Collor aponta covardia de Gurgel na demissão de Debora Duprat. Vice-procuradora geral foi afastada por defender a Constituição e expressar opinião contrária a liminar de Gilmar Mendes que interrompeu tramitação no Congresso de projeto de lei que limita criação de partidos políticos

Collor ao 247: “Gurgel é um déspota ignorante”

: Senador Fernando Collor (PTB/AL), único parlamentar que confronta abertamente as atitudes de Roberto Gurgel, saiu em defesa da subprocuradora Deborah Duprat, que foi afastada do cargo pelo chefe, em função de uma divergência de opinião. “Foi um desrespeito, uma covardia e uma atitude antidemocrática tomada por um cidadão que nunca esteve à altura do cargo”, diz ele. Questionado por Collor sobre a compra de equipamentos de escuta telefônica pelo Ministério Público, Gurgel confirmou. “Ele montou um aparato de espionagem”

 

247 – Único parlamentar do Congresso que confronta abertamente as atitudes do procurador-geral Roberto Gurgel, o senador Fernando Collor saiu em defesa da subprocuradora Deborah Duprat, afastada do cargo nesta terça-feira, por decisão do chefe. “Gurgel demonstrou o que realmente é: um déspota ignorante, que não aceita ser contrariado”, disse Collor ao 247. “A subprocuradora Deborah Duprat exerceu seu direito pleno, ao manifestar sua opinião no plenário do Supremo Tribunal Federal”.

Mais do que uma atitude antidemocrática, Collor apontou também um desrespeito e uma atitude covarde. “Dentro de um mês, o senhor Gurgel não será mais o procurador-geral da República”, disse ele. “Por isso, não fazia o menor sentido punir uma pessoa que apenas tinha uma posição divergente da sua”.

Reportagem da Agência Brasil, publicada nesta terça, aponta que a divergência de opiniões motivou o afastamento. Leia abaixo:

Gurgel dispensa número 2 da Procuradoria após confronto de ideias

Débora Zampier Repórter da Agência Brasil

Brasília – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, dispensou hoje (11) a subprocuradora Deborah Duprat do cargo de vice-procuradora-geral. A informação foi confirmada no início desta noite pela assessoria da Procuradoria-Geral da República (PGR), que não justificou o ato. Não há previsão de substituto para o cargo.

Na semana passada, enquanto estava em representação oficial na Espanha, Gurgel foi confrontado duas vezes por sua vice. A divergência de opiniões oficiais no Ministério Público é possível porque os procuradores não são obrigados a seguir a posição de seus superiores hierárquicos. Deborah Duprat concorre em lista tríplice à chefia da Procuradoria-Geral da República, que ficará vaga em agosto.

O primeiro embate de ideias ocorreu durante julgamento no Supremo Tribunal Federal (STF), quando Deborah discordou do parecer de Gurgel contra o projeto de lei que limita a criação de partidos. “Se fossem duas partes em conflito entre si, eu me conservaria calada, mas acredito que esse é um importante e perigoso precedente. Eu sei que o doutor Gurgel esteve bastante preocupado a respeito disso, mas me preocupa a preservação do espaço democrático de discussão”, disse Deborah.

No dia seguinte, ela se manifestou favoravelmente à proposta que criou mais quatro tribunais federais no país. Gurgel ainda não havia emitido opinião sobre o caso, pois alertava que a questão poderia ser judicializada e não descartava que a iniciativa poderia partir do próprio Ministério Público.

Com a dispensa, Deborah volta a exercer apenas o cargo de subprocuradora-geral. Atualmente, o quadro de subprocuradores-gerais tem  61 integrantes.

Em outro embate com Gurgel, Collor o questionou sobre a compra de aparelhos Guardião, pelo Ministério Público, que fazem grampos telefônicos. Na resposta, o procurador-geral confirmou a aquisição dos equipamentos, mas afirmou que os mesmos foram cedidos à Polícia Federal, que é quem tem o poder de realizar investigações. “Isso demonstra a urgência na aprovação da PEC 37”, diz Collor. “O MP, com o senhor Gurgel, montou um aparato clandestino para bisbilhotar a vida das pessoas”.

Segundo Collor, a resposta de Gurgel demonstra que o procurador-geral se contradiz ao confirmar a cessão dos equipamentos à PF. “Se ele próprio afirma que cedeu os grampos à Polícia Federal, porque sabe que o MP não tem o poder de sair investigando a vida das pessoas, acaba se colocando também à favor da PEC 37”.

