Alberto Cantalice dá lição a parlamentares e demais lideranças petistas, ao encarar de frente e não se dobrar diante dos arreganhos de Reinaldo Azevedo, Marcelo Madureira, Danilo Gentili, Demétrio Magnoli e demais pitbulls da direita na mídia: “Se dependesse dessa turma não haveria a internet, mas apenas as opiniões de seus patrões que eles vocalizam no rádio, na televisão e nos jornais impressos”

CANTALICE AO 247: “NÃO VOU RECUAR A ELES, OS CENSORES”

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Em entrevista ao 247, o vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, reage à crítica de que teria elaborado uma lista negra de nove jornalistas, que seriam os novos “inimigos do povo”; essa relação continha os nomes de Reinaldo Azevedo, Guilherme Fiúza, Lobão, Arnaldo Jabor, Augusto Nunes, Danilo Gentili, Demétrio Magnoli, Diogo Mainardi e Marcelo Madureira; “eles é que se julgam intocáveis, acham que são o quarto poder, que têm o direito de achincalhar, de difamar e querem que todos abaixem a cabeça”; Cantalice diz que um exemplo disso é o que está acontecendo com ele desde que a polêmica começou; “já fui chamado de Goebbels e eu é que deveria processá-los”; leia a íntegra

 

 

247 – O vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, reagiu à onda de ataques que tem sofrido desde um artigo que publicou no 247. Nele, menciona que nove articulistas da mídia familiar – Reinaldo Azevedo, Arnaldo Jabor, Demétrio Magnoli, Guilherme Fiúza, Augusto Nunes, Diogo Mainardi, Lobão, Danilo Gentili e Marcelo Madureira – estimulariam uma discurso reacionário contra o PT e contra políticas sociais, que permitiram a ascensão de uma nova classe média.

Desde então, Cantalice tem sido alvo de inúmeros ataques. Numa interpretação peculiar do artigo, Reinaldo Azevedo leu que o vice-presidente do PT emitia palavras de ordem para os militantes que justificariam até agressões a esses nove personagens. Em seguida, o comparam ao alemão Goebbels, propagandista do nazismo. Hoje, Ricardo Setti, em Veja, o chama de “energúmeno”.

Indignado, Cantalice decidiu reagir. “O comportamento organizado dessa turma só mostra que eu tinha razão”, disse ele ao 247. “Eles agem em bloco para desmoralizar a atividade política e criminalizar o PT. Podem continuar dizendo o que quiserem. Mas não estão acima da crítica. Não são intocáveis, acima do bem e do mal”.

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JANIO REBATE ‘REPÓRTERES SEM FRONTEIRAS’ SOBRE CANTALICE

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Organização refere-se às críticas fortes do vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, a jornalistas antipetistas como uma “tensão entre governo e jornalistas da oposição”; para o colunista Janio de Freitas, Alberto Cantalice não integra o governo e o PT não fala pelo governo; ele atesta que Brasil tem plena liberdade de imprensa

 

 

247 – Em meio à polêmica sobre o artigo de Alberto Cantalice publicado no 247 sobre “a desmoralização dos pitbulls da mídia”, o colunista Janio de Freitas rebate uma posição do Repórteres sem Fronteiras sobre o caso.

A associação internacional refere-se às críticas fortes do vice-presidente do PT, a jornalistas antipetistas como uma “tensão entre governo e jornalistas da oposição”. Janio contesta: ‘Alberto Cantalice não integra o governo. Ainda que um só integrante fosse dado como “o governo”, o que não é raro no jornalismo brasileiro, Cantalice não atenderia a tal papel. O PT, do qual é dirigente, não fala pelo governo. Nenhum fato atesta “tensão entre governo e jornalistas da oposição’.

Ele garante que o nível de liberdade de imprensa no Brasil das últimas décadas não precisa ter nem a mais sutil inveja da liberdade em qualquer país. “E nos dispensa de fingir que não temos fronteiras”

 

FRONTEIRAS

POR JANIO DE FREITAS

A associação internacional Repórteres sem Fronteiras surgiu com propósitos acima de políticas e de ideologias. Nessa linha, realizou importantes trabalhos em defesa de jornalistas e do exercício do jornalismo.

Sua atual atenção recente para a América do Sul tem suscitado algumas curiosidades. Agora mesmo, a respeito de críticas fortes do vice-presidente do PT, Alberto Cantalice, a jornalistas antipetis-tas, Repórteres Sem Fronteiras refere-se à “tensão entre governo e jornalistas da oposição”. Onde e como seria isso?

Alberto Cantalice não integra o governo. Ainda que um só integrante fosse dado como “o governo”, o que não é raro no jornalismo brasileiro, Cantalice não atenderia a tal papel. Quando muito, fala por seu partido. O PT, do qual é dirigente, não fala pelo governo. E, salvo indesculpável desaten- ção minha, nenhum fato atesta “tensão entre governo e jornalis- tas da oposição”.

O nível de liberdade de imprensa no Brasil das últimas décadas não precisa ter nem a mais sutil inveja da liberdade em qualquer país. Temos, sim, repórteres e comentaristas com fronteiras entre si, sejam filosóficas, sejam éticas, sejam outras. Isso atesta a plena liberdade de imprensa. E nos dispensa de fingir que não temos fronteiras.

FONTE FOLHA DE S PAULO

 

 

 

 

2 Comentários

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  1. - IP 177.221.96.140 - Responder

    Jornalista que compactua ou não condena a elaboração, por parte de governistas, de listas de jornalistas dos quais eles discordam são fascistas porque eles estão incentivando a caça às bruxas e a violência contra profissionais e o direito à livre expressão.

    Que espécie de jornalstas são esses??

  2. - IP 177.64.231.180 - Responder

    ORA POIS INDIGNADO, SE VOCÊ NÃO SABE QUE JORNALISTAS SÃO ESSES, LÁ VAI A RESPOSTAS:

    R. JORNALISTAS PETISTA.

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