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CAITITU DE RIVA: Romoaldo simulou doações eleitorais e quitou dívida com dinheiro desviado da Assembleia, diz MP

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POLÍTICA / SEGUNDO O MPE
Deputado recebeu dinheiro supostamente desviado por meio de doações simuladas
Isso é o que consta da denúncia interposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o deputado e mais 11 pessoas, nesta semana
Antonielle Costa, do Mato Grosso Notícias

O deputado estadual Romoaldo Junior (PMDB) quitou dívidas e simulou doações de campanha eleitoral com os recursos supostamente desviados da Assembleia Legislativa.

Isso é o que consta da denúncia interposta pelo Ministério Público Estadual (MPE) contra o deputado e mais 11 pessoas, nesta semana.

De acordo com a peça acusatória, o deputado recebeu cerca de R$ 808 mil por meio das empresas FH Comércio de Combustíveis Ltda., Rede Shop Comércio de Combustíveis Ltda. e Rodo Shop Transportes Ltda.

Elas, segundo o órgão ministerial, tinham o objetivo de “lavar” o dinheiro para posterior uso do próprio deputado Romoaldo.

José Antônio, também denunciado pelo MPE, chegou a declarar que os depósitos se referiam ao pagamento por uma empresa de transportes de combustíveis de Paranaíta e que apresentaria os documentos comprobatórios, no entanto nada apresentou.

“(…) aliás, foi desmentido pelo proprietário do citado posto de combustíveis Frank Rogieri de Souza Almeida (vide termo de declarações de fI: 1408/1410), restando evidenciado que, em verdade, apenas recebeu os recursos ilícitos para “doá-los” posteriormente para a campanha eleitoral do deputado denunciado Romoaldo, em outubro de 2014”, diz um trecho da denúncia.

Em razão do foro privilegiado do deputado, a denúncia foi remetida ao Tribunal de Justiça e cabe ao Pleno decidir pelo seu recebimento.

Desvios

De acordo com os promotores de Justiça, no período compreendido entre os anos de 2013 e 2014, em Cuiabá, os parlamentares Romoaldo Junior e Mauro Savi em parceria com o ex-deputado, José Geraldo Riva e os demais acusados: Francisvaldo Mendes Pacheco, Julio Cesar Domingues Rodrigues,Anderson Flavio de Godoi , Luiz Marcio Bastos Pommot e Joaquim Fábio Mielli Camargo, com a colaboração de outras pessoas ainda não identificadas constituíram organização criminosa estruturalmente ordenada e caracterizada pela divisão de tarefas, com objetivo de saquear os cofres públicos, notadamente os recursos públicos da Assembleia Legislativa do Estado de Mato Grosso apropriando-se ilicitamente de seus recursos em proveito próprio.

Consta na ação que a suposta organização criminosa, inclusive com clara divisão de papéis, no período compreendido entre fevereiro e abril de 2014, subtraiu dos cofres da Assembleia Legislativa cerca de R$ 9.480.547,69 (nove milhões, quatrocentos e oitenta mil e quinhentos e quarenta e sete reais e sessenta e nove centavos), em proveito próprio e alheio (peculato-furto), valendo-se da facilidade que proporcionava a condição de servidores públicos e agentes políticos de alguns de seus membros.

Segundo o Ministério Público no mesmo período os acusados citados acima, em continuidade delitiva, ocultaram e dissimularam a natureza e a origem dos valores provenientes de infração penal (lavagem de capitais), contando com o auxílio dos empresários e assessores parlamentares: José Antonio Lopes, Ana Paula Ferrari Aguiar, Claudinei Teixeira Diniz, Marcelo Henrique Cini, Cleber Antônio Cini, Valdir Daroit, Leila Clementina Sinigaglia Daroit, Odenil Rodrigues de Almeida e Edilson Guermandi de Queiroz, todos denunciados nesta ação.

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