ANTONIO PACHECO: O FMI anunciou que reviu para baixo a projeção de crescimento da economia global que era acima de 3,5%, mas que agora, deve ficar entre 3% e 3,2% com viés de queda ainda maior. É para se desesperar? Ainda não, por enquanto. Nesse cenário, a presidente Dilma Rousseff terá que mostrar, mais que nunca, seu famoso talento de “gerentona”. Acabou a vida boa

A presidente Dilma e o ministro da Fazenda Joaquim Levy

A presidente Dilma e o ministro da Fazenda Joaquim Levy

 

Acabou a vida boa
ANTONIO P. PACHECO

As medidas de ajuste econômico anunciadas neste recomeço do governo da presidente Dilma dão uma medida do que será 2015: um ano de arrocho e queda no padrão de vida das classes B e C. É nesta faixa social que está a maioria das família que ascendeu economicamente nos primeiros 12 anos de gestão petista. Ou seja, acabou a vida boa para quem só consumiu e não poupou nada, como eu e a maioria dos brasileiros que não tem o hábito de poupar.

Culpa do PT? Também, mas não só. O desempenho da economia mundial está péssima. O FMI anunciou que reviu para baixo a projeção de crescimento da economia global que era acima de 3,5%, mas que agora, deve ficar entre 3% e 3,2% com viés de queda ainda maior. É para se desesperar? Ainda não, por enquanto.

No Brasil, os indicadores macro-econômicos ainda são sólidos, as reservas cambiais são fortes e há ainda um empuxo no consumo que garante um “fôlego” ao crescimento da economia interna, ainda que pequeno. As medidas de ajuste econômico já anunciadas, que vão gerar economia nos gastos públicos federal e produzir receita adicional reforçam estas bases.

No curto prazo, pode-se dizer que o governo brasileiro está fazendo sua parte para o país encarar a desaceleração da economia mundial. Mas, no médio e longo prazo, será preciso novas medidas.

O Governo Federal terá adotar, ainda no primeiro trimestre, medidas que venham a estimular a iniciativa privada a fazer investimentos, melhorar sua produtividade e competitividade e a indústria e os exportadores a serem mais agressivos.

E em segundo lugar, o governo terá que reduzir, e já, seu custo operacional, as despesas correntes e ampliar os investimentos. Do contrário, estes primeiros esforços e sacrifícios à custa do contribuinte será inútil.

Nesse cenário, a presidente Dilma Rousseff terá que mostrar, mais que nunca, seu famoso talento de “gerentona” e alguma habilidade política para escapar das chantagens do PMDB e dos nanicos fisiológicos que formam a sua base de sustentação no Congresso Nacional.

Em fim, para o cidadão comum, como você e eu, este começo de 2015 está sendo um sufoco – e não apenas por causa do calorão abrasador desse verão escasso em chuvas e de seca atípica – para aquela senhora que ocupa o Palácio do Planalto então, está sendo com certeza, uma fogueira infernal.

antonio pacheco

ANTONIO P. PACHECO é jornalista em Cuiabá

Categorias:Nação brasileira

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