CID GOMES, O HOMEM QUE MATOU O FACÍNORA: Comentarista da TV Gazeta, jornalista Bob Fernandes, destacou o fato raro presenciado pela sociedade brasileira, na demissão de Cid Gomes do Ministério da Educação: o fato de um político dizer a verdade; segundo Bob, até que enfim alguém denunciou a chantagem que reina nas relações entre o Congresso e o Poder Executivo. Evidenciou-se com quem e com que métodos a presidente Dilma está sendo pressionada e obrigada a compor. E que ela não faz o governo que quer, mas o que pode, com este Congresso. VEJA EM VÍDEO

BOB FERNANDES: CID CAIU PORQUE DISSE A VERDADE

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Comentarista da TV Gazeta destacou o fato raro presenciado pela sociedade brasileira, na demissão de Cid Gomes: o fato de um político dizer a verdade; segundo ele, até que enfim alguém denunciou a chantagem que reina nas relações entre o Congresso e o Poder Executivo

 

Bob Fernandes: Cid Gomes chuta o balde. Ruim para o Governo? Sim. Mas bom para a política

Por Fernando Brito, editor do Tijolaço

Mesmo antes do pedido de exoneração de Cid Gomes, se disse, por obvio, que seria aquilo  ele faria.

E foi bom, embora na operação da realpolitik que compete ao Governo ter para – pleonástica e paradoxamente – governar, possa parecer um problema.

Cid, ao exonerar-se, aliviou a pressão que seu ato traria para Dilma.

Para todos os efeitos, Cunha e o PMDB tiveram a sua cabeça.

Mas tiveram mal, muito mal.

Evidenciou-se com quem e com que métodos Dilma Rousseff está sendo pressionada e obrigada a compor.

E que ela não faz o governo que quer, mas o que pode, com este Congresso.

Cid rompeu com a hipocrisia da política como poucos teriam coragem de fazer, embora eu tenha certeza de que a frase imprudente não seria dita  deliberadamente.

Assista o comentário do jornalista Bob Fernandes, sempre cortante,  na TV Gazeta, agora à noite.

É, finalmente, o contraponto na política que o PT desaprendeu de fazer, e que não depende nem anula a composição política necessária ao Governo.

 

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Cid Gomes, o homem que matou o facínora

, no seu blogue

O jogo político brasileiro chegou ao estágio da soma zero. O embate entre governo e oposição não terá vencedor. Apenas conseguirá paralisar por completo a política e a economia, um verdadeiro abraço de afogados que revela, em um canto, um governo imobilizado, sem nenhuma capacidade de reação; no outro, uma oposição vociferante, sem nenhuma estratégia e, portanto, sem nenhuma capacidade de avançar.

Na vida de um país, esses momentos de impasse são rompidos por guerras, golpes militares ou pelo bonapartismo – a figura política que paira sobre os partidos e conquista espaço e rompe a inércia a golpes de discurso.

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Dito isso, vamos analisar o papel de Cid Gomes, ontem na Câmara Federal.

O até então Ministro da Educação Cid Gomes é estouvado, como todos os Gomes. Não tem um pingo de verniz político, de jogo de cintura, da hipocrisia que é matéria prima essencial no jogo político.

Ou seja, é o perfil dos sonhos de grande parte da opinião pública atual.

Ontem, enfrentou o símbolo máximo da hipocrisia política nacional, o presidente da Câmara Eduardo Cunha. Foi chamado de mal educado, chamou-o de achacador. Ambos estão certos, mas o adjetivo pespegado em Cunha deprecia, em Gomes, eleva, ainda mais em um momento em que a crise política faz de políticos a manifestantes de rua abrirem mão dos rapapés.

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Cid disse o óbvio. A Câmara elegeu o pior exemplo dos vícios parlamentares para sua presidência. O moralismo exacerbado da mídia mostrou uma seletividade ao nível da desfaçatez, ao esconder a biografia de Cunha de seus leitores. Cunha não é qualquer um, não é um mero deputado picareta, como muitos que pululam no baixo clero. Ele é O deputado suspeito, sem limites.

