PREFEITURA SANEAMENTO

ARQUITETO JOSÉ ANTONIO LEMOS: A lista de elementos propulsores que poderiam ser acionados em favor do desenvolvimento regional contempla muitos itens que se bem trabalhados levariam a Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá a consolidar-se como o principal polo da tão importante verticalização industrial da economia mato-grossense

José Antonio Lemos

José Antonio Lemos

A FORÇA DA METRÓPOLE
Por José Antônio Lemos

O maior e mais importante patrimônio histórico deixado para Cuiabá por nossos antepassados é o futuro, não seu extraordinário passado, nem este dinâmico e desafiador presente. A socos e pontapés, muita luta e sofrimento, conseguiram resistir e permanecer neste lugar mágico, no centro da América do Sul, encontro natural dos caminhos continentais, primazia que lhe assegura potenciais fantásticos, mas que hoje é ameaçada por falaciosos argumentos e tenebrosas traições.
Aproximam-se as eleições municipais e no último dia 28 de julho o governo do estado anunciou o início dos trabalhos de elaboração do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado (PDDI) da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá (RMVRC), sob a coordenação da SECID e da Agência de Desenvolvimento Metropolitano da Região do Vale do Rio Cuiabá (AGEM/VRC). Eleições e planejamento têm em comum a expectativa de projetar o futuro em cuja construção todos os cidadãos devem se empenhar. Mas quando se pensa em futuro para a Grande Cuiabá e sua região de entorno, normalmente o que se faz é tentar construí-lo consertando o passado ao invés de trabalhar suas enormes potencialidades e vantagens comparativas regionais. E não se constrói o futuro debruçados sobre o passado tentando corrigir erros, contando coliformes fecais, aedes aegypti e outros déficits e carências sociais e estruturais. Ao contrário, só consertamos os passivos do passado numa perspectiva correta de construção do futuro.
Para construir seu futuro a RMVRC tem muitos elementos propulsores prontos para otimizar suas potencialidades, e que em qualquer lugar no mundo seriam minuciosamente estudados e aproveitados. A começar por ser a região que concentra quase 30% da população de Mato Grosso, representando sua maior oferta de recursos humanos em todos os níveis de capacitação, população que conseguiu gerar em 2015 mais de 25% do PIB mato-grossense, o maior PIB no estado, o triplo do segundo maior PIB municipal de Mato Grosso. E dizem que não produz nada. Outro fator preponderante a ser explorado é sua localização estratégica no continente e no território mato-grossense, equidistante de suas principais atrações turísticas e centralizadora hoje de uma das regiões mais produtivas do planeta.
População, localização e PIB significativos, criam entre si uma sinergia chamada efeito-aglomeração, diferencial atrativo para outros empreendimentos seduzidos pelos já existentes, gerando uma espiral ascendente de desenvolvimento. Dessa potencialização estrutura-se uma rede de serviços comerciais, bancários, hoteleiros, culturais, educacionais e de saúde, com suas infraestruturas instaladas em condições de continuar fomentando, atendendo as demandas do desenvolvimento regional e sendo impulsionado para cima por este.
A lista de elementos propulsores que poderiam ser acionados em favor do desenvolvimento regional contempla ainda outros itens que se bem trabalhados levariam a RMVRC a consolidar-se como o principal polo da tão importante verticalização industrial da economia mato-grossense. O gasoduto Bolívia/Cuiabá, pronto e operante, que com a Termelétrica representaram à época da construção um investimento da ordem de US$ 1,0 bilhão! Só o gás seria suficiente para sacudir positivamente a economia de qualquer região no mundo com energia abundante, barata, limpa e, mais ainda, matéria prima para indústrias químicas de amplo espectro, de fertilizante a remédios. Aqui, motivo de piada. Na lista ainda teríamos o Aeroporto Internacional, a ferrovia bem próxima, o Porto Seco e o Aproveitamento Múltiplo de Manso, e seus desdobramentos, assuntos para outros artigos.


JOSÉ ANTONIO LEMOS DOS SANTOS, arquiteto e urbanista, é conselheiro do CAU-MT e professor universitário. joseantoniols2@gmail.com

2 Comentários

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  1. - IP 177.41.87.50 - Responder

    ERREI
    Conforme correção encaminhada pela Presidente da AGEM/VRC os trabalhos de elaboração do PDDI da Região do Vale do Rio Cuiabá são coordenados pela AGEM/VRC e Casa Civil do Governo do Estado, sem relação com SECID conforme publicado no artigo.

  2. - IP 177.65.157.138 - Responder

    Professor seu artigo é muito esclarecedor e contribuirá com a construção da identidade da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá. Parabéns. Porém a informação quanto a elaboração e coordenação do Plano Diretor de Desenvolvimento Integrado da Região Metropolitana do Vale do Rio Cuiabá-PDDI/VRC, está equivocada, não é atribuição da SECID o Planejamento Metropolitano, portanto ela não fez parte da elaboração e coordenação desse processo. O orgão Gestor da Região Metropolitana é a Agência Metropolitana-AGEM/VRC, que é uma autarquia criada pela Lei Complementar nº 499/2013. Sendo da AGEM/VRC a atribuição do Planejamento Metropolitano. O Instituto responsável pela elaboração do PDDI/VRC é o IBAM, e já iniciou os trabalhos dia 28/07/2016. Para que o leitor não fique com a informação errada, peço a gentileza, se possível, que faça a correção. Depois de feita a correção gostaria de sua autorização para pública-lo no face da AGEM/VRC.

    Grata

    Arq. Urb. Tânia Matos
    Presidente da AGEM/VRC

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