COMENDO PELA BEIRADA: Partidos da base aliada podem ter duas candidaturas a governador para garantir o segundo turno contra o senador Pedro Taques que lidera, provisoriamente, as pesquisas. Tese da “terceira via” pode juntar PSD de Riva e o DEM de Jayme Campos em uma chapa só. Blairo Maggi é um dos que defendem a união da base aliada somente no segundo turno.

As voltas que a política dá: depois do ataque raivoso do prefeito Mauro Mendes contra a família Campos, o senador Jayme Campos vai se firmando como opção para comandar uma segunda chapa da base aliada na disputa contra a chapa de Pedro Taques.

As voltas que a política dá: depois do ataque raivoso do prefeito Mauro Mendes contra a família Campos, o senador Jayme Campos vai se firmando como opção para comandar uma segunda chapa da base aliada na disputa contra a chapa de Pedro Taques.

ELEIÇÃO

PSD vê como viável divisão de legendas

Tese é de que lançamento de duas candidaturas governistas forçaria segundo turno. Estratégia já aplicada pela base aliada em outros Estados

THIAGO ANDRADE
DO DIÁRIO DE CUIABÁ

Antes defensor da união entre os partidos da base aliada, o deputado estadual José Riva, secretário-geral do PSD, já considera como viável a tese de que as legendas deveriam se dividir e lançar duas candidaturas, numa tentativa de forçar um segundo turno contra o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato ao governo pela oposição.

Riva acredita que seria mais interessante para os governistas lançarem dois ou três candidatos ao comando do Palácio Paiaguás. Com isso, o grupo teria mais chances de vitória, podendo voltar a se unir no eventual segundo turno da disputa.

A estratégia é semelhante à adotada pelo próprio PSD em São Paulo. O ex-prefeito da Capital paulista e presidente nacional da legenda, Gilberto Kassab, deve ser candidato ao governo daquele Estado, assim como o ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT) e Paulo Skaf (PMDB). A intenção é “roubar” o maior número de votos possível do atual governador Geraldo Alckmin (PSDB).

Em Mato Grosso, quem defende a divisão das legendas que formam a base aliada é o senador Blairo Maggi (PR). Para o republicano, o ideal seria a união entre estes partidos somente no segundo turno.

Nem todas as lideranças governistas, no entanto, compartilham a ideia. PT e PMDB são os dois partidos que mais resistem à proposta de divisão.

As duas legendas acreditam que o palanque dividido poderia prejudicar a campanha à reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT) no Estado. Elas seguem uma determinação do Palácio do Planalto de manter a base aliada unida em torno do projeto.

A base, todavia, tem três nomes para a disputa ao Paiaguás. Os petistas tentam emplacar o ex-vereador Lúdio Cabral; o PSD aposta no vice-governador Chico Daltro; e os peemedebistas querem o ex-juiz Julier Sebastião da Silva no páreo.

A disputa acirrada seria, justamente, o motivo de mudança de postura do PSD quanto à divisão do grupo. Isso porque a candidatura de Daltro era tida como viável por lideranças governistas apenas se o governador Silval Barbosa (PMDB) tivesse renunciado para disputar o Senado, deixando o social-democrata com o poder da máquina pública a seu favor.

ALIADOS – O PSD já vem até tentando conquistar aliados para esta eventual candidatura de “terceira via”. O DEM é uma das legendas que estão mais próximas.

Há tempos o senador Jayme Campos (DEM) tem mantido conversas com Riva sobre esta possibilidade. O democrata, que visa buscar a reeleição, poderia colocar este plano em prática ou ser ele próprio o candidato ao governo.

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Defensor da continuidade do governo de Dilma Roussef, em Cuiabá. Este é o principal fator de afirmação da candidatura de Julier Sebastião em todas as regiões do Estado e junto a todas as correntes políticas e sociais

Defensor, em Mato Grosso, da continuidade do governo da presidenta Dilma Roussef, para todo o Brasil. Este é o principal fator de afirmação da candidatura de Julier Sebastião em todas as regiões do Estado e junto a todas as correntes políticas e sociais

BASE GOVERNISTA
Pré-candidatos não abrem mão de disputa

Julier Sebastião, Lúdio Cabral e Chico Daltro dizem não ter planos-reserva para a eleição, caso não sejam escolhidos para concorrer ao Paiaguás

KAMILA ARRUDA
DO DIÁRIO DE CUIABÁ

Com três pré-candidatos ao governo do Estado, a base governista promete ter pela frente uma situação, no mínimo, delicada. Nem Julier Sebastião da Silva (PMDB), nem Lúdio Cabral (PT) e nem Chico Daltro (PSD) estão dispostos a abrir mão da disputa pelo Palácio Paiaguás em outubro.

