PREFEITURA SANEAMENTO

Antes, Operação Zelotes focava em máfia criada para abater dívidas de grandes empresas – como RBS (Rede Globo), Banco Safra, Santander, Camargo Corrêa – com a Receita. Agora, pautada pela mídia golpista, dá um cavalo de pau e passa a apurar suposta – e mal explicada – compra de MP no governo Lula. E, repetindo a cantilena de todo santo dia, sai a caça do filho do Lula e do seu fiel aliado, Gilberto de Carvalho. Juíza no DF mandou apreender até utensílios domésticos em empresa do Lulinha. É assim que se alimenta, cotidianamente, o ódio ao PT no esforço midiático para derrubar pesquisas que mantém forte cacife eleitoral do presidente Lula. LEIA A DECISÃO

Juiza federal Célia Ody Bernardes manda recolher até de utensílios domésticos em empresa de filho do presid… by Enock Cavalcanti

Zelotes sai do encalço do poder econômico para perseguir filho de Lula

, no GGN JORNAL

Antes, operação focava em máfia criada para abater dívidas de grandes empresas – RBS (Rede Globo), Banco Safra, Santander, Camargo Corrêa com a Receita. Agora, pautada pela mídia, apura uma suposta – e mal explicada – compra de Medida Provisória no governo Lula


Jornal GGN – Deflagrada em março deste ano, a Operação Zelotes já chegou a ser classificada como o oposto da Lava Jato: não tinha recursos para força-tarefa, nem juiz federal despachando na velocidade de Sergio Moro, ou o volume de delações premiadas e vazamentos seletivos, tampouco uma lista com mais de 50 políticos implicados publicamente em esquemas de desvio de dinheiro público. Consequentemente, não sentia o impacto da espetacularização dos fatos.

Mas há semanas alguns fatores mudaram, e o principal deles é que o foco da operação saiu do encalço de grandes grupos econômicos – como Rede Globo, bancos e empreiteiras – e de políticos já protegidos pelo foro privilegiado, e passou a perseguir empresas de membros da família do ex-presidente Lula (PT). Foi o suficiente para transferir a Zelotes das tímidas páginas de jornais da mídia impressa, para os espaços de destaque, aqueles destinados às denúncias bombásticas, mesmo que vazias.

Foi o que aconteceu na manhã desta segunda-feira (26), quando a Polícia Federal, a Receita Federal e o Ministério Público Federal deflagraram a terceira fase da Zelotes – que nada tem a ver com a origem da investigação, que começou desbaratando uma máfia instaurada no Carf (Conselho Administrativo de Recursos Fiscais) para abater dívidas de grandes empresas com a Receita Federal, em troca de pagamento de propina a agentes públicos.

Após a publicação de uma reportagem do Estadão, denunciando uma suposta “compra” de Medida Provisória no governo Lula, a PF recebeu autorização para fazer busca e apreensão em duas empresas de Luís Cláudio Lula da Silva: a TouchDown Promoção de Eventos Esportivos e a LFT Marketing Esportivo.

O desvirtuamento da Zelotes foi apontada pela defesa do filho de Lula, em nota enviada à imprensa, na tarde de hoje. Nela, o advogado Cristiano Zanin Martins sustenta que a busca e apreensão na TouchDown foi “despropositada”, uma vez que a empresa que “organiza o campeonato brasileiro de futebol americano (…), uma atividade lícita” está fora do âmbito da operação. Além disso, segundo o informe, a associação da LFT Marketing à “compra” mal explicada de uma MP no governo Lula não se sustenta nem mesmo na reportagem publicada pelo Estadão.

Da denúncia contra o filho de Lula

No radar da PF e do MPF estão informações que constam em reportagem publicada em 1º de outubro, indicando que, em 2009, empresas do setor automobilístico contrataram escritórios de assessoria empresarial e jurídica para fazer lobby no Congresso e junto ao governo Lula, com vistas à aprovação da MP 471. A medida provisória prorrogaria, por mais cinco anos, benefícios fiscais da ordem de R$ 1,3 bilhão por ano a montadoras, nas regiões Nordeste, Centro e Norte do País. O montante envolvido nesse suposto esquema era da ordem de R$ 36 milhões.

Dando nomes aos bois, estão “implicados” na história a MMC Automotores (representante da Mitsubishi) e o Grupo CAOA (Ford, Hyundai e Subaru), que contrataram o “consórcio” formado pelos escritórios SGR (do empresário José Ricardo da Silva) e Marcondes & Mautoni (Mauro Marcodes) para destravar a MP 471.

