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Arnaldo Jabor, em visita a Goiás, critica música sertaneja e afirma que existe uma “ascensão do mau gosto”. As críticas foram de forma geral a todo tipo de produção massificada.“O show de qualquer babaca enche. Esses filmes, como os do [Fábio] Porchat, não tem reflexão alguma”, e completou: “Hoje as pessoas não querem pensar

Jabor durante coletiva na Cidade de Goiás, durante o  Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica)

Jabor durante coletiva na Cidade de Goiás, durante o Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica)

Fica 2015

Arnaldo Jabor critica música sertaneja e afirma que existe uma “ascensão do mau gosto”

Cineasta diz que público está menos receptivo a filmes reflexivos, e ainda lembra de Cristiano Araújo. “Nunca tinha ouvido falar e umas 50 mil pessoas no enterro do cara”

 

Sarah Teófilo
Da Cidade de Goiás

O cineasta e jornalista Arnaldo Jabor criticou neste sábado, durante o Festival Internacional de Cinema Ambiental (Fica), o que ele chamou de “ascensão do mau gosto”. “Existem esses Sertanejos porcarias, e um comentário de que tudo que critica é elitista. É uma ascensão do mau gosto”, afirmou.

A crítica do cineasta teve início em relação ao cinema brasileiro, e ao espaço reservado para produções mais comerciais — e rentáveis –, em detrimento dos filmes mais reflexivos. O jornalista ainda lembrou do cantor goiano Cristiano Araújo, morto em um acidente de carro no último mês de junho. “Eu nunca tinha ouvido falar nele, e foram umas 50 mil pessoas no enterro. Quem é esse cara?”, disse.

O jornalista citou o Sertanejo, mas as críticas foram de forma geral a todo tipo de produção massificada. De acordo com o cineasta, tudo se massificou. “O show de qualquer babaca enche”, garantiu.

Jabor, que está com dois filmes na mostra paralela do festival — “Tudo bem” e “A suprema felicidade” –, afirma que o cinema tem explorado filmes mais comerciantes, mostrando o pior lado do espectador.

A questão econômica é o motivo maior desta mudança, conforme o cineasta. Por serem filmes que vendem, tomam conta do circuito comercial, e vão para cartaz — mas não estimulam o pensamento do público. “E existe uma recepção maior do público. Esses filmes, como os do [Fábio] Porchat, não tem reflexão alguma”, e completou: “Hoje as pessoas não querem pensar.”

Como exemplo, cita filmes como “Velozes e furiosos”, em que um plano dura alguns segundos. “A pessoa quer sair, ver filme, comer e dormir.” Arnaldo Jabor ainda disse em entrevista que, com o foco no dinheiro, está ocorrendo uma “imbecilização do cinema”. “O cinema brasileiro está aleijado”, afirma, explicando que o cinema no Brasil está em uma corda bamba e não é visto como algo de necessidade.

FONTE JORNAL OPÇÃO

8 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Mas o pior mesmo do mau gosto é votar nos petralhas.

  2. - IP 191.223.185.113 - Responder

    Mau gosto mesmo é alguém ter cagado Indignado. Essa deve ser a causa de tanta indignação.

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Ubirajara Itagi, você está com peninha dos petralhas, heim?/!!!????

  3. - IP 201.34.221.74 - Responder

    De fato , essa ” coisa” que teimam em chamar de ” sertanejo” é uma dureza de suportar . Letras curtas e imbecilizadas, com palavras que não tem nexo , e uma rima pobre; coisa típica de quem enche a cara com energético barato e vodka de 9,99 e vai a esses chamados ” shows” tirar a tal selfie e dizer que é feliz.
    Foi-se o tempo que havia qualidade musical e a grande maioria buscava isso; vivemos tempos de mediocridade cultural na musica.

  4. - IP 179.185.70.27 - Responder

    Finalmente depois de muito tempo Arnaldo Jabor faz algumas afirmações com as quais concordo integralmente. O mau gosto tomou conta da música nacional faz um tempinho. O sertanejo legítimo, de raiz, é ofuscado com um dramalhão de mau gosto, um choro espremidinho sem poesia e nem melodia. Chamam de “sertanejo universitário”, como se a universidade fosse tomada pela breguice…

    Agora um tal de arrocha ou “ahocha”, segundo esses pigmeus culturais, música apelativa e preconceituosa que toca em tudo quanto é festa, como se bastasse o pagode e o axé.

    A “indústria do entretenimento”, que quer a cada dia uma nova música para vender a baixo custo, é culpada por essa baixaria. Mas também o nível cultural da nossa juventude é uma lástima.

    Pena que num tema como esse provocado pelo Jabor, venham os anônimos vomitar suas patifarias, estragando o debate.

    Que dia, meu Deus, que o Enock que é um campeão em garimpar textos de ótima qualidade para trazer para a gente refletir, vai dar um talho nesses babacas sem nome que rebaixam o nível de qualquer debate?

    • - IP 177.221.96.140 - Responder

      Acho muito engraçado os pretensos “intelequituais”, filopetistas e filopetralhas, eles se fazem passas pelos adoradores e defensores do povão, mas detestam os seus gostos culturais.

      Na verdade, os “intelequituais” esquerdotralhas gostam mesmo é de Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil, Milton Nascimento, Wagner Tirso, etc., ou seja, é a preferência das eLLites.

      Reparem que os artistas citados acima continuaram apoiando os Petralhas, mesmo com mensalão, petrolão, eletrolão, pixuleco, dolar na cueca e o que mais vier.

      Os “intelequituais” não desconfiam que ser brega é continuar petista ou filopetista.

  5. - IP 177.17.201.251 - Responder

    A música que os petistas gostam (Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e os demais da turma) é a trilha sonora da corrupção do PT.

  6. - IP 201.3.25.205 - Responder

    É verdade. Não querem pensar. Logo, não existem! O que é pior: não querem saber de ler. Mas comparecem em massa ao show brega de qualquer brega com cabelos ouriçados, usando roupas rotas e cantando músicas sem o menor sentido. É preciso aprimorar o gosto.

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