Em entrevista ao Diário, os três postulantes a candidato afirmaram não ter um “plano B”, caso não sejam os escolhidos pelo grupo de legendas.

Daltro foi o único a considerar a possibilidade de não ir às urnas pleitear o cargo de governador, mas apenas se o senador Blairo Maggi (PR) mudar de ideia e resolver concorrer novamente ao posto.

Quanto à demora da base governista para definir quem entre os três será o nome a tentar suceder o governo Silval Barbosa (PMDB), os pré-candidatos divergem.

Apenas Lúdio avalia que a escolha já deveria ter sido feita. Para ele, os partidos aliados poderiam já estar em caravana, fortalecendo a pré-candidatura do escolhido.

Julier e Daltro, no entanto, veem com naturalidade a demora. Para eles, o momento é mesmo de esgotar todas as possibilidades de diálogo.

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ENTREVISTA

Julier Sebastião

Ex-juiz Julier Sebastião da Silva é pré-candidato do PMDB
DO DIÁRIO DE CUIABÁ

DIÁRIO – O senhor acredita que a demora da base governista em decidir quem será o candidato ao governo do Estado é prejudicial?

JULIER SEBASTIÃO – As discussões dentro da base aliada estão dentro do calendário eleitoral e dentro daquilo que prevê a democracia brasileira, que é o debate entre os partido sobre os melhores projetos, planos de governo e nomes que possam representar esta aliança política. Então, dentro do calendário eleitoral, é legítimo o debate. Os partidos precisam observar de que lado estão: se são da base de governo ou de oposição. Este é um fator importante.

DIÁRIO – E quanto à demora do PR em definir de que lado fica, qual sua avaliação?

JULIER – O PR tem legitimidade também para discutir com todos os partidos que entender que são pertinentes ao projeto político para Mato Grosso. A plena liberdade partidária e política no país permite isso: uma discussão democrática. Mas parece que o PR já superou isso e reafirmou que é integrante da base do governo, sendo essencial e presente na administração Silval Barbosa (PMDB), bem como da presidente Dilma Roussef (PT). Não há porque o PR romper estes laços com as forças que governam o país e o Estado. Pode-se dizer que o PR é bem vindo dentro desta aliança partidária e é nosso parceiro.

DIÁRIO – Caso o senhor não seja escolhido como o candidato do grupo, já teria um plano B? Existe a chance de disputar outro cargo?

JULIER – O PMDB nos entregou a missão de construir a candidatura de governador do Estado, a partir do peso político que o partido tem e, principalmente, porque foi o partido mais votado na eleição de 2012 em Mato Grosso, ou seja, de aproximadamente 1,6 milhões votos, o PMDB angariou, sozinho, 324 mil. É algo impressionante e que serve para basear qualquer discussão acerca do peso político dos partidos que compõem a base aliada. Neste sentido, nós estamos trabalhando, honrando a missão que meus companheiros me passaram de construir uma candidatura ao governo que traga benefícios para a população, melhorando sua qualidade de vida, destacando a saúde, a segurança pública, educação, saneamento, bem como melhorias na qualidade de vida urbana e distribuição de renda. Não se trata de plano A ou B, nós queremos cuidar da nossa população.

DIÁRIO – Diversas lideranças políticas têm defendido a indicação de um vice ligado ao agronegócio. Como o senhor vê esta sugestão?

JULIER – O agronegócio é uma atividade econômica essencial e estrutural de Mato Grosso e, como tal, tem legitimidade para que seus representantes possam participar do processo eleitoral, democraticamente, em qualquer posição. Portanto, não há nenhuma deliberação ou determinação de que o agronegócio vai ocupar determinado cargo. Há, sim, um respeito de que o agronegócio deve ser considerado em qualquer projeto político no Estado e, muito mais ainda, nesta tarefa de construir políticas públicas que cuidem da nossa gente, principalmente daqueles mais pobres.

DIÁRIO – As pesquisas apontam que apenas o senador Blairo Maggi (PR) poderia desbancar o senador Pedro Taques (PDT) na disputa pelo governo do Estado. O que o senhor acha disso?