A reportagem do Estadão insinua que, dois anos após a aprovação da MP, a LFT, criada pelo filho de Lula naquele ano (2011), recebeu R$ 2,4 milhões da Marcondes & Mautoni. O dinheiro seria, pelas suspeitas das autoridades da Zelotes, pagamento indevido pelo lobby da MP 471. A defesa de Luís Cláudio explicou que os recursos estão ligados à contrato de prestação de serviço na área de marketing.

Na matéria do Estadão, há trechos de um e-mail que serviria de “prova” do pagamento de vantagens indevidas. “Mensagens trocadas entre os envolvidos mencionam a oferta de propina a agentes públicos para viabilizar o texto” da MP. Deputados, senadores e gente do “governo, PT” estariam “envolvidos” no esquema. Mas nenhum nome de político foi revelado. E mais: a MP foi aprovada por acordo de líderes, por unanimidade, deixando a seguinte questão não respondida: quem pagaria para aprovar uma MP que era bem vista até entre lideranças do DEM e do PSDB?

A MMC e a CAOA admitiram que atuaram junto ao governo em causa própria (lobby) contratando os serviços da Marcondes, mas não para comprar medidas provisórias. A Marcondes e a SGR, por sua vez, admitiram que atuaram para emplacar a MP, mas não com uso de corrupção. Consta, inclusive, na reportagem do Estadão que a MMC não participou do “acerto” para pagamento de propina, diferentemente da CAOA e da Marcondes, que teriam “recuado” e faltado com o “compromisso”. Ou seja: não há provas de pagamento, nem de que todas as partes sabiam do suposto esquema.

Na reportagem, sequer ficou claro quais as intenções da PF e do MPF com a empresa SGR, de José Ricardo da Silva. Para criar algum vínculo com o governo Lula, o Estadão apenas escreveu que José Ricardo, ex-conselheiro do Carf, tem relações de “parceria com o lobista Alexandre Paes dos Santos (APS)”, “ligado à advogada Erenice Guerra, secretária executiva de Dilma [Rousseff] na Casa Civil quando a MP foi discutida.” O jornal também observou que a MP, antes de ir à sanção presidencial, passou pelas mãos de Dilma, então ministra.

Nesta terceira fase da Zelotes, foram presos “José Ricardo da Silva, em sua casa em Brasília, e o consultor Mauro Marcondes. Há também um mandado contra Cristina Marcondes, mulher de Mauro Marcondes. O dono da CAOA, Carlos Alberto Oliveira Andrade, foi alvo de mandado de condução coercitiva”, entre outros atores envolvidos no “lobby”, segundo informou o Estadão.

Da aprovação da MP

Além do súbito interesse da mídia na Zelotes, outra questão pouco explorada é a origem da MP 471. No mesmo dia em que o Estadão publicou a denúncia de “compra” de MP envolvendo a empresa do filho de Lula, o líder do PSDB na Câmara, Carlos Sampaio, informou que pediria às autoridades competentes uma investigação sobre o caso. Sem citar, claro, uma única palavra sobre a participação dos tucanos na aprovação da proposta, em 2009.

Para começar, a MP prorroga um pacote de incentivos fiscais que foi criado no governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB), em 1999. Nos registros do Senado, consta como fruto de uma batalha de anos do então senador Antônio Carlos Magalhães. Foi com a isenção a montadoras que a indústria automobilística desembarcou na Bahia, Estado que governou em três mandatos.

Em 2009, ACM Junior, à época no DEM, comemorou a prorrogação assinada por Lula, assim como Arthur Virgílio (PSDB). Para o tucano, a MP de Lula era um motivo para fazer o Brasil “feliz”, pois mantinha as portas abertas para que as riquezas do País não fossem produzidas apenas nas regiões Sul e Sudeste. José Agripino (DEM) e Tasso Jereissati (PSDB) também elogiaram a MP 471.

Lideranças de oposição ao governo do PT, falando de uma MP que foi aprovada por acordo de lideranças, por unanimidade.

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O esforço é sempre o mesmo: tentar arrancar o carinho por Lula do coração do povo trabalhador brasileiro

O esforço é sempre o mesmo: tentar arrancar o carinho por Lula do coração do povo trabalhador brasileiro

ENTENDA O CASO

PF deflagra nova fase da operação zelotes em três estados e no Distrito Federal

A Polícia Federal deflagrou nesta segunda-feira (26/10) uma nova fase da operação zelotes, que investiga venda de decisões no Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf). O lobista Alexandre Paes dos Santos e o ex-conselheiro do Carf José Ricardo da Silva foram presos preventivamente.

