BLOGUEIRO ENOCK CAVALCANTI : A trama dos grampos ilegais, em Mato Grosso, está cada dia mais confusa e não sei se quem deveria desvendá-la anda investigando devidamente

Paulo Taques

Republico, abaixo, artigo de minha autoria que circula nesta quarta-feira, 6 de junho de 2017, na edição impressa do Diário de Cuiabá:


Paulo Taques grampeador
Por Enock Cavalcanti

Meus amigos, meus inimigos: o advogado Paulo Taques saiu à sorrelfa da chefia da Casa Civil do Governo do Estado, mas não saiu do foco das pessoas antenadas em MT. A delegada Alana Cardoso encerrou a semana, na tela da afiliada da Globo, dizendo que recebera pedido do primo do governador para grampear o telefone de duas mulheres: uma sua ex-amante, Tatiana Sangali, e outra que seria secretaria no seu gabinete, Caroline Mariano.

Que triste destino do Paulo Taques: cercado por mulheres infiéis. Mulheres capazes de tramar, logo com quem?, com o Comendador João Arcanjo, um atentado contra a vida não só dele, primo, como também contra o próprio governador Zé Pedro Taques.

Então lá teria ido o Paulo expor para a delegada Alana e para a delegada Alessandra Saturnino, a trama rocambolesca: duas mulheres que vivem ao meu redor resolveram frequentar presídio de segurança máxima, em Mossoró (RN), e tramar com o facínora de quem Zé Pedro pediu a prisão, quando procurador da República, a morte deste líder inconteste da transformação que atualmente se abate sobre Mato Grosso.

Alana Cardoso disse que investigou em sigilo, conjuntamente com o delegado Flávio Stringeta, mas não confirmou pacto sinistro nenhum. Seria tudo desculpa do Paulo Taques para simplesmente saber quem, além dele, andava curtindo a alcova da senhorita Sangali que, dizem más e boas línguas, teria enlouquecido também de paixão o senador Wellington Fagundes. Nessa história, existem muitas perguntas que não querem calar. Por que a juíza Selma Arruda resolveu arremeter contra a delegada Alana? Para tirar suposto peso sobre seus ombros?

O fato é que a trama dos grampos ilegais está cada dia mais confusa e não sei se quem deveria desvendá-la anda investigando devidamente. Cadê as reportagens especiais do Rodrigo Vargas, do Mauro Camargo, do Alexandre Aprá, do Itamar Perenha? E o Gaeco? E o presidente do Tribunal de Justiça, Rui Ramos? E o promotor Mauro Zaque, que cartas ainda irão colocar na mesa?

Acostumei-me às tramas policiais lineares, desenvolvidas, atualmente, por escritores como Jo Nesbo, Henning Mankell e Michael Connely. Esta trama mato-grossense, ao contrário, nos faz mergulhar em universo parecido com aquele que alimenta as séries doidas do David Lynch. O cenário e os personagens são surreais e o desfecho, sempre em aberto, deixa todo o público com cara de paisagem.

Enquanto isso, do outro lado da cidade, a esposa, Cíntia Selhorst, chora, diariamente, nas redes sociais, a prisão do seu amado coronel PM RR Zaqueu Barbosa, que alguns insistem em apontar como o araponga mais maquiavélico. Aguardemos pelos próximos capítulos, sabendo que, curiosamente, o desembargador Orlando Perri chamou para bancar o Sherlock, nessa história, justamente o delegado Stringeta, que já aparecera negando a ameaça das duas mulheres infiéis a Paulo Taques.

ENOCK CAVALCANTI, jornalista e blogueiro, é editor de Cultura do Diário

Categorias:Direito e Torto

1 Comentário

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  1. - IP 187.183.134.101 - Responder

    Essa trama rocambolesca citada pelo jornalista Enock Cavalcanti me fez lembrar uma frase do Capitão Nascimento do filme TROPA DE ELITE 2 (“O inimigo agora é outro”): “O sistema não possui planejamento central, parceiro”. A mim, parece que a ideia inicial – no surreal reino da Grampolândia – era “ascultar” alguns poucos e pré-definidos gatos pingados… mas como o sistema não tem planejamento central, a “subalternagem” irriquieta viu que a corriola estava solta mesmo e decidiu, também ela, agregar novos dígitos à sopa de números então sob cozimento. Vá saber!!!!

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