JULIER – Pesquisa que interessa é a da chegada, o resto são apenas retratos, é chover no molhado. As campanhas ainda estão sendo estruturadas, não há como se falar em favorito. Nós, por exemplo, da base do governo, ainda estamos escalando jogadores e não há dúvidas de que, quando nosso time entrar em campo, não vamos só virar a pesquisa, como vencer a eleição e, com toda certeza, finalizar todas as obras que o governador Silval Barbosa (PMDB), eventualmente, não conseguir realizar até o final de seu mandato. Este governo se construiu, ao longo de 12 anos, a partir do governo Blairo Maggi, Silval Barbosa e vamos também deixar nosso tijolinho na construção.

DIÁRIO – O senhor acredita que a base esta utilizando a melhor estratégia permanecendo unida? Não seria mais viável lançar duas chapas majoritárias para tentar forçar um segundo turno?

JULIER – Quem é do governo, é do governo e quem é da oposição, é da oposição. É em cima dessa estrutura que os partidos do Estado estão se apoiando, estão dialogando. Então, creio que a união de todos os partidos da base será essencial para que vençamos a eleição.

DIÁRIO – Qual avaliação o senhor faz do governo Silval Barbosa (PMDB)? Cite um ponto positivo e outro negativo.

JULIER – O governador Silval Barbosa vai entrar para a história do Estado. Nunca se fez tanto em Mato Grosso. Este será o grande legado da administração Silval e, mesmo aquelas obras que não forem, eventualmente, concluídas, como o VLT, por exemplo, vamos concluir e dar à população um meio de transporte adequado. Evidentemente que só nós do governo podemos falar isso. A oposição não pode dizer, porque era a favor de que a população continuasse a andar de ônibus e não e num trem moderno e célere.

DIÁRIO – Qual será seu maior desafio, se for eleito governador?

JULIER – O grande desafio será chegar ao final de quatro anos de mandato e constatar que nossas principais obras serão referentes a melhorias na saúde, infraestrutura, escolas, saneamento nas cidades e, efetivamente, uma política de distribuição de renda.

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Atual vice-governador do Estado, Chico Daltro (PSD) pretende pautar sua campanha, caso seja o escolhido pela simplicidade sem radicalismo

Atual vice-governador do Estado, Chico Daltro (PSD) pretende pautar sua campanha, caso seja o escolhido pela simplicidade sem radicalismo

ENTREVISTA

Chico Daltro

Vice-governador Chico Daltro é pré-candidato pelo PSD
DO DIÁRIO DE CUIABÁ

DIÁRIO – O senhor acredita que a demora dos partidos da base governista em decidir quem será o candidato ao governo do Estado é prejudicial?

CHICO DALTRO – Primeiro, não avalio como demora. Avalio que este é um período essencial, é o período da construção, da participação dos partidos. Então, cada partido, primeiramente, tem que definir seus candidatos e depois construir coligações para chegar à convenção e estar com esta estrutura operacional construída para as eleições. O momento da convenção não é o momento de decidir, é o momento de homologar. Então, temos que trabalhar antes, neste período que antecede as convenções, até porque não temos a permissão de fazer campanha antes disso. Isto é um trabalho de organização pré-eleitoral.

DIÁRIO – E quanto à demora do PR em definir de que lado fica, qual a sua avaliação?

DALTRO – Isto também é um quesito natural deste sistema. Às vezes você vai encontrar um partido mais definido e outros não, que ficam avaliando qual o melhor caminho a se seguir. Esta conversação tem objetivo, até porque o partido não está decidindo uma candidatura só. O partido que está discutindo eleições majoritárias, pleiteia a majoritária, mas que são compostas pelas proporcionais. Então, para você tomar uma decisão, você tem que analisar se o partido foi totalmente contemplado no que se refere ao espaço.

DIÁRIO – Caso o senhor não seja escolhido como o candidato do grupo, já teria um plano B? Existe a chance de disputar outro cargo?

DALTRO – Não tenho esta premissa colocada. Quando você recebe, como eu recebi, de forma unificada no partido, a missão de ser o pré-candidato a um cargo, você não vai ficar pensando em outro cargo. Seria muito deselegante para com todo o partido. O PSD fez um encontro regional em fevereiro, que contou com a presença dos 141 diretórios municipais, mais aqueles que têm sua posição no diretório estadual. Além disso, também veio o presidente nacional do partido [Gilberto Kassab], ou seja, foi uma decisão totalmente unificada.

DIÁRIO – Diversas lideranças políticas têm defendido a indicação de um vice ligado ao agronegócio. Como o senhor vê esta sugestão?

