CLÁUDIO MORAES: Polícia Federal invade casa de Éder Moraes, dos empresários Sérgio Braga, sobrinho de Jayme Campos, Jorginho Pires, da Concremax, Fernando Mendonça, do Atacado Mendonça e Valdir Piran, dono de factorings

Polícia Federal dispara mais uma etapa da Operação Ararath. A gente só fica sabendo das invasões de residências que, imediatamente, geram mil especulações nos bate-papos pela cidade. O inquérito, sob a supervisão da Justiça Federal, segue em segredo de Justiça. De efetivo, recentemente, tivemos a patacoada contra o juiz federal Julier Sebastião, alvo de busca e apreensão, que já teve todos seus documentos e mídias devolvidos, numa clara demonstração de que o enorme aparatado pirotécnico lançado contra o magistrado não teve razão de ser que se justificasse. Tanto que, até agora, nenhuma denúncia foi feita. Por essas e por outras, há que se ficar com o pé atras, enquanto os objetivos dessas investigações não ficarem claros. O que o MPF, a PF e a Justiça Federal tem, por exemplo, contra o empresário Jorginho Pires de Miranda. Isso precisa ficar claro, de imediato, já que, neste momento, o Jorginho Pires de Miranda está sendo exposto. Confira o noticiário. (EC)

Éder Moraes, homem forte nos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa e o empresário Valdir Piran

Éder Moraes, homem forte nos governos de Blairo Maggi e Silval Barbosa e o empresário Valdir Piran

OPERAÇÃO ARARATH

PF invade casa de ex-secretário, donos de factorings e empresas em MT

Esta é a quarta fase da operação Ararath, que investiga crimes de lavagem de dinheiro em MT

CLÁUDIO MORAES
Da Editoria – FOLHA MAX

Eder cabisbaixo

A Polícia Federal realiza neste momento a quarta fase da Operação Ararath em Cuiabá. Agentes da corporação estiveram fazendo buscas e apreensão na residência no condomínio Florais dos Lagos do ex-secretário estadual de Fazenda, Casa Civil e Copa do Mundo, Éder Moraes Dias.

Os agentes também visitaram o apartamento do empresário Sérgio Braga de Campos, no prédio Rio Sena, que também atuaria no ramo de agiotagem. Ele é sobrinho do senador Jaime Campos e do deputado federal Júlio Campos, principais líderes do DEM.

Outro alvo dos policiais federais está sendo o apartamento e empresa do empresário Fernando Mendonça. Ex-presidente do diretório municipal do PDT, Fernando Mendonça atuou como “braço financeiro” da campanha do senador Pedro Taques (PDT), em 2010, e estava na linha de frente do pedetista até a explosão da operação.

Também foram invadidas empresas do ramo de construção civil. A construtora Concremax também está sendo ocupada oor agentes federais. A construtora efetuou várias operações financeiras com o empresário Júnior Mendonça, dono da rede de postos Amazônia e Globo Factoring.

A PF não deu nenhuma informação oficial sobre a operação. Não se sabe o número de mandados a serem cumpridos nem se não há prisões.

Éder Moraes confirmou há pouco ao FOLHAMAX ter sido alvo da operação. “Estiveram sim em minha residência”, limitou-se a dizer o braço direito do ex-governador e senador Blairo Maggi (PR) e também do governador Silval Barbosa (PMDB). Foram levados computadores dos filhos do atual presidente do Mixto e outras mídias.

Inicialmente, a Operação Ararath surgiu para investigar um esquema de lavagem de cerca de R$ 500 milhões através de empresas de factoring e postos de gasolina, sendo que já foram cumpridos até agora 30 mandados de busca e apreensão. Em seguida, a operação seguiu por outra linha de investigação, tanto é que até mesmo o juiz federal Julier Sebastião Silva foi alvo de busca e apreensão.

Hoje, os processos ligados a operação tramitam em três esferas. Além da Justiça Federal, existem investigações com processos no Tribunal Regional Federal e Superior Tribunal de Justiça.

