Ayres Brito sai fora do julgamento de Tadeu e Ferreira Leite

Pedido de magistrados será julgado por Barbosa
Antonielle Costa

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Carlos Ayres Brito, se declarou impedido para julgar os pedidos de liminar interpostos pelos desembargadores José Ferreira Leite e José Tadeu Cury, para que fosse revista a decisão da Corte, que manteve a aposentadoria compulsória dos magistrados no mês passado.

Em decisão na semana passada, ele determinou que os requerimentos fossem encaminhados ao vice-presidente, ministro Joaquim Barbosa. Agora cabe a ele decidir se concede ou não a liminar em favor dos desembargadores.

Vale lembrar que foi Barbosa quem presidiu a sessão da Corte onde os membros derrubaram a eficácia da decisão que havia sido concedida pelo ministro Celso de Mello, que mantinha dez magistrados nos quadros do Tribunal de Justiça de Mato Grosso.

No dia 13 de junho, o Pleno do STF acatou por unanimidade o agravo regimental interposto pela Advocacia Geral da União (AGU).

Ferreira, Cury e mais oito magistrados foram aposentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), após serem acusados de desviar dinheiro do Judiciário, para salvar uma cooperativa de crédito ligada a Maçonaria.

Suposta manobra

Ayres teve o nome citado em meio a uma polêmica envolvendo os magistrados. Em agosto de 2010, os dois desembargadores contrataram a advogada Adriele Pinheiro Reis Ayres de Britto, filha do ministro e seu marido, Adriano José Borges Silva.

A contratação seria parte de numa suposta “manobra” visando beneficiá-los. No entanto, passados dois meses, Adriele e Adriano renunciaram a todos os processos nos quais tinham procuração.

Na época, Adriano virou protagonista de um escândalo, após a divulgação de um vídeo onde ele apareceu negociando com Joaquim Roriz (ex-governador do Distrito Federal), a defesa do político em um recurso no STF. A negociação seria uma estratégia para inviabilizar o voto de Ayres Britto no julgamento do caso.

Caso Roriz

A conversa entre Borges e Roriz foi gravada em 3 de setembro, antes do julgamento do caso do ex-governador do Distrito Federal no Supremo. A gravação foi feita no escritório de Roriz, em sua residência, em Brasília.

Borges pediu “pró-labore” de R$ 1,5 milhão no começo da ação e R$ 3 milhões com o “êxito”, para fazer parte do grupo de advogados de Roriz. No entanto, o ex-governador não aceitou o acordo.

Em seguida, o STF arquivou o caso, após Roriz renunciar sua candidatura em favor de sua mulher, Weslian Roriz.

 

FONTE MATO GROSSO NOTICIAS

2 Comentários

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  1. - IP 177.161.177.197 - Responder

    Graças a Deus temos o Min. Joaquim Barbosa! Deus o proteja e ilumine os seus passos.

  2. - IP 189.6.79.239 - Responder

    O Min. Ayres Britto deveria ter tido a mesma atitude no recente julgamento do Juiz Fernando Miranda Rocha no CNJ, pois a filha – além de ter advogado para o juiz no CNJ – é amiga íntima da família Miranda Rocha.

    Todavia, não só participou do julgamento no CNJ, como seu voto foi condutor do resultado que permitiu ao juiz assumir a vaga no TJ. Tanto é que todos os sites noticiaram somente trecho do seu voto….

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