AINDA HÁ JUÍZES EM BRASÍLIA? – Ministro-poeta do STF, Edson Fachin, tem dúvidas, diz que caso de Silval Barbosa e Marcel de Cursi é complexo, mas cadê que as dúvidas favorecem os réus?! Por decisão do ministro-poeta, Silval e Marcel são mantidos presos. O ministro-poeta que não vacilara no caso do rito do impeachment da nossa presidenta Dilma, vacila então agora, sugere uma decisão colegiada mas vota conforme a atual conjuntura judicial para que a prisão preventiva de Silval e Marcel se prolongue até deus sabe quando. LEIA DECISÕES E PARECER DO MPF

Ministro Edson Fachin, do STF, nega liberdade a Marcel de Cursi by Enock Cavalcanti

Ministro Edson Fachin, do STF, nega liberdade a Silval Barbosa by Enock Cavalcanti

Cláudia Sampaio Marques, do MPF, dá parecer contrário à libertação de Silval Barbosa by Enock Cavalcanti

Luis Edson Fachin

Luis Edson Fachin

Vejam que os habeas corpus impetrados por Silval Barbosa e Marcel de Cursi, através de seus advogados, clamando pela libertação desses dois presos cuiabanos, não resultaram. Mesmo com as dúvidas que o ministro-poeta do Supremo Tribunal Federal, Luiz Edson Fachin, deixa patente nas decisões que exarou, tanto Silval quando Marcel continuam atrás das grades.

Silval Barbosa e Marcel de Cursi, garante o Ministério Público Estadual, fariam parte de suposto esquema que teria lucrado R$ 2,6 milhões, entre 2013 e 2014, por meio de cobrança de propina para a concessão de incentivos fiscais pelo Prodeic (Programa de Desenvolvimento Industrial e Comercial de Mato Grosso). Acusações que, de acordo com o que tem dito, reiteradamente, o advogado Francisco Faiad, não estariam suficientemente provadas, até aqui, no processo manipulado pelo MP, notadamente no que se refere à extrema periculosidade dos réus. Tenho visto algumas manifestações do Faiad nos grupos de Zap zap que frequento e todos nós vimos aquele manifesto dos mais notáveis criminalistas brasileiros com críticas à condução dos processos criminais nestes tempos de Sérgio Moro e de Lava Jato.

A Operação Lava Jato se encontra com a Operação Sodoma e a presunção da inocência, até que venham as provas robustas, pelo que parece, deixou de ser uma garantia fundamental como argumentava e defendia o advogado Paulo Taques naqueles longos arrazoados que escreveu para defender o seu cliente Humberto Bosaipo. E Bosaipo, ao que se saiba, jamais foi submetido a prisão preventiva tão rigorosa. Ou mal me lembro ou o Bosaipo jamais foi submetido a prisão alguma. Só que as teses defendidas por Paulo Taques naqueles tempos gloriosos em que sua banca de advocacia se firmava, parece que perderam força diante da nova conjuntura judicial em que mergulhou o País.  Pior para o Paulo Taques ou pior para o País?

Silval e Marcel estão sob prisão preventiva, no Centro de Custódia da Capital, desde setembro do ano passado. Também foi preso na operação o ex-secretário de Estado de Indústria, Comércio, Minas e Energia, Pedro Nadaf.

Vejam que nas decisões em que negou a soltura de Cursi, o ministro-poeta Edson Fachin aponta que os fatos investigados na Operação Sodoma são complexos quer dizer, dificeis de análisar. Sim, complexos, custosos, complicados. Só que, na minha modesta opinião, o ministro-poeta tentou tirar o corpo fora quanto às prisões, ao que me pareceu. Vejam que o ministro-poeta disse que, caso tenha ocorrido ilegalidade nas prisões, caberá à 1ª Turma analisar durante o exame do mérito do caso. Ora, ora, fica patente que o ministro-poeta agasalhava dúvidas enquanto escrevia, tanto que não foi capaz de um discurso tipo desembargador Alberto Ferreira, aqui em Mato Grosso, cheio de certezas e até algumas duras críticas a Silval e aquele que chama de seu grupo criminoso. Mas por que o ministro não pediu informações, não buscou novos esclarecimentos sobre essas possíveis ilegalidades? Ele acredita, me parece, que a 1ª Turma do STF, também composta pelos ministros Luís Roberto Barroso, Marco Aurélio, Luiz Fux e pela ministra Rosa Weber, há de fazê-lo.

Aliás, observo ainda que, neste julgamento de Silval e Marcel, o ministro-poeta Fachin não ombreou o próprio ministro-poeta Fachin que, quando desafiado a julgar o rito do impeachment da nossa presidenta Dilma, um caso sem dúvida nenhuma mais complexo, mais custoso, mais complicado, não teve dúvidas e validou o rito executado pelo presidente da Câmara Federal, o notório deputado federal Eduardo Cunha. O ministro-poeta que não vacilara no caso do Cunha, então vacila agora, sugere que uma decisão colegiada será mais esclarecedora que seu próprio juízo mas vota conforme a atual conjuntura judicial para que a prisão preventiva de Silval e Marcel se prolongue até deus sabe quando.