Ao todo estão sendo cumpridos 33 mandados judiciais, sendo seis de prisão preventiva, 18 de busca e apreensão e nove de condução coercitiva nos estados de São Paulo, Piauí e Maranhão e no Distrito Federal.

A empresa de marketing esportivo LFT, do filho do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Luis Claudio Lula da Silva, foi um dos locais onde houve busca e apreensão. Segundo as investigações, a LFT tem ligação com a Marcondes & Mautoni Empreendimentos, onde também houve busca e apreensão.

Lulinha, como é conhecido, já havia pedido vista dos autos, para entender o que motivou o mandado de busca e apreensão na empresa, mas não conseguiu acesso ao material usado para justificar a medida. Seu advogado,  Cristiano Zanin Martins, afirma que as empresas de Luis Claudio, LFT e a Touchdown, “não têm qualquer relação, direta ou indireta, com os fatos investigados no âmbito da chamada operação zelotes”.

A operação zelotes começou no dia 26 de março deste ano e esta nova etapa aponta que um consórcio de empresas, além de promover a manipulação de processos e julgamentos dentro do Carf, também negociava incentivos fiscais a favor de empresas do setor automobilístico.

“As provas indicam provável ocorrência de tráfico de influência, extorsão e até mesmo corrupção de agentes públicos para que uma legislação benéfica a essas empresas fosse elaborada e posteriormente aprovada”, informou a Polícia Federal. Os crimes investigados incluem tráfico de influência, corrupção passiva, corrupção ativa, associação criminosa, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Na semana passada, a Corregedoria-Geral do Ministério da Fazenda abriu o primeiro processo administrativo disciplinar para apurar responsabilidade funcional de um envolvido na operação zelotes. A pasta não informou o nome do conselheiro investigado.

Leia a nota enviada à ConJur pelos advogados de Lulinha:

Os advogados da Touchdown Promoção de Eventos Esportivos Ltda. e da LFT Marketing Esportivo protocolaram pedido de vista dos autos para ter conhecimento do teor das investigações que motivaram o mandado de busca e apreensão, cumprido na manhã de 26/10 na primeira empresa citada.

Até o momento, contudo, não houve acesso ao material usado para justificar a medida, o que impede que a defesa possa exercer o contraditório e tomar as medidas cabíveis. Causa estranheza a alegação de posse de cópia dos autos por parte da imprensa, considerando que o processo tramita sob segredo de justiça.

Reiteramos que tal busca revela-se despropositada, na medida em que as citadas empresas não têm qualquer relação, direta ou indireta, com os fatos investigados no âmbito da chamada operação zelotes.

A Touchdown organiza o campeonato brasileiro de futebol americano — torneio que reúne 16 times, incluindo Corinthians, Flamengo, Vasco da Gama, Botafogo, Santos e Portuguesa. É uma empresa ligada ao esporte, que não tem e jamais teve qualquer demanda junto ao Carf.

Da mesma forma, a LFT Marketing Esportivo, constituída em 2011 por Luís Cláudio Lula da Silva, não tem e jamais teve qualquer interesse defendido perante o Carf.

Cristiano Zanin Martins

Com informações da Agência Brasil e da Assessoria de Imprensa da Polícia Federal.

*Texto alterado às 19h37 do dia 26 de outubro de 2015 para acréscimos.

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SEM RESTRIÇÕES
Juíza determinou apreensão até de utensílios domésticos em empresa de Lulinha

Ao autorizar busca e apreensão na empresa Touchdown, de Luis Claudio Lula da Silva, filho do ex-presidente Lula, a juíza Célia Regina Ody Bernardes determinou que fossem apreendidos de correspondências a “utensílios domésticos de grande valor”. A substituta na 10ª Vara Federal do Distrito Federal listou ainda joias, obras de arte, dinheiro em espécie, cheques, smartphones e computadores.

Lulinha já havia pedido vista dos autos, para entender o que motivou o mandado de busca e apreensão na empresa, mas não conseguiu acesso ao material usado para justificar a medida. Seu advogado, Cristiano Zanin Martins, afirma que as empresas de Luis Claudio, LFT e Touchdown, “não têm qualquer relação, direta ou indireta, com os fatos investigados no âmbito da chamada operação zelotes”.

