito a CGE e o MP de Contas mas nos parece que, nesse caso, estes dois órgãos de controle estão sendo induzidos a erro. Um erro grave pois coloca em dúvida a honestidade dos nossos negócios, que sempre tem sido aplaudida nos outros Estados em que atuamos, caso de São Paulo e Minas Gerais. Deveria haver mais respeito com relação à nossa trajetória. Eles nos acusam de falsificar dados de atendimento e uma série de absurdos mas afirmamos que falso é tudo isto que dizem contra nós e que não se reflete em nosso trabalho, já que continuamos muito bem avaliados pela população mato-grossense”, rebate o diretor do Consórcio Rio Verde, Osmar Linares Marques.

Falha do treinamento

Todos os questionamentos quanto à licitação foram levantados a partir de reclamações protocoladas pela segunda colocada no certame promovido pelo Governo do Estado, a empresa Shopping do Cidadão Serviços e Informática S/A que, aparentemente, não se conforma com a derrota, que se baseou em regras orientadas por ela mesma. “Contratada pelo Governo, ela estabeleceu as regras da licitação e perdeu, essa já deve ser a melhor referência quanto à lisura do Governo, que agora ela processa. Mas como ela esperneia, nós temos, como terceiros interessados, de ter a paciência de rebater suas teses”, diz Linares.

A denuncia de maior impacto, formulada pela Controladoria Geral do Estado, aponta que o Consórcio Rio Verde – que é composto pelas empresas Projecto Gestão, Assessoria e Serviços Eireli, Softpark Informática Ltda e Eficaz Construtora e Comércio Ltda, todas com sede em São Paulo – teria falsificado 105 mil atendimentos, através de senhas fakes, gerando um prejuízo aos cofres do Estado de cerca de R$ 1, 7 milhão.

Em nota pública, a CGE detalhou: “No trabalho, os auditores se detiveram principalmente à análise da emissão de 105 mil senhas com registro de tempo de atendimento de até 30 segundos, o que, segundo eles, seria impraticável para os 102 serviços oferecidos nas unidades do Ganha Tempo, ainda que considerando o serviço mais simples. Os auditores identificaram que 99% das senhas registradas com tempo total de 30 segundos tiveram atendimento avaliado como ÓTIMO, o que determina que 12% das avaliações registradas como ótimas são oriundas dos atendimentos irregulares identificados (senhas inexistentes, replicadas ou não atendidas por desistência do usuário, por exemplo)”.

Osmar Linares Marques, diretor do Consórcio, reconhece que, nesse caso, houve uma falha na atuação dos atendentes, no primeiro mês do contrato, por deficiência no treinamento ofertado pela sua empresa.

“Implantamos sete unidades do Ganha Tempo em tempo recorde em Mato Grosso. Investimos mais de R$ 20 milhões, nos 11 meses iniciais de execução do contrato, gastando com infraestrutura, equipamentos e treinamento de pessoal para as sete unidades. Atendemos aos prazos de urgência que nos foram impostos pelo Governo, que tinha interesse em ampliar a presença do Ganha Tempo, que só existia na Ipiranga. Surgiram então as unidades do CPA, Várzea Grande, Sinop, Cáceres, Rondonópolis e Barra do Garças. Uma completa reforma da unidade Ipiranga também ficou sob nossa responsabilidade. Infelizmente, acabou acontecendo esta falha na preparação de nossos atendentes.”

Ele explica que o sistema operacional, o time sheet, vinculado ao controle de duração de cada atendimento não estava sendo acionado no momento devido, que seria no início do atendimento. Os atendentes, devido a esta falha, não estavam realizando o controle de tempo no início do atendimento, isso só estava sendo ativado somente quando o serviço estava concluído. No momento da pesquisa de satisfação, portanto. o servidor abria e fechava o atendimento ao mesmo tempo. Essa falha no sistema foi detectada e solucionada, hoje não ocorre mais. Agora, o sistema é acionado quando o usuário se senta na cadeira para ser atendido. Se o atendente não abrir o sistema, não consegue dar prosseguimento ao atendimento do usuário.

Seplan glosou atendimentos falhos

“Cometemos uma falha de treinamento, nos corrigimos e nos espantamos quando a CGE vem com esta carga de negatividade, de cobrança contra nós, espalhando dados esses, sim, falsos, de que teríamos promovido um rombo e que faturamos indevidamente dos cofres públicos. Nossos atendentes prestaram os serviços mas não os registraram devidamente nos computadores, foi isso o que houve. Na verdade, tivemos uma grande perda. Mas veja que todos estes 105 mil atendimentos que a CGE aponta foram analisados pela gerência do contrato, que está nas mãos da Secretaria de Planejamento do Estado, que glosou os valores relativos a esses atendimentos e a nossa empresa não recebeu nenhum dinheiro por estes atendimentos questionados. Isso está registrado no sistema e na aferição que é feita pela Secretária de Planejamento. Não dá pra imaginar por que a CGE insiste nesta conversa” – adianta Osmar Linares Marques.