DALTRO – Isto tem que ser discutido no arco de aliança. Toda e qualquer categoria tem o direito de pleitear sua representatividade, ainda mais o setor do agronegócio, que é o que tem puxado o nosso Estado para o desenvolvimento.

DIÁRIO – As pesquisas apontam que apenas o senador Blairo Maggi (PR) poderia desbancar o senador Pedro Taques (PDT) na disputa pelo governo do Estado. O que o senhor acha disso?

DALTRO – O senador Blairo Maggi é o nome por todo o histórico que possui. Não se trata da pessoa física, mas sim de tudo que ele representa. Ele, com certeza, é o nome mais forte da nossa coligação. Reconheço isso claramente. Da minha parte, ele seria o nosso candidato de imediato, mas, como ele decidiu não ser candidato, não vejo essa colocação de que ele seria o único que poderia ganhar do nosso adversário. A história das eleições no mundo não é essa. A definição do resultado eleitoral para todos os candidatos se dá do começo da campanha até o momento de abrir a urna. Não tem eleição decidida, não tem resultado antecipado, o que vamos ter é a briga de cada candidato e a força das ideais e propostas. Isso é o que vai fazer as pessoas definirem seu voto.

DIÁRIO – Ainda quanto aos números apresentados nas pesquisas. O senhor acredita que a base esta utilizando a melhor estratégia permanecendo unida? Não seria mais viável lançar duas chapas majoritárias para tentar forçar um segundo turno?

DALTRO – Não, porque as pesquisas de hoje não são reflexos das urnas.

DIÁRIO – Qual avaliação o senhor faz do governo Silval Barbosa (PMDB)? Cite um ponto positivo e outro negativo.

DALTRO – Eu considero e coloco em debate, e vou colocar com a população de Mato Grosso, a simplicidade sem radicalismo. Eu acho que todos aqueles que tiveram a oportunidade de governar Mato Grosso fizeram a sua parte de construção do Estado dentro daquilo que foi possível. Cada um fez a sua parte, conseguiram fazer uma parte da construção, mas podem não ter alcançado alguma outra. Eu costumo respeitar o que foi feito por todos, até o nosso atual. Então, o que foi feito e acertado foi bom para o Estado. Vamos lutar para manter e servir como exemplo. O que estiver em andamento, vamos concluir, colocar ao uso da população. E qualquer ponto que não foi possível ser alcançado, vamos nos dedicar a viabilizar estes pontos. Temos que olhar com olhares de otimismo.

DIÁRIO – Qual deve ser o seu maior desafio, caso o senhor seja eleito governador?

DALTRO – Imagino que será melhorar os índices de qualidade de vida da população, pois esta é a grande luta de todos os governantes. Também quero deixar a minha colaboração para com o Estado.

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De acordo com Lúdio Cabral, "a prioridade do PT é garantir palanque único à presidente Dilma e uma aliança forte. Portanto, todo nosso esforço é para manter os partidos da base aliada unidos. Isto significa eleição em um turno só, uma disputa mais polarizada. Eu, pessoalmente, estou pronto para uma disputa desta natureza"

De acordo com Lúdio Cabral, “a prioridade do PT é garantir palanque único à presidente Dilma e uma aliança forte. Portanto, todo nosso esforço é para manter os partidos da base aliada unidos. Isto significa eleição em um turno só, uma disputa mais polarizada. Eu, pessoalmente, estou pronto para uma disputa desta natureza”

ENTREVISTA

Ludio Cabral

Ex-vereador por Cuiabá Lúdio Cabral é pré-candidato do PT
DO DIÁRIO DE CUIABÁ

DIÁRIO – O senhor acredita que a demora da base governista em decidir quem será o candidato ao governo do Estado é prejudicial?

LÚDIO CABRAL – O ideal seria que nós já tivéssemos um nome definido, mas como na política não se trabalha sempre com o ideal, a realidade hoje é de indefinição. Eu, pessoalmente, espero que nós aceleremos o diálogo, para, mais que rapidamente, definir um candidato. Estou cumprindo minha tarefa, que é percorrer o Estado, mobilizar nossa base, dialogar com a população para preparar um programa de governo. Agora, se nós já tivéssemos um bloco definido, poderíamos estar em caravana com todos os partidos, com muito mais força.

DIÁRIO – E quanto à demora do PR em definir de que lado fica, qual sua avaliação?

