gonçalves cordeiro

Assange revelará 1 milhão de documentos secretos

Grande, como ele é grande. O fundador de Wikileaks saiu à sacada da embaixada equatoriana em Londres, onde se encontra asilado desde junho, para anunciar que em 2013 tornará públicos um milhão de novos documentos confidenciais. Assange disse que não deixaria se intimidar pela campanha contra ele. Ao mesmo tempo, se mostrou aberto a uma negociação que permita destravar sua situação de prisioneiro virtual na embaixada do Equador

DA AGENCIA CARTA MAIOR

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Wikileaks anuncia divulgação de 1 milhão de documentos

O fundador do Wikileaks, Julian Assange, anunciou a divulgação de 1 milhão de documentos sobre violações de direitos humanos no mundo (Télam)

Em uma rápida fala na sacada da embaixada do Equador em Londres, Julian Assange anunciou que o Wikileaks deve revelar em 2013 mais de 1 milhão de documentos sobre diversos governos ao redor do mundo que violam os direitos humanos. “Devemos aprender como funciona o mundo”, ressaltou Assange.

Ao cumprir seis meses de refúgio na embaixada, Assange apareceu para falar ao público pela segunda vez e aproveitou para defender os valores do Equador e agradecer o governo de Rafael Correa por conceder-lhe o asilo diplomático.

O fundador do Wikileaks afirmou que o goveno equatoriano “mostra manter seus valores” e ressaltou que o país “não envia espiões a outros países”. O ativista foi enfático em declarar que “os princípios do Equador não estão à venda” e fez um chamado para que os cidadãos equatorianos defendam sua autonomia nas próximas eleições de 2013.

Assange já realizou uma aparição pública na embaixada em agosto, quando conseguiu asilo político do Equador, depois de passar 58 dias na embaixada. Até hoje permanece o impasse entre o Equador e o Reino Unido, que mantém a intenção de entregar Assange para a Suécia, onde é acusado por supostos crimes sexuais.

O governo equatoriano concedeu asilo político a Assange por entender que ele pode ser extraditado da Suécia para os EUA, onde enfrentaria processos pela publicação de milhares de documentos secretos do governo dos Estados Unidos no site do Wikileaks.

Durante a  intervenção, que durou pouco mais de dez minutos, Assange também falou sobre a defesa da liberdade de expressão, o uso da resistência à política unilateral da Casa Branca e ressaltou a valentia do soldado norte-americano Bradley Manning, que, segundo ele resiste à torturas na prisão.

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