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PF também invade escritórios de Piran, construtora e usina de álcool em MT e DF

CLÁUDIO MORAES
Da Editoria

Arquivo

Piran Valdir Piran já tem condenação por crimes contra sistema financeiro

FOLHAMAX apurou há pouco com exclusividade novos locais em que a Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na manhã de hoje durante a quarta fase da Operação Ararath. São eles: as sedes das empresas em Cuiabá e Brasília (DF) do empresário de fomento mercantil Valdir Agostinho Piran, a sede da construtora Todeschini, em Cuiabá, e ainda a destilaria de álcool Libra, que tem sede em São José do Rio Preto (SP).

Dados dos relatórios sigilosos da Polícia Federal citam que os três locais invadidos pela PF teriam feitos negociações mmilionárias com empresas ligadas ao empresário Gércio Marcelino Mendonça Júnior, o “Júnior Mendonça”, dono da rede de postos Amazônia e Globo Fomento Mercantil. Além de negociar operações financeiras com “Júnior Mendonça”, o empresário Valdir Piran é flagrado em grampos sendo convidado pelo bacharel de Direito, Tiago Dorileo, para um jantar na casa do juiz federal, Julier Sebastião da Silva, que pretende disputar o Governo de Mato Grosso neste ano.

Valdir Piran foi condenado em 2009 por crimes contra o sistema financeiro, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. Ele é conhecido nos bastidores polítiocos de Mato Grosso pelo poderio econômico e por financiar campanhas eleitorais.

Ao todo, a operação cumpre 24 mandados de busca e apreensão em Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Distrito Federal. Na manhã de hoje, os policias federais começaram invadindo a casa do ex-secertário de Fazenda de Mato Grosso, Éder Moraes Dias, que fica localizada no condomínio Florais dos Lagos em Cuiabá.

Outro local ocupado foi o apartamento do empresário Sérgio Braga de Campos. Sobrinho do senador Jaime Campos e do deputado federal Júlio Campos, ambos do DEM, ele reside no prédio Rio Sena. Também foram cumpridos mandados de busca e apreensão na construtora Concremax, no bairro Cidade Verde.

Por último, os agentes “visitaram” o escritório do empresário do ramo de atacadistas, Fernando Mendonça, localizado na avenida Miguel Sutil nas proximidades do bairro Jardim Primavera. Ex-presidente da comissão provisória do PDT de Várzea Grande, Mendonça deixou o cargo em novembro do ano passado e tem profundas ligações com o senador Pedro Taques (PDT), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso.

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TERREMOTO POLÍTICO

PF cumpre 24 mandados de busca em Mato Grosso, Goiás e SP

São cumpridos mandados em Mato Grosso, Goiás, São Paulo e Distrito Federal

GILSON NASSER
Da Redação

Folhamax

pf-ararath2 Um dos alvos foi o escritório de Fernando Mendonça na Miguel Sutil

A Polícia Federal confirmou há pouco que estão sendo cumpridos 24 mandados na quarta fase da Operação Ararath deflagrada na manhã de hoje na manhã desta quarta-feira. Os mandados foram expedidos pela 5ª Vara da Justiça Federal. Não existem mandados de prisão expedidos.

Destes, 17 são em Mato Grosso, três em Brasília, três na cidade de Anápolis, em Goiás, e um em São Paulo (SP).

Após a deflagração das primeiras fases da operação e da análise de grande parte do material apreendido, foram obtidos elementos que, além de reforçarem os indícios de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, indicaram o envolvimento de outras pessoas e empresas.

As investigações mostraram que o grupo criminoso possuía uma intensa e vultosa movimentação financeira, por intermédio de recursos de terceiros e empréstimos, com atuação análoga a de uma verdadeira instituição financeira. Esse fluxo de altos valores vai além do uso das empresas de factoring, com a utilização de outras pessoas jurídicas, entre as quais, empresas “fachada”.

A pena para o crime de operação ilegal de instituição (art. 16 da Lei 7.492/86) é de um a quatro anos de reclusão e multa. Já para o crime de lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/98), a pena varia entre três e dez anos de reclusão e multa.

ALVOS

Um dos alvos da operação foi o ex-secretário estadual de Fazenda, CAsa Civil e da Copa do Mundo, Éder Moraes Dias. Agentes da PF estiveram na casa do, agora, apresentador de televisão. “Estiveram sim em minha residência”, limitou-se a dizer ao FOLHAMAX.

