Apesar do alerta da professora Helena Bortolo, escolas de Cuiabá continuam infestadas de pombos. Fezes de pombos provocam cegueira

Saúde em risco
Escolas continuam infestadas por pombos

Esforços para conter proliferação das aves se revelam inúteis. Escolas são abrigos preferenciais e colocam a saúde de alunos e professores em risco.

Aline Coelho da Costa
TURMA DO EPA

Apesar de apenas algumas escolas de Cuiabá terem sido identificadas pela presidente da subsede do Sintep em Cuiabá, Helena Bortolo, como infestadas por pombos, o caso de cegueira de um professor causado a cinco anos pela inalação das fezes da ave demonstra que o descaso com o problema não é de hoje.

“Eu sabia que os pombos transmitiam doenças, mas não imaginava o estrago que ele era capaz de causar. Agora eu tento salvar a vida de outras pessoas. Quem me conhece não chega nem perto dos pombos, porque sabe os riscos que eles representam”, desabafa Luciano Marcelo de Campos, professor de educação física que ficou cego há cinco anos após contrair a meningite criptocócica inalando fungos presentes nas fezes da ave.

O educador trabalhava há 12 anos na Escola Estadual Adalgisa de Barros, no Centro de Várzea Grande quando adoeceu e diz que sempre via a quadra daquela e de outras escolas infestadas de pombos. “Todo mundo corre o risco e sabe disso, mas ninguém liga”, afirma.

Apesar de todos os meios indicados pela Zoonoses para conter a infestação de pombos nas escolas públicas, estaduais e municipais, de Cuiabá – especialmente nas áreas abertas – como o uso de telas em janelas, o borrifamento do repelente, o CD com sons de gavião (predador natural da ave), fogos de artifício e até espantalhos não terem surtido efeito, o professor apresenta uma possível solução para esse problema nas escolas : a educação.

“Às vezes os adultos ensinam as acrianças a alimentar essas aves ignorando o risco que elas apresentam a saúde. Além disso, as escolas não ensinam uma coisa básica, jogar o lixo no lixo. As crianças jogam o pacote de salgadinho, ou o resto da merenda em qualquer lugar, o que serve de alimento para os pombos”, completa.

Diagnóstico

Campos ainda destaca a dificuldade em diagnosticar a meningite e conta que só descobriu o que era após um exame na medula óssea.

“A doença é rápida, porque o fungo vai para o sistema circulatório, em 20 dias eu já estava em estado gravíssimo e se não fosse esse exame complexo que retira um líquido da medula os médicos não descobririam o que eu tinha. Pensando assim, quantas pessoas não morreram sem diagnóstico?”, indaga.

Apesar de se considerar sortudo por ainda estar vivo ele conta que foram dois anos de tratamento médico, ainda na cadeira de rodas, e mais oito meses no Centro de Apoio Pedagógico Especializado para que pudesse conquistar novamente a sua independência

Categorias:Direito e Torto

1 Comentário

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  1. - IP 189.126.30.196 - Responder

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