Dinheiro que falta na Saúde, alimenta mordomia dos caititus

 

Na análise de Antero, a revelação de que a Assembleia Legislativa, sob o comando do superprocessado deputado Riva, se transformou no maior sumidouro de dinheiro público em Mato Grosso. E, pelo que sabe dos processos do MP contra Riva e outros caititus, pode-se falar em sumidouro oficial e clandestino

 

Vejam como andam os podres poderes, em Mato Grosso. Desgovernador por políticos como Riva e Silval, vê-se o setor da Saúde recebendo recursos cada vez mais minguados, enquanto a farra escandalosa de gastos na Assembleia Legislativa só faz aumentar. Enquanto o dinheiro da Saúde some, caititus comandados por Riva, tiveram um reforço de caixa de R$ 160 milhões. Quem é que vai parar com isso? Confira as revelações do Antero. (EC)

Casa da Gastança

POR ANTERO PAES DE BARROS

Os acontecimentos políticos desta semana foram bastante esclarecedores para a população entender que estamos longe, muito longe, de chegar a uma solução de consenso sobre os problemas de saúde no Estado e nos municípios. Coube ao prefeito Mauro Mendes, em reunião na AMM, demonstrar o quanto os municípios são penalizados na organização do sistema de saúde.

Pomposamente, acreditando estar dando uma boa notícia aos prefeitos, o secretário Mauri Lima anunciou que neste ano existe o compromisso do governador Silval Barbosa em liberar R$ 77 milhões para a atenção básica à saúde em todos os municípios. O secretário acreditava que ele estava anunciando uma conquista de R$ 77 milhões por ano, a serem rateados entre todos os municípios. Não era! O anúncio na prática significa um corte de mais ou menos R$ 80 milhões de reais, comparado com o que o Estado já vinha praticando, desde a gestão de Blairo Maggi.

O prefeito Mauro Mendes traduziu a indignação dos gestores municipais. “Não podemos aceitar esse acordo”. Essa lei foi aprovada pela Assembleia no final do ano passado e retira recursos da saúde. Quase 100 milhões. Os deputados estaduais liderados por Riva estão defendendo a seguinte tese: “O Estado passava os mais de R$ 156 milhões, mas fazia isso por uma generosidade e nós criamos com a lei a obrigação de repassar os R$77 milhões”. Esse o equívoco da argumentação de Riva e de outros deputados. Pode até existir boa intenção, mas o equívoco é flagrante.

Ora, os próprios deputados reconhecem que desde o governo Blairo Maggi os recursos vêm sendo transferidos aos municípios. Portanto, os municípios já contam com esses recursos para fazer frente aos problemas de saúde que enfrentam. Dizer agora que o Estado passava, mas não existia a obrigação legal e com a criação da lei estão oficializando a obrigação, só que com menos recursos e pretender contabilizar isso como conquista, é um grande engano.

Os próprios deputados sabem que, mesmo passando esses recursos, a saúde deve ser a principal prioridade deste Estado. Temos um péssimo atendimento no interior e um precário atendimento em Cuiabá. Se com esses recursos para a atenção básica sendo repassados, – embora sem obrigação legal – a situação já está difícil de administrar, reduzi-los à metade não pode ser uma solução razoável. Aliás, é péssima. Melhor ainda, não é solução.

Os parlamentares, ainda que estivessem com boas intenções, criaram um problema e expuseram o poder. Fica difícil imaginar que eles não tenham serenidade e humildade para retroceder e conceder esses novos patamares reclamados. Com isso, a situação da gestão da saúde continuará difícil. Sem isso, os parlamentares e o governador serão responsabilizados sozinhos pelo caos. Esta é a realidade política.

Os deputados perdem razão, quando a população descobre que a lei orçamentária deste ano aumentou de R$ 346 milhões o repasse para a Assembleia para mais de R$500 milhões por ano. Pelo que se sabe, em 2012 a Assembleia tinha 24 deputados e continua com o mesmo número de parlamentares em 2013. Nada justificaria os R$160 milhões a mais para o parlamento. Como é que politicamente eles vão sustentar esse debate de cortar R$ 80 milhões da atenção básica da saúde nos municípios, ao mesmo tempo em que se autoconcedem aumentar R$ 160 milhões para eles mesmos? Não é preciso aprofundar para reconhecer que esse debate eles já perderam antecipadamente.

A solução mais simpática para a Assembleia, já que não tem o que fazer com tanto dinheiro: retira os R$80 milhões por ano do Poder Legislativo e atende a saúde. É mais justo!

Ainda assim, o Legislativo continua sendo uma casa da gastança.

 

* ANTERO PAES DE BARROS é radialista, jornalista e advogado. Foi vereador, deputado constituinte e senador da República. Escreve aos domingos no Diário de Cuiabá e diariamente no blogdoantero.com.br

5 Comentários

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  1. - IP 177.65.157.15 - Responder

    É incrivel o poder que a assembleia tem sobre o govrno do estado. Que a saúde n]ao é prioridade desse governo todos nós sabemos, o que nã sabíamos, é esse monstruoso orçamento que a assembléia legislativa tem. Por isso é que gastaram R$ 12,7 milhões em combustível em 2011, e o que é mais incrivel, nenhum grande veiculo de comunicação deu essa noticia.
    Esse reajuste de orçamento da asembléia em detrimento sa saúde, tem que ser levado ao conhecimento de toda a sociedade e debatida pelas entidades de classes. Até quando o governador será subserviente dessa casa e leis?
    Aliáis, para que serve mesmo um deputado?

  2. - IP 186.198.91.229 - Responder

    Isso é muito grave! Uma pena que a grande mídia não aborda isso com a atenção que merece.

  3. - IP 177.201.98.35 - Responder

    O povo de MT tem mesmo é que se lascar , afinal quem é que elege esse riva ( minusculo mesmo) ???? E os outros caititús oque fazem ?????
    Como pode um prédio abrigar tanta gente recebendo salários ( entre vivos e almas do outro mundo)???? E consumir tantos milhoes , que faltam à saúde , educaçào e outras necessidades primárias do povo???
    Como pode um deputado ter a seu serviço 42 automóveis????
    Onde está o povo que não vai à assembleia protestar , xingar , cuspir , nessa gente escrota que trata o povo de MT como estúpidos ??????

  4. - IP 177.64.229.220 - Responder

    Até teria credibilidade o referido artigo senão tivesse sido escrito pelo Antero. Logo o Antero vir falar de caititus??? Ah vá!!!!

    • - IP 177.4.182.148 - Responder

      PUTZZZZZ ….. Se a credibilidade em Antero não lhe serve,para acreditar no que ele claramente expôs, Se não lhe serve para se indignar, Acompanhe então as ações do ministério Publico sobre o assunto. Ou apenas acompanhe o que está acontecendo nos municípios. Participe de ao menos uma reunião do conselho Estadual de Saúde….. Tenho certeza que vc faria um artigo com muito mais coisas além do que o Antero escreveu.. Não minimize o problema por convicções politicas…. O problema é grave.

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