COMPRA DE VOTOS: PSDB distribui cargos para fragilizar palanques de Dilma pelos Estados. Tucanos torcem por um múltiplo cardápio de candidatos: o governador Eduardo Campos (PSB), Marina Silva e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL) e Cristovam Buarque (PDT) -além de, claro, o tucano Aécio Neves

PSDB distribui cargos para fragilizar palanques de Dilma pelos Estados.

NATUZA NERY
FOLHA DE S PAULO, DE BRASÍLIA

O comando do PSDB já colocou em curso uma silenciosa operação para tentar desidratar o palanque de Dilma Rousseff em 2014.

Governadores tucanos têm assediado partidos da base federal com promessas de cargos e ampliação de espaço nas administrações locais.

No Paraná, PSC, PP e PMDB vêm sendo contemplados com secretarias. Em São Paulo, Geraldo Alckmin negocia com PP, PRB e até PMDB, parceiro de Dilma.

A estratégia se repete em outros Estados liderados pela sigla oposicionista, como Minas Gerais, Alagoas, Goiás, Roraima e Pará.

O CANTO DOS TUCANOS

Aécio Neves: O senador, atualmente o mais provável candidato tucano à Presidência da República, é o pai da operação. Hoje, corteja PDT, PTB, PSB e PV

Geraldo Alckmin:O governador de São Paulo oferece espaço ao PP de Paulo Maluf e a Celso Russomanno (PRB), candidato a prefeito derrotado na capital paulista

No mapa tático há um objetivo não declarado: chegar ao segundo trimestre do ano eleitoral com canais suficientes para multiplicar ao máximo o número da candidaturas presidenciais, roubar para si aliados hoje na órbita federal e, onde isso não for possível, obter desses partidos o compromisso de não apoiar nem PSDB nem PT na corrida nacional.

Quanto mais postulantes houver, maiores as chances de segundo turno, e quanto mais partidos deixarem a coalizão federal, menos tempo de TV terá a petista.

Dilma, aliás, que fez sua primeira campanha eleitoral com um grande arco de alianças em 2010, pode não repetir a façanha de um palanque tão vasto em 2014.

QUANTIDADE

O PSDB torce por um múltiplo cardápio de candidatos: o governador Eduardo Campos (PSB-PE), a ex-ministra Marina Silva e os senadores Randolfe Rodrigues (PSOL-AP) e Cristovam Buarque (PDT-DF) –além de, claro, o tucano Aécio Neves (MG).

O próprio Planalto já detectou a operação dedicada a “quebrar” o palanque da presidente. As costuras de Aécio entraram no radar do Palácio quando o senador passou a estreitar laços com o presidente do PDT, Carlos Lupi. Este, aliás, defende que sua sigla lance um nome próprio na disputa do ano que vem.

Segundo a Folha apurou, os tucanos iniciam 2013 dispostos a estruturar as bases da campanha presidencial do senador mineiro.

A partir de fevereiro, passarão a fazer pesquisas periódicas de opinião para montar a narrativa eleitoral.

E já iniciaram as buscas por um “João Santana tucano”, em referência ao marqueteiro do PT, vitorioso nas últimas três eleições presidenciais.

No comando dessa operação para desidratar o palanque petista está o próprio Aécio. Até agora submerso, ele tem liderado o assédio à base da presidente recomendando calma aos tucanos mais ansiosos.

Diz isso citando o avô Tancredo Neves: “As pessoas só se movem da base no momento em que o poder futuro é mais atraente que o poder presente”.

3 Comentários

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  1. - IP 189.31.2.53 - Responder

    Nada diferente do que o pt ( partido dos traidores) fez, faz e fará.

    • - IP 200.140.6.44 - Responder

      Caro Roberto Ruas, há uma diferença fundamental, pois não há, ou pelo menos o texto não informa que há, por parte do Senador Aécio, a compra de deputados ou do voto deles, como fizeram os petralhas.

      É necessário tomar cuidado para não dar trela ao truque dos petralhas ao dizerem que aquilo que o STF considerou crime é a prática política comum no Brasil, para assim justificar a pratica criminosa petista.

      • - IP 201.34.244.64 - Responder

        Correto . O pt ( partido dos traidores) é pior que o PSDB.

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