ALFREDO MENEZES, meio enviezadamente, aponta falta de esclarecimentos por parte da mídia regional: “Não se cobra o que aconteceu antes e nem se sabe de resultados. Um desses casos foi o dos remédios vencendo na Farmácia de Alto Custo. Fez-se um barulho danado, o governo criou uma auditoria e ninguém sabe o que houve. O Tribunal de Contas aprovou as contas do Governo Silval de 2014. Naquela aprovação apareceu a informação de que aquele governo deixara 377 milhões de reais em caixa. A Secretaria de Fazenda contestou essa informação. O assunto, quente por um momento, sumiu da mídia. Cadê os dois centros de treinamentos para a Copa de 2014? E o aeroporto? Nem se fala no VLT”

Alfredo Menezes, analista político da Centro América FM e de A Gazeta

Alfredo Menezes, analista político da Centro América FM e de A Gazeta

Cadê?

ALFREDO MOTA MENEZES

Alguns assuntos aparecem, dominam as conversas, logo surgem outros e esquece-se dos mais antigos.

A mídia, como não pode ficar num assunto só o tempo todo, ao destacar os novos temas, deixa os mais antigos para trás, e a população também muda para os acontecimentos novos.

E não se cobra o que aconteceu antes e nem se sabe de resultados.

Um desses casos foi o dos remédios vencendo na Farmácia de Alto Custo. Fez-se um barulho danado, o governo criou uma auditoria e ninguém sabe o que houve.

Compraram em novembro de um ano uma quantidade enorme de medicamentos para Aids que venceria em fevereiro do outro ano ou três meses depois.Quando se descobriu foi um alvoroço.

A pergunta é: cadê o resultado da tal auditoria? O governo atual deveria dá publicidade ao resultado daquele trabalho se, claro, ele foi mesmo feito no governo Silval. “Alguns assuntos aparecem, dominam as conversas, logo surgem outros e esquece-se dos mais antigos. A mídia, como não pode ficar num assunto só o tempo todo, ao destacar os novos temas, deixa os mais antigos para trás, e a população também muda para os acontecimentos novos”

No momento se tem outros casos e assuntos que tiveram enormes repercussões e que já foram suplantados por outros temas.

Alguns deles:

O Tribunal de Contas aprovou as contas do Governo Silval de 2014. Naquela aprovação apareceu a informação de que aquele governo deixara 377 milhões de reais em caixa. A Secretaria de Fazenda contestou essa informação.

O assunto foi para a Comissão de Fiscalização Orçamentária da Assembleia Legislativa. Ali deveria nomear um relator para que seu parecer fosse levado a plenário para votação.Ninguém nem sabe se o relator foi nomeado.

O assunto, quente por um momento, sumiu da mídia e das conversas das pessoas.

A Assembleia Legislativa criou três CPIs ao mesmo tempo: uma da Copa, outra das OSS na saúde e mais uma sobre os incentivos fiscais.

Todas começaram com fanfarras. Daqui a pouco não se fala mais em nenhuma delas. Ninguém sabe se as mesmas estão ou não realizando trabalhos internos ou técnicos.

Se estiverem seria interessante mostrar isso para a sociedade porque aqui fora se fala que serão mais três CPIs que terminariam como terminaram todas as outras que foram realizadas naquela casa nos últimos anos.

Outro enorme falatório foi sobre a construção do Hospital Júlio Muller ali na estrada para Santo Antonio. Descobriu-se que a empresa só havia construído 11% da obra. E essa parte construída está toda deteriorada. Foi outro alvoroço.

A obra tinha 60 milhões do Estado e outro tanto do governo federal. Está parada e ninguém sabe o que aconteceu coma construtora.

A obra vai continuar ou vai virar outro esqueleto como foi o caso do Hospital Central nunca concluído?

Cadê os dois centros de treinamentos para a Copa de 2014? E o aeroporto? Nem se fala no VLT.

Cada assunto desses fica na fala do povo e na mídia por um tempo e depois vamos todos falar do próximo caso.
ALFREDO DA MOTA MENEZES é historiador e analista político em Cuiabá.
pox@terra.com.br

2 Comentários

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  1. - IP 177.164.88.3 - Responder

    Boa, Alfredo! Meteu o dedo na ferida, direitinho. O governo Silval, assim como ele próprio, parece gozar de uma certa proteção por parte da imprensa e do próprio MPE, que não é capaz de denunciá-lo em nenhum escândalo da sua gestão. Aliás, no caso dos remédios, obtidos com verba federal, o MPF também parece fazer vistas grossas. Com a palavra, ALGUÉM!…

  2. - IP 177.64.243.192 - Responder

    Ótima matéria ! Poderia a Engeglobal se pronunciar

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