Eu diria que complexo, para mim, nesse atual momento, é entender a lógica por trás das decisões do ministro-poeta Edson Fachin. Mas a vida e o julgamento seguem.

————–

ENTENDA O CASO: POR QUE MINISTRO-POETA?

João Bosquo, jornalista e poeta, Luis Edson Fachin, jurista e poeta

João Bosquo, jornalista e poeta, Luis Edson Fachin, jurista e poeta

Fachin e Bosquo já lançaram livro

Eduardo Gomes
DIARIO DE CUIABÁ – 16.4.2015
João Bosco de Almeida Souza, não, que tem um cantor com esse nome. Adote João Bosquo – sugeriu o amigo Luiz Edson. A dica foi aceita e a literatura e o jornalismo ganharam João Bosquo, que rebatizado assinou um livro de poemas seu e do parceiro que o rebatizou. Assim, em 1977, em Curitiba, os dois lançaram “Abaixo-Assinado”, obra poética, com 20 títulos de cada um dos autores.

Ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas de Mato Grosso, João Bosquo é um dos jornalistas mais conhecidos no Estado, com passagens pelos principais jornais, atuação em assessorias e atualmente escreve no Caderno Ilustrado deste Diário. Seu parceiro no livro é o jurista Luiz Edson Fachin, que acaba de ser escolhido pela presidente Dilma Rousseff para a vaga aberta no Supremo Tribunal Federal com a aposentadoria precoce do ministro Joaquim Barbosa, em 2014. Para chegar ao STF, Fachin terá que se submeter a uma sabatina no Senado. A amizade de Fachin com João Bosquo o liga a Mato Grosso. Os dois se conheceram na juventude. O ministro indicado cursava direito em Curitiba, e João Bosquo era estudante do segundo grau. Em 1976, uma poesia do estudante cuiabano foi escolhida a vencedora de um evento literário em Campo Largo (PR). Fachin o procurou e disse que gostou de seu estilo. Daquela data em diante criaram fortes vínculos de amizades. Ambos eram forasteiros. O mato-grossense sequer tinha parentes no Paraná. Fachin nasceu em Rondinha, no Rio Grande do Sul, mas sua família era radicada em Toledo, no interior e distante da capital paranaense. O gosto pela poesia e o isolamento familiar contribuíram para o fortalecimento da amizade.

Um ano depois do evento em Campo Largo, Fachin convidou João Bosquo a compartilhar com ele a autoria de Abaixo-Assinado, que foi impresso com recursos de ambos, numa gráfica de fundos de quintal em Curitiba. Em Cuiabá, paralelamente ao seu trabalho nas redações de jornais, João Bosquo escreveu Sonhos Antigos, em 1984; Outros Poemas, em 1985; e Sonho de Menino é Piraputanga no Anzol, em 2006. Enquanto isso, Fachin montou escritório de advocacia na capital paranaense, onde ganhou respeito profissional e se tornou uma dos juristas mais renomados, com projeção nacional, mas sem perder a ligação com a poesia. Antes, por telefone e viagens de final de ano, os dois amigos se encontravam para botar a poesia em dia. Agora, com o surgimento das redes sociais o contato ganhou intensidade.

Discreto, João Bosquo desconversa sobre a reação do amigo ao ser escolhido ministro do Supremo. No entanto, quando questionado sobre a escolha, a resposta é antecedida por um largo sorriso: “Não podia ser mais feliz. Ele (Fachin) é um ser humano sensível, homem apegado aos valores morais, jurista qualificado, profissional extremamente ético e um poeta de mão cheia; o STF ganhará muito com o Luiz Edson”. A julgar pela reação política ao nome de Fachin, seu amigo ao invés de visitá-lo no Paraná, terá que trocar a rota para Brasília, onde fica o STF.

FONTE DIÁRIO DE CUIABÁ

5 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - IP 83.143.240.19 - Responder

    Esse aí se péla de medo da imprensa. Para onde a mídia o mandar, lá ele estará.

  2. - IP 187.113.47.187 - Responder

    A familia deve ter influenciado para que sua decisão não fosse aparelhada pelo petismo e constrangesse ela e ele ao mesmo tempo.O cêrco está apertando.É questão de tempo,Lula fará delação !KKKKKKKKKK

  3. - IP 187.7.195.61 - Responder

    Para mim o ex-governador deve ficar preso o mesmo tempo que o VLT levar para ficar pronto . Eu acho uma pena justa .
    Mas o que me deixa confuso mesmo , é criticar o Ministro do STF , por manter preso essa gente. Ora; tem algum algum INOCENTE preso? Daqui a pouco o blogueiro vai começar a reclamar sobre a prisão do riva .

  4. - IP 179.217.122.1 - Responder

    Aí, sim!

    Agora está certo, finalmente o Enock saiu em defesa do Governador de cujo Governo o PT participou ocupando cargos.

    Petista tem mais é defender mesmo os chefes de governo de o PT fez parte!

    Não se esqueça de defender também o Riva, que junto com o PT também foi aliado do Silval Barbosa.

    Continuem todos juntos!

  5. - IP 177.41.92.31 - Responder

    Defenda seu povo, Enock.

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

sete − um =