Outros empresários também tiveram mandados cumpridos em sua residência e escritórios. Ex-presidente do PDT de Várzea Grande e considerada “braço direito” do senador Pedro Taques, o empresário Fernando Mendonça também foi alvo da Operação, assim como a construtora Concremax, em Cuiabá.

Dias atrás, a direção da Polícia Federal adiantou que novas fases da Operação seriam realizadas. A tendência, de acordo com a PF, é que o inquérito seja concluído até o mês de abril.

 

ARARATH

 

A Operação Araratah teve sua primeira fase deflagrada em outubro de 2013. Inicialmente, surgiu para investigar um esquema de lavagem de cerca de R$ 500 milhões através de empresas de factoring e postos de gasolina, sendo que já foram cumpridos até agora 30 mandados de busca e apreensão.

Em seguida, a operação seguiu por outra linha de investigação, tanto é que até mesmo o juiz federal Julier Sebastião Silva foi alvo de busca e apreensão. Hoje, os processos ligados a operação tramitam em três esferas. Além da Justiça Federal, existem investigações com processos no Tribunal Regional Federal e Superior Tribunal de Justiça.

 

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PF faz busca e apreensão na casa de Eder, mas só leva notebook de filhos

Marcela Machado e Camila Cecílio

RD NEWS

Acontece agora de manhã (19) a quarta fase da Operação Ararath. De acordo com a Polícia Federal, foram expedidos 24 mandados de busca e apreensão, sendo 17 para Mato Grosso (16 para Cuiabá e um para o interior), os outros em Goiás, São Paulo e Distrito Federal.

Um dos mandados foi para a residência de Eder Moraes (PMDB), ex-secretário de Articulação Institucional em Brasília e pré-candidato a deputado estadual. Ao RDNews o peemedebista confirmou que a PF esteve em sua casa hoje pela manhã. Embora afirme que não sabia o que a PF procurava, um notebook que pertence aos filhos foi levado. De acordo com ele, tudo transcorreu dentro da normalidade. “É um procedimento normal investigatório, estou tranquilo. Quem tem que ter dor de barriga não sou eu”, assegura.

O ex-secretário reforçou ainda que confia no trabalho da PF e que não sabe qual será o próximo passo, mas está à disposição para prestar quaisquer esclarecimentos.

Além de Eder Moraes, a PF foi até a residência do do dono da Concremax e ex-vice-presidente da Acrimat Jorge Pires e do sobrinho do Jayme Campos Sergio Braga.

Iniciada em 2011, a Operação Ararath foi criada para apurar a prática de crimes contra o sistema financeiro nacional e de lavagem de dinheiro. Segundo nota da PF, após a deflagração das primeiras fases da operação e da análise de grande parte do material apreendido foram obtidos elementos que, além de reforçarem os indícios de crimes contra o sistema financeiro e lavagem de dinheiro, indicaram o envolvimento de outras pessoas e empresas. Até novembro de 2013 foram três etapas e 27 mandados de busca e apreensão cumpridos.

Eder, que foi homem forte tanto do governo Blairo Maggi (PR) quanto Silval Barbosa (PMDB), é investigado ainda pela Operação Cartas Marcadas, deflagrada pela Delegacia Fazendária, que investiga superfaturamento de cartas de crédito. Além do escândalo do Maquinário por sobrepreço de R$ 44 milhões na compra de máquinas e equipamentos para os 141 municipioos na gestão Blairo.

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Investigado pela PF, Fernando Mendonça foi o maior doador de campanha do senador Pedro Taques

Do total de R$ 1,1 milhão gasto, Mendonça doou R$ 230 mil; empresário também compunha direção do PDT de Várzea Grande

ALEXANDRE APRÁ
DA REDAÇÃO – ISSOÉ NOTICIA

Agência Senado
Investigado pela PF foi o principal doador de campanha do senador Pedro Taques (PDT)

O Atacado Mendonça, que pertence ao empresário Fernando Mendonça, alvo da quarta fase da Operação Ararath, deflagrada nesta quarta-feira (19) e que investiga um esquema de lavagem de dinheiro, inclusive para fins eleitorais, foi o principal doador de campanha do senador Pedro Taques (PDT) nas eleições de 2010.