O diretor do Consórcio Rio Verde acrescenta que a sua expectativa é de uma maior sensibilidade dos órgãos de controle que não deveriam afrontar um contrato que tem garantido tão bons resultados para a população de Mato Grosso, notadamente às suas parcelas mais carentes, e também para o Governo do Estado.

“Por que essa preocupação em tentar desacreditar, divulgando apenas avaliações contrárias a nós?! Desde que assinamos o contrato, só temos apanhado. Ninguém destaca o esforço tremendo que fizemos para colocar estas sete unidades do Ganha Tempo em funcionamento, dentro de um alto padrão de comodidade e de serviços. Na maior parte destas unidades, foi nos dado apenas um terreno e vejam as estruturas que montamos. Para nos acusar, nesse caso dos atendimentos em menos de 30 segundos, eles já foram fazendo uma projeção para os 15 anos de contrato, como se nosso objetivo fosse mesmo arrombar com os cofres do Estado, a partir de falsificações que eles não tem como provar e que a glosagem promovida pela Seplan desmente. Não recebemos nada pelos atendimentos com menos de 30 segundos, reafirmo”.

O diretor do Consórcio Rio Verde acrescenta que outro dado do contrato, estabelecido pela segunda colocada e pelo Governo, que precisa ser levado em consideração pela CGE, é que a sua empresa não tinha por que falsificar dados de atendimento para forçar um ganho maior já que o contrato assinado estabeleceu um subsídio, por parte do Estado, de 80% do total dos atendimentos previstos durante o primeiro ano de execução para compensar os investimentos realizados pela empresa. A partir do segundo ano, o Consórcio recebe apenas por cada atendimento realizado.
“Por essa projeção, que está no contrato – acrescenta o diretor -, se nosso Consórcio fizesse apenas 1 (hum) atendimento ou se fizesse 800 atendimentos, nós ganharíamos o mesmo. Apenas no mês de janeiro, devido a ser um mês de férias, das sete unidades em Mato Grosso, três realizaram acima de 80 por cento daquela projeção. Nos outros meses, todas as unidades ficaram abaixo dos 80 por cento. Então, o Consórcio não teria necessidade de forçar a barra e fazer esses atendimentos falsificados, como a CGE sugere, por que este ítem do subsídio de 80 por cento nos favorece”.

ATENÇÃO – No destaque, abaixo, a PAGINA DO E publica nota divulgada pelo Governo do Estado confirmando que pagamento de atendimentos questionados foram glosados.

 

Atendimento social gratuito

Osmar Linares Marques acrescenta que, ao invés de agir com a pretensa usura que a CGE aponta, o Consórcio Rio Verde tem aberto as estruturas do Ganha Tempo, para abrigar campanhas de interesse social como a do agasalho, contra o feminicidio, etc, sem cobrar por isso. E diz mais:

“Pelo contrato que assinamos, depois de vencer uma licitação que foi toda planejada por nossa concorrente – a segunda colocada que, agora, parece que só está em Mato Grosso para espernear contra nós -, temos direito a R$ 12 milhões de seguro, e o Governo depositou esse dinheiro, que é a nossa garantia de efetivo pagamento, quando da assinatura do contrato. Mas em outubro de 2018, o Governo utilizou R$ 6 milhões desse seguro, para atender outras demandas. Agora, em janeiro, nós cedemos os outros R$ 6 milhões desse seguro, para o Governo utilizar como bem entendesse. Não criamos polêmica quanto a esta quebra do contrato, tendo em vista as dificuldades financeiras que Mato Grosso atravessa, e a administração estadual pactuou e vai poder repor esse dinheiro do seguro em 15 parcelas, a partir de agosto agora”. – relata Osmar Linares Marques.

Outra situação relatada pelo empresário foi que o Consórcio Rio Verde atendeu a um pedido da Sejud, e acolheu, nas dependência do Ganha Tempo Ipiranga, 2.116 presidiários do regime semiaberto que, antes, tinham que se apresentar no Fórum de Cuiabá. “Na Ipiranga, esses reeducandos receberam um atendimento certamente mais humano, usando nossos funcionários, nosso ar condicionado, nossos computadores, sem que fosse cobrado nada por isso. Nas matérias da CGE, não vejo eles divulgarem nada disso” – reclama o diretor do Consórcio Rio Verde.

Veja no destaque, a íntegra dos relatórios que a Controladoria Geral do Estado divulgou sobre auditorias realizadas no Ganha Tempo de Mato Grosso e também nota do Governo do Estado confirmando que pagamento de atendimentos questionados pela CGE foram glosados.

Nota Do Governo Do Estado de Mato Grosso Sobre a Gestão Do Ganha Tempo by Enock Cavalcanti on Scribd

Nota Da CGE-MT Sobre Auditoria No Contrato Do Ganha Tempo by Enock Cavalcanti on Scribd

Ganha Tempo – Auditoria feita pela CGE no Contrato Abril-2017-Setas by Enock Cavalcanti on Scribd

Ganha Tempo MT – Análise da Execução do Contrato pela CGE – Maio 2019 by Enock Cavalcanti on Scribd

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