 

FONTE CONSULTOR JURÍDICO

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GILBERTO CARVALHO: ‘QUERO QUE COMPROVEM QUE RECEBI UM TOSTÃO’

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Ex-chefe de gabinete do ex-presidente Lula, Gilberto Carvalho se diz indignado em ver seu nome citado na Operação Zelotes e adianta que desafia quem quer que seja a provar que ele tenha recebido recursos ilicitamente no período em que trabalhou no Palácio do Planalto; “Nunca recebi dinheiro nenhum. Eu tenho uma chácara, um apartamento para pagar em vinte anos e uma filha falida, a quem tenho de ajudar. Estão fazendo meras e tristes interpretações. Quero que comprovem se recebi um tostão”, afirmou; ele argumenta que as MPs não passavam por sua alçada, tanto na gestão Lula quanto durante o governo Dilma

247 – Ex-chefe de gabinete do ex-presidente Lula, Gilberto Carvalho se diz indignado em ver seu nome citado na Operação Zelotes e adianta que desafia quem quer que seja a provar que ele tenha recebido recursos ilicitamente no período em que trabalhou no Palácio do Planalto.

“Nunca recebi dinheiro nenhum. Eu tenho uma chácara, um apartamento para pagar em vinte anos e uma filha falida, a quem tenho de ajudar. Estão fazendo meras e tristes interpretações. Quero que comprovem se recebi um tostão”, afirmou.

Carvalho admite que conhece um dos suspeitos presos pela Polícia Federal: Mauro Marcondes, sócio da empresa Marcondes e Mautoni Empreendimentos, mas diz que nunca o encontrou fora do gabinete. “Quando era chefe de gabinete, eu o recebia para tratar de temas relativos a ele ter uma audiência com o presidente Lula. Vinha demandar interesses do setor automobilístico, algo normal. Nunca o encontrei fora do meu gabinete”, disse.

Carvalho afirma que Mauro Marcondes conhece Lula de longa data, já que o empresário negociava com o ex-presidente desde a época em que Lula era metalúrgico. Segundo o ex-ministro, Marcondes atuava em nome da indústria nas conversas com os sindicalistas. “Era um cara que Lula conhecia bastante. Agora, não sei se eram amigos, de frequentar a casa. Isso eu não sei”, afirmou Carvalho.

Ele confirma que, num dos encontros, em 2013, Marcondes pediu que Carvalho ajudasse na renovação da medida provisória que concedia benefícios à indústria automotiva. “Eu disse que não era da minha área e que poderia ver se o ministro Guido (Mantega, da Fazenda, à época) poderia recebê-lo, mas confesso que esqueci (de fazer o contato) e depois soube que ele já estava negociando na Fazenda”, conta.

Ele argumenta que as MPs não passavam por sua alçada, tanto na gestão Lula quanto durante o governo Dilma.

De acordo com Carvalho, que prestou depoimento à Polícia Federal pela manhã, a delegada o perguntou se já havia recebido algum presente de Marcondes. “Na hora, graças a Deus, eu lembrei: quando adotei minhas duas filhas, em 2009, ele enviou duas bonecas para elas. Pelo que entendi, elas não tinham valor nenhum”, diz o ex-ministro. Ele sustenta ainda que os investigadores fazendo acusações sem provas. “Eles pegaram esse papeis (em apreensões), sem terem falado comigo, e fizeram determinadas interpretações”, acusou.

Cita, por exemplo, que um determinado bilhete apreendido pela PF citava uma reunião com Gilberto Carvalho. “Nessa data que diz o bilhete eu estava com o Lula em Roma”, afirmou.

5 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Com o LuLLa e LuLLinha não podem mexer.

    Porque com petista não pode!

  2. - IP 191.33.164.8 - Responder

    Ue’,nao era o Sergio Moro que e’ tendencioso?Kkkkkkkkkkkkkllllll

  3. - IP 189.59.69.195 - Responder

    A dupla de covardes cagões, que faz calúnia sem se identificar, está sempre a postos para defender, a Globo, o Moro de Guatânamo, a Veja, e as sinecuras das quais vivem.
    Nada fala dos 11 milhões da RBS…
    Filhos da Puta!

    • - IP 177.41.81.220 - Responder

      Voce é um perturbado mental,Ademar,precisa mais do que nunca de uma masturbação para tirar esse demônio que habita em vce.Sai capeta!

  4. - IP 177.3.227.45 - Responder

    Oque realmente me causa asco , é ver que todo dia alguma coisa envolvendo os lullas e o pt aconteçe – geralmente envolvendo a lei – e ainda assim todo dia os militontos vem com a cantilena de ” midia golpista”.
    Ou é muita idiotice , ou é muita vontade que não seja verdade.
    Isso me lembra uma conversa que tive com um certo eleitor do deputado-preso-usuário de tornozeleira. o eleitor dizia que o outrora poderoso deputado era um perseguido por ” trabalhar demais pelo MT ” .
    Outro dia encontrei o eleitor e perguntei sobre seu deputado ; ele desconversou sem graaaaaaaça………..
    Ele aparentemente se libertou ; já os defensores do pt…………..

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