Leia, abaixo, o questionamento feito pelo senador Fernando Collor (PTB/AL):

http://www.brasil247.com/attachment/175/20130611184400800.pdf

Leia, ainda, as respostas de Gurgel:

http://www.brasil247.com/attachment/174/20130611184730672.pdf

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Gurgel faz revanche e exonera Deborah

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Deborah Duprat perde o cargo de vice-procuradora da República após manifestar posição diversa do procurador-geral durante julgamento da liminar que interrompeu a tramitação do projeto que inibe criação de partidos; no julgamento, Deborah substituiu Roberto Gurgel, que estava no exterior; procurador-geral, que deixa o cargo em 20 dias, deu troco truculento no apagar das luzes; “Sinto muito, mas eu não posso me calar”, disse Deborah no julgamento; nesta terça, Gurgel protocolou petição pedindo que os ministros do STF desconsiderem manifestação da subprocuradora; motivo da exoneração não foi divulgado

 

 

247 – O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, exonerou no início da noite desta terça-feira sua vice, a subprocuradora Deborah Duprat. O motivo da exoneração não foi informado pela Procuradoria Geral da República. Durante a semana passada, Duprat substituiu Gurgel, que estava em viagem à Espanha. No julgamento sobre a liminar de Gilmar Mendes que interrompeu a tramitação do projeto de lei que inibe a criação de partidos, a vice-procuradora manifestou opinião diversa de Gurgel (relembre).

Além de decidir pela exoneração, Gurgel protocolou, nesta terça-feira, petição no Supremo Tribunal Federal na qual requer que os ministros desconsiderem a manifestação de Deborah no julgamento da ação contra a tramitação do projeto de lei que inibe a criação de partidos e a fusão entre legendas, informa o ConJur. O STF deverá retomar o julgamento do caso nesta quarta-feira.

Entre procuradores, a iniciativa de Deborah Duprat foi uma tentativa de se desvincular de Gurgel, para ser indicada como a futura procuradora-geral. O mandato de Gurgel vence em julho e Deborah é a terceira opção da lista tríplice encaminhada à presidente Dilma Rousseff para a sucessão (saiba mais). Em eleição feita em abril pela Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR), o mais votado foi o subprocurador Rodrigo Janot, com 511 dos 888 votos. Também subprocuradora, Ela Wiecko ficou com 457 votos, e Deborah Duprat aparece em terceiro, com 445 votos.

Discordância

“Sinto muito, mas eu não posso me calar”, disse Deborah enquanto substituía Gurgel na semana passada, no STF. “Sem entrar no mérito, desconheço o mandado de segurança”, disse ela, se referindo ao pedido do senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) pela interrupção da tramitação do projeto que inibe a criação de partidos.

Gurgel havia dito, dias antes, que o projeto de lei “agride” a Constituição, mas Duprat argumentou que impedir a tramitação do projeto é um “precedente perigoso”. “Se houvesse conflito apenas de duas partes entre si, eu me conservaria calada. Mas acredito que esse é um importante e perigoso precedente. Me preocupa a preservação do espaço democrático de decisão”, disse a subprocuradora.

 

fonte BRASIL 247

Categorias:Jogo do Poder

5 Comentários

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  1. - IP 189.25.111.59 - Responder

    COLLOR ESTA PASSANDO DA HORA DE RECEBER OUTRO IMPEACHMENT.

  2. - IP 177.41.94.150 - Responder

    Se Collor atacou, é porque o Gurgel está certo!

  3. - IP 177.221.97.226 - Responder

    Collor e petistas. Tudo a ver. Finalmente estão juntos os que tem interesses comuns.

  4. - IP 179.253.25.31 - Responder

    No Brasil , puta goza , bandido devolve produto do roubo, mensaleiros condenados são membros da comissão de ética , ex-presidente cassado por corrupção banca o dono da verdade………………

  5. - IP 37.228.107.101 - Responder

    Collor pode não ser o justo, porém o que disse sobre a aprovação da pec é verdade, deve ser aprovada com urgencia a população não pode ficar nas garras do MP, o super orgão que grampeia o telefone de forma ilegal, investiga sem possuir o direito investigar, que não tem controle externo para investigar, que acusa, oferce denuncia, o que falta? Jugar? Tornarem ditadores? Cobrarem dizimo?

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