Isso É Notícia apurou que a empresa Vale Formoso Distribuição Ltda é a razão social da empresa, que funciona na avenida Governador Júlio Campos, em Várzea Grande, região metropolitana de Cuiabá.

Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a empresa de Fernando Mendonça fez seis depósitos na conta de campanha do pedetista, com valores que vão de R$ 10 mil a R$ 100 mil. No total, a empresa doou mais de R$ 230 mil ao senador. Taques, ao todo, declarou à Justiça que gastou R$ 1,1 milhão.

Durante a transmissão do Programa Café com Política, na manhã desta quarta-feira (19), o Isso É Notícia entrou em contato, ao vivo, com a empresa, por telefone. Um funcionário, identificado como Elvis, confirmou que a empresa pertence a Fernando Mendonça e que ali é a sede do Atacado Mendonça.

Mendonça é investigado por participação no esquema de lavagem de dinheiro que seria encabeçado pelo empresário Júnior Mendonça, dono da Amazônia Petróleo e da Globo Fomental Mercantil, pivô das investigações.

Reprodução / TSE

Segundo informou o site FolhaMax, também foram realizadas buscas na casa e nas empresas de Valdir Piran, empresário conhecido por atuar no ramo de factoring e agiotagem em Cuiabá. Ele foi um dos presos durante a Operação Arca de Noé, que também mandou para a cadeia o ex-bicheiro João Arcanjo Ribeiro.

Fernando Mendonça também é apontado como coordenador financeiro de campanha. Taques, que tem amizade pessoal com o empresário, também já teria dito, em conversas no meio político, que pretendia nomeá-lo como secretário de Fazenda, caso vencesse a disputa de outubro pelo comando do Palácio Paiaguás.

Direção do partido

Em outra consulta feita pelo Isso É Notícia, o empresário Fernando Mendonça também apareceu como secretário-geral do diretório municipal do PDT de Várzea Grande, onde mantém seus negócios empresariais.

De acordo com certidão oficial emitida pelo TSE, Fernando ocupou o cargo no período de agosto de 2012 a setembro de 2013, sendo que seu mandato junto à comissão provisória venceria apenas em fevereiro de 2014, ou seja, neste mês.

Mas, poucos meses antes da deflagração da Operação Ararath, Mendonça foi destituído do cargo.

Outro lado

O empresário Fernando Mendonça não foi encontrado em suas empresas para comentar as buscas e apreensões.

O senador Pedro Taques também foi procurado. Mas, sua assessoria de imprensa informou que ele estaria em sessão no Senado Federal e não atender à reportagem.

 

7 Comentários

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  1. - IP 189.59.40.175 - Responder

    Tutti “buona gente”,da melhor, ou será pior qualidade!

  2. - IP 189.11.230.63 - Responder

    Finalmente esta tudo aparecendo! Achei que era me diga com quem andas e direi quem és, não era essa a frase Taques???

  3. - IP 200.103.94.224 - Responder

    ave…to ficando com medo de não sobrar hotel aqui em cuiaba se precisar a PF mandar agentes pra prender todos os bandidos grandes da cidade…na verdade tá mais fácil os zé ruela vazarem ai da pra sitiar o que sobrar…mas vai precisar do exercito…kkkkk

  4. - IP 200.196.108.104 - Responder

    É, são os comandantes de Mato Grosso que dos seus esgotos decidem o futuro deste Estado. A CONSTIL do Sr. JOAO CARLOS SIMONI é velha conhecida da PF

  5. - IP 189.59.37.103 - Responder

    Enock, se continuar assim, quem vai sobrar para se candidatar ao cargo de Governador de Mato Grosso?! Talvez seja por isso que muitos nomes sem expressão política nenhuma estejam se arvorando na possibilidade de ser candidato. Que vergonha para o nosso Estado e para esse povo tão sofrido!…

  6. - IP 201.49.165.95 - Responder

    Naõ tem para ninguem Pedro Taques na cabeça.

  7. - IP 177.64.247.25 - Responder

    parece que, agora, algumas revelações sobre os esquemas que sustentaram e sustentam o senador pedro virão à tona. antes tarde do que nunca

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