LÚDIO – Vejo com naturalidade. O PR é um partido importante, faz parte do bloco que sustenta a presidenta Dilma e o atual governo. Tem responsabilidade com os governos nos últimos 12 anos, é formado por lideranças importantes, inteligentes e maduras que tomarão uma decisão coerente. Mas, é claro, que nossa expectativa é que o PR fique do nosso lado.

DIÁRIO – Caso o senhor não seja escolhido como o candidato do grupo, já teria um plano B? Existe a chance de disputar outro cargo?

LÚDIO – Eu sempre disse que estou pronto para cumprir qualquer tarefa que me for delegada pelo bem do projeto de reeleição da presidente Dilma, pelo fortalecimento deste arco de partidos e também pela renovação dos quadros governantes do Estado. Sou pré-candidato a governador e qualquer diálogo sobre a composição de outros cargos na chapa, na minha opinião, tem que acontecer depois da definição do candidato ao governo. Após isso, é que vamos trabalhar com outros cenários.

DIÁRIO – Diversas lideranças políticas têm defendido a indicação de um vice ligado ao agronegócio. Como o senhor vê esta sugestão?

LÚDIO – Precisamos de uma chapa mais representativa possível dos coletivos que atuam no Estado e o agronegócio é um setor importante. Na possibilidade de eu vir a ser o candidato ao governo, por ser do PT, ter uma militância nos movimentos sociais, base em Cuiabá, atuar como médico na saúde pública, precisamos de um perfil que complete o meu. Diante disso, ter um vice de uma cidade do interior, de um partido aliado que tenha vínculo com este setor da economia, é um perfil que soma na composição da chapa. Seria mais ou menos o que aconteceu com Lula e José Alencar em 2003.

DIÁRIO – As pesquisas apontam que apenas o senador Blairo Maggi (PR) poderia desbancar o senador Pedro Taques (PDT) na disputa pelo governo do Estado. O que o senhor acha disso?

LÚDIO – Faço uma avaliação positiva desses números. Primeiramente, porque isso mostra que nosso principal adversário não tem voto consolidado. Quando o Blairo Maggi entra no cenário, ele perde quase metade das intenções de voto. Por outro lado, meu posicionamento nas pesquisas é muito positivo. Polarizo a disputa com o adversário em Cuiabá, em cenários de empate técnico. Tenho a menor rejeição e um potencial de crescimento no interior muito alto, pois a população ainda não me conhece. Na minha opinião, este é um cenário muito mais favorável do que foi, por exemplo, 2012. Em 2012, eu tinha índices muito menores, não era conhecido, não tinha passado pela prova de fogo que é uma disputa majoritária e isso me projetou no Estado.

DIÁRIO – O senhor acredita que a base esta utilizando a melhor estratégia permanecendo unida? Não seria mais viável lançar duas chapas majoritárias para tentar forçar um segundo turno?

LÚDIO – A prioridade do PT é garantir palanque único à presidente Dilma e uma aliança forte. Portanto, todo nosso esforço é para manter esses partidos unidos. Isto significa eleição em um turno só, uma disputa mais polarizada. Eu, pessoalmente, estou pronto para uma disputa desta natureza.

DIÁRIO – Qual avaliação o senhor faz do governo Silval Barbosa (PMDB)? Cite um ponto positivo e outro negativo.

LÚDIO – O ponto positivo seria a coragem, as responsabilidades com a realização da Copa do Mundo, de, em quatro anos, recuperar a defasagem de 40 anos de infraestrutura de Cuiabá e Várzea Grande. Foi uma grande oportunidade e, com todas as dificuldades, num ritmo difícil, realizar mais de 56 obras. Outro aspecto positivo foi o esforço pela integração dos municípios do interior, que não tinham ligação por asfalto. Por outro lado, há problemas estruturais, mas a área mais delicada e que precisa de mudanças emergenciais é a da saúde. Houve uma opção por um modelo gerencial que sacrificou o atendimento no interior. Em alguns serviços operados por OSSs se tem qualidade a um custo muito alto. É algo que precisa ser revisto.

DIÁRIO – Qual será seu maior desafio, se for eleito governador?

LÚDIO – O maior desafio será a forma de governar. Queremos maior participação da população. Ao percorrer o Estado todo na pré-campanha, tenho claro compromisso de, pelo menos, uma vez por ano visitar cada município para buscar a participação na solução dos problemas, para, a cada ano, prestar contas das ações realizadas. No conteúdo buscar fazer um governo focado em políticas sociais, em especial na saúde.

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