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ALEXANDRE APRÁ: A fraude que é (e sempre foi) o senador cassado José Medeiros

ALEXANDRE APRÁ POR ALEXANDRE APRÁJornalista, diretor do blog Isso É Notícia

Quem é atento ao debate político, não tinha dúvida: José Medeiros é uma fraude em pessoa.

Nesta semana, o senador pelo Podemos de Mato Grosso, suplente do ex-senador Pedro Taques (PSDB), foi cassado pelo Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso (TRE-MT), por conta da fraude na ata de registro de candidatura.

Medeiros, que antes do cargo era um ilustre desconhecido, ficou “famosinho” por polemizar na internet, pelo Twitter. Veio da geração “Vandoni”, de “blábláblá” digital falso moralista.

A conclusão do TRE é que a fraude na ata, em verdade, foi para beneficiar Medeiros, colocando-o como primeiro suplente e o empresário Paulo Fiuza, que deveria ser o primeiro, como segundo.

Uma espécie de golpe de adolescente que frauda o RG para ir à balada.

Medeiros é funcionário de carreira da Polícia Rodoviária Federal. Mas, pelo que se apura, não trabalhou muito e praticamente não é conhecido nem reconhecido por seus colegas patrulheiros.

José Medeiros e Michel Temer: líder e liderado

José Medeiros e Michel Temer: líder e liderado

Ao cair no Senado de pará-quedas, com a posse de Pedro Taques no governo de Mato Grosso, todos pensaram que ele, por ser suplente, seria um político livre de amarras e conchavos, pronto para fazer um mandato em defesa do povo e da sociedade.

Triste ilusão.

Com discurso demagógico de que cresceu na pobreza, sempre se comportou como guacheba dos endinheirados e esteve lado-a-lado a tudo que não presta, desde Magno Malta, Marco Feliciano e Michel Temer.

Era basicamente um “fiscal-suplente-bate-estaca, do baixo clero, da Bancada BBB” (bala, bíblia e boi).

Nas mídias sociais, é um dos que se vangloriam de likes de lunáticos de várias partes do País, denunciando a invasão comunista e coisas afins.

E, no cenário nacional, quis traçar um duelo com políticos muito mais relevantes e conhecidos que ele. No máximo, apresentou denúncias vazias contra colegas de Senado, de esquerda. Todas não deram em nada, como era evidente.

Ora, servindo ao golpe contra o governo popular do PT, ora servindo ao não-menos indecoroso Michel Temer, como seu vice-líder no Senado, em troca de carguinhos irrelevantes ou à turma do agronegócio que “sustenta” o ex-parlamentar na política.

Em sua equipe de trabalho, tinha como principais assessores uma dupla que era conhecida no meio político como “Débi & Lóide”.

Os dois aloprados são o retrato de Medeiros piorado.

Um deles move mundos e fundos para tentar se eleger e vive a atazanar os outros com marcações indecorosas no Facebook e mensagens no Whataspp e ganhou as manchetes de jornais e sites locais por ter apanhado em um velório.

O outro é um conhecido lobista, com pinta de semianalfabeto, que se sustenta se apresentando como “facilitador” de um ou outro membro do Poder Judiciário local.

Para a população, agora com a decisão do TRE, a máscara de Medeiros finalmente caiu.

1 Comentário

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  1. - Responder

    Belo texto Alexandre Aprá, parabens pela lucidez vossa e do Ulisses Rabaneda nesse momento turvo da política.

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