TCE - NOVEMBRO 2

ADVOGADO PAULO LEMOS: Caso conseguíssemos garantir e prover porções adequadas e concretas de amor imensurável e incondicional, a começar pelo lar e pelas relações familiares – com afeto, respeito, diálogo e proteção -, certamente precisaríamos de menos presídios e hospitais, no meio de nós.

Paulo Lemos, advogado

Paulo Lemos, advogado

Menos presídios e hospitais

Por Paulo Lemos

Contemporaneamente, estudos diversos na área da medicina, da psicologia e da psicanálise, pelo menos, atestam o fato quase incontroverso da origem psicossociológica de várias enfermidades e desvios de conduta.

Sim, fatores como a criação/relação afetiva, sobretudo entre pais e filhos, bem como a cultura vigente na sociedade, sem menosprezar a condição genética, são preponderantes para o bem ou para o mal-estar de cada um e de toda a sociedade. A sociedade também pode adoecer, ante seus referenciais, expectativas e práticas.

Não por acaso transtornos afetivos, uni ou bipolares – frutos de traumas, stress, neuroses ou psicoses -, têm sido correntes e recorrentes em um número cada vez maior de pessoas, sem discriminação de cor, raça, gênero, nacionalidade e status social; embora algumas dessas condições podem contribuir para a maior ou menor incidência, ante eventos pesarosos como são a discriminação, o preconceito, a miséria e a violência – seja física, emocional, social, moral e/ou espiritual.

Porém esse conjunto de fatores estão por trás, segundo estudiosos, de um sem número de outras doenças, cardiovasculares, respiratórias, gastrointestinais, epidérmicas, enfim, das mais comuns até as mais raras.

Também, por dedução lógica e/ou por indução testificada, vários desvios cognitivo-comportamentais têm a mesma origem. De tudo, o que se tem verificado, seja na prática clínica, seja na literatura especializada, em consonância com o quê já é enfatizado milenarmente pela sabedoria universal – com especial relevo às religiões e à filosofia – é do desamor que tudo se desvirtua, se perverte e se corrompe na mulher e no homem.

Caso conseguíssemos garantir e prover porções adequadas e concretas de amor imensurável e incondicional, a começar pelo lar e pelas relações familiares – com afeto, respeito, diálogo e proteção -, certamente precisaríamos de menos presídios e hospitais, no meio de nós.

Mais e melhor amor é – e sempre foi e será – a única solução. O resto é equívoco e incompreensão: da mente e do coração; das leis e das instituições; das pessoas e das nações.

Paulo Lemos é advogado e professor de Direito em Cuiabá, Mato Grosso

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