Estimulado pelo irmão Ciro Gomes, Cid fez o que grande parte dos eleitores  gostaria de ter feito. Desnudou o rei no próprio palanque do Congresso,

Não é para qualquer um abrir mão de um cargo de Ministro pelo prazer de enfrentar o homem mau.

A maneira como enfrentou Cunha lembra um James Stewart desafiando Lee Marvin (e sendo conduzido pelas mãos de John “Ciro Gomes” Wayne) no clássico “O homem que matou o facínora”. Aliás, era uma realidade tão diversa que mesmo com uma interpretação clássica, Marvin não mereceu aparecer nos destaques dos cartazes. Porque era bandido.

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Cid perdeu o cargo de Ministro e não haveria outro modo, para um governo que enfraqueceu-se tanto que se tornou refém não de um PMDB qualquer, mas do PMDB de Eduardo Cunha.

Mas não perdeu o jogo.

Seu atrevimento é como chuva no deserto, abrindo uma avenida para a candidatura de seu irmão Ciro Gomes.

***

Não se trata apenas de um político brandindo o discurso antipolítico.

Há um enorme vácuo do centro-esquerda à esquerda, com o esgotamento do ciclo petista e a incapacidade do partido em definir um discurso minimamente efetivo ou um candidato competitivo.  E Ciro atende à essa demanda, além de ser amigo de Lula.

Mais que isso, há um enorme vácuo de personalidades – como tal, do personagem que corre fora da raia institucional, dos rapapés políticos, que não tem medo de correr riscos para falar o que pensa, não se curva nem a pressões de partidos nem da mídia.. E seu nome não sofre a resistência que se abriria contra qualquer nome que surja do PT.

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A política é como as nuvens no céu, já explicava o sábio Magalhães Pinto. Pode ser que daqui a algum tempo o desenho seja outro. Mas, nesse momento, há uma enorme possibilidade das nuvens se formarem em cima de Sobral.

Não se está entrando em juízo de valor sobre esse tipo de candidatura.

Pode-se apontar um sem-número de inconvenientes em um candidato com esse perfil. O próprio exemplo do voluntarismo de Fernando Collor é didático. De minha parte, me arrepio ao não conseguir enxergar um horizonte de pactuação.

Mas o momento, mais que nunca, é para candidatos com esse perfil. E, no horizonte político atual, Ciro é candidato único a interpetar esse personagem.

PS – Os comentaristas inteligentes (maioria nesse blog) que desculpem a redundância, para os menos informados: não se está apoiando ou desapoiando Cid GOmes. Está-se constatando os efeitos de sua catilinári

4 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Cid Gomes não teve a coragem de dizer o nome dos deputados que ele acusou.

  2. - IP 177.193.130.19 - Responder

    Esse Cid Gomes é um câncer pra este país. Como os brasileiros são hipócritas e muito mal informados. Já o querem como futuro presidente. Só mesmo este desgoverno Dilma/PT pra compor com um verme deste porte!

  3. - IP 187.7.192.117 - Responder

    Agora que esse cid gomes é útil aos interesses do pt , ele é um herói? Quando ele fretou jatinho para ir passear com a sogra , ou pagou um fortuna nun show de certa cantora para inaugurar hospital aí não? Aí ele era um corrupto sem moral para o pt?
    É muita cara de pau dos petralhas quererem tirar proveito até do cid gomes.
    Que decadência.

  4. - IP 177.203.2.6 - Responder

    Cid Gomes deu de dedo no nariz de Eduardo Cunha e disse na cara o que havia dito no interior do Pará. Para quem esperava um ritual de humilhação, restou a certeza de que alguém se esqueceu de combinar antes com Cid. Cid mijou no poste e colocou “vários e muitos” no devido lugar. Se Indignado, Manoel e Ruas se doeram por Cunha, que peguem o presidente da Câmara e levem para casa…

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