Conselho Nacional de Justiça deve retomar, nesta terça(4), julgamento de reclamação disciplinar contra juiz Flávio Miraglia e contra o desembargador Sebastião de Moraes. Tudo indica que os dois magistrados mato-grossenses estão pagando o pato por ousarem sentenciar em mais uma daquelas sempre complicadas disputas de terras no interior de Mato Grosso

A advogada Guiomar Mendes - esposa do ministro Gilmar Mendes, que compõe a banca do advogado Sergio Bermudes, em Brasilia -,  o desembargador Sebastião de Moraes Filho e o juiz Flávio Miraglia. Os dois magistrados mato-grossenses viraram alvo no CNJ, em meio a disputa milionária por terra, em Paranatinga, no interior de Mato Grosso

A advogada Guiomar Mendes – esposa do ministro Gilmar Mendes, que compõe a banca do advogado Sergio Bermudes, em Brasilia -, o desembargador Sebastião de Moraes Filho e o juiz Flávio Miraglia. Os dois magistrados mato-grossenses viraram alvo no CNJ, em meio a disputa milionária por terras, em Paranatinga, no interior de Mato Grosso

Quando se trata de disputa de terras, em Mato Grosso, tem sempre um bafão. No caso da rumorosa disputa por áreas de terra, na rica região produtora de Paranatinga, o bafão está rendendo como nunca e um dos seus muitos desdobramentos deve ser levado a julgamento nesta terça-feira (4) no plenário do Conselho Nacional de Justiça, em Brasília.

Por conta de decisões apresentadas pelo juiz Flávio Miraglia e pelo desembargador Sebastião de Morais Filho na demanda que confronta os interesses do produtor José Pupin e os interesses das familias Corso e Martelli, os dois magistrados mato-grossenses estão respondendo a uma reclamação disciplinar que está sendo relatada pela ministra Nancy Andrighi, atual corregedora nacional de Justiça.

Um julgamento cercado de muitas especulações, já que foi adiado por duas vezes e se tornou alvo de alguns vazamentos seletos, apesar de correr em pretenso segredo de Justiça. Um julgamento em que os dois magistrados mato-grossenses, assim expostos, parece que estão pagando o parto por atuarem em mais uma disputa de terras no interior de Mato Grosso.

Uma disputa de terras com altissimo valor de mercado, já que são terras nas quais já explode a produção de soja, de algodão, de milho, que tem feito deste Estado um do maiores celeiros do mundo.

Quem quiser perceber mais detalhadamente o quanto as disputas judiciais pela posse e do domínio da terra ocupam nosso Judiciário, ofereço como aperitivo, no destaque, um pedido de providências encaminhado à Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Mato Grosso, leia-se procurador Paulo Prado, dando conta dos possíveis malfeitos de uma das famílias que estão lá no CNJ pedindo punição tanto para o juiz Flávio Miraglia quanto para o desembargador Sebastião de Moraes.

1 Comentário

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  1. - IP 189.87.159.130 - Responder

    Realmente, o Desembargador SEBASTIÁO é uma das pessoas mais íntegras do Poder Judiciário Estadual. Suas decisões são firmes, não teme insurgencias externas. Sempre corajoso, suas decicões são vistas como exemplo no judiciário de Mato Grosso. Não conheço o caso. Mas posso afirmar porque conheço este cidadão, como homem, como juiz, como desembargador e ele sempre foi correto questionamento que pode ser feito a qualquer advogado no Estado de Mato Grosso. Pode pagar alto preço por isso. Dizem que os que posicionaram contra ele no CNJ são poderosos, que manda em tudo. Será que terão cacife para mandar no CNJ. Quem viver verá.

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