OAB anuncia julgamento ético-disciplinar de advogados, como Célia Cury, que tiveram a denúncia de possível envolvimento em esquema de venda de sentença recebida pelo juiz José Arimatéia, da Vara Especializada em Crime Organizado

OAB deve julgar, internamente, os advogados suspeitos de envolvimento com esquema de venda de sentença. Esse julgamento é importante para que os bons profissionais não sejam colocados em uma vala comum, tendo a imagem desgastada, só porque uma minoria pode ter incorrido em práticas delituosas. Processo servirá, também, para inocentar aqueles advogados que tenham sido injustamente denunciados.

OAB julgará advogados suspeitos de vender sentenças no Estado

Glaucia Colognesi
RD NEWS

O presidente da OAB Seccional Mato Grosso, advogado Cláudio Stábile, afirmou que dentro de 6 meses a entidade vai fazer o julgamento ético-disciplinar dos advogados acusados de agir como lobistas em supostos casos de venda de sentença, apurados pela Operação Asafe. O procedimento administrativo que já estava aberto desde 2010, época em foi deflagrada a Operação da Polícia Federal, mas para ter continuidade dependia de que a denúncia fosse recebida pela Justiça.

A denúncia contra os 35 acusados foi recebida pelo juiz designado para a Vara Especializada Contra o Crime Organizado, José Arimatéa Neves da Costa, na última sexta (09). Desde então, desembargadores, juízes e advogados passaram à condição de réus. “Esta é mais uma etapa importante nesse processo. Agora podemos julgá-los ao mesmo tempo em que a Justiça”, afirmou Stábile.

O presidente da OAB observa que a apuração é necessária, “porque o caso coloca uma nuvem de suspeita sobre todo o Judiciário e a população precisa de esclarecimentos”. “Esse julgamento é fundamental para que as pessoas possam acreditar na Justiça. É importante também para que os bons profissionais não sejam colocados em uma vala comum tendo a imagem desgastada, porque é uma minoria que é suspeita”, ponderou.

Cláudio Stábile explica que o procedimento administrativo demora porque segue o rito previsto em Lei que resguarda a ampla defesa e a produção de provas. A metodologia deve ser seguida para que a condenação não venha a ter nulidade posteriormente. A punição administrativa prevê advertência, censura, suspensão e até a exclusão dos quadros da Ordem, o que inclui a cassação do direito de advogar.

Dentre os supostos envolvidos que passaram à condição de réus na última sexta estão a advogada e mulher do desembargador aposentado José Tadeu Cury, Célia Cury; o genro do magistrado, Claudio Camargo Júnior; a ex-juíza Maria Abadia Aguiar; o juiz afastado Círio Miotto; o advogado e juiz Eduardo Jacob e o ex-desembargador Donato Ojeta. Foram excluídos da decisão por terem foro privilegiado os três desembargadores do Tribunal de Justiça Evandro Stábile, José Luiz de Carvalho e Carlos Rocha. A denúncia contra Evandro Stábile e José Luiz de Carvalho foi recebida em 17 de outubro pelo STJ.

FONTE RD NEWS

1 Comentário

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  1. - IP 201.55.6.180 - Responder

    A VENDA DE SENTEÇA E UMA PRATICA QUE DEVE ACABAR. NOSSO PAIS TEM QUE MUDAR, NÃO PODEMOS QUERER LEVAR VANTAGENS EM TUDO, ATE NO JOGO DE BOLA DE GUDE AGENTE QUER LEVAR VANTAGENS, SE NÃO DEU PALMO E SO PUXAR O DEDO, PROTO DEU.

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