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ADVOGADO MAURÍCIO AUDE: “Acredito que deixamos um saldo positivo na OAB de Mato Grosso. Nos últimos 30 anos apenas oito advogados foram excluídos da Ordem, e isso aconteceu durante a nossa gestão”

Maurício Aude, advogado

Maurício Aude, advogado

LIMPEZA
OAB tem número recorde de exclusões em MT

KAMILA ARRUDA
Diário de Cuiabá

Presidente da Ordem dos Advogados do Brasil seccional Mato Grosso (OAB-MT) em fim de mandato, Maurício Aude acredita que deixa o comando da entidade com um saldo positivo. Apesar de ter sido alvo de várias críticas por partes dos candidatos à presidência no pleito deste ano, ele garante que a entidade cresceu muito nos últimos três anos. “Acredito que deixamos um saldo positivo na Ordem. Nós conseguimos fazer muito do que gostaríamos de ter feito. É certo que alguns pontos poderiam ser trabalhados mais, mas conseguimos fazer com que a OAB tivesse um papel mais efetivo perante o Estado em todos os aspectos”, avalia.
Entre as conquistas, ele destaca a revisão dos honorários advocatícios e a reforma de condenação de advogados por meio do Tribunal das Prerrogativas. Além disso, acrescenta que, durante a sua gestão, oito advogados foram excluídos dos quadros da Ordem por afronta às normas da Advocacia. A medida se deu após julgamento da Comissão de Ética e Disciplina, garantindo o direito ao contraditório. “Os julgamentos neste caso poderiam ser mais céleres, mas esbarramos em burocracias que precisamos seguir. E mesmo assim, Acredito que deixamos um saldo positivo na Ordem. Nós conseguimos fazer muito do que gostaríamos de ter feito. É certo que alguns pontos poderiam ser trabalhados mais, mas conseguimos fazer com que a OAB tivesse um papel mais efetivo perante o Estado em todos os aspectos, destaca.
Quanto às acusações de omissão no que diz respeito a questões sociais, Aude rebate e afirma que a Ordem nunca esteve tão ativa no que diz respeito a este assunto. Como exemplo ele cita a intervenção da entidade nas obras da Copa do Mundo, a ação popular impetrada para impedir que a ex-secretária de Estado Janete Riva ocupasse a vaga de conselheira no Tribunal de Contas, além da Ação Declaratória de Inconstitucionalidade (Adin) em cima da verba indenizatória de R$ 65 mil paga aos deputados estaduais.
Embora a solenidade de posse do novo presidente Leonardo Campos tenha ocorrido na última sexta-feira, Aude permanece à frente da entidade até 31 deste mês. “Já demos início ao processo de transição. Fizemos algumas reuniões com o Leonardo, o nosso tesoureiro já está em contato com o novo tesoureiro. Acredito que não teremos dificuldade alguma neste processo, tendo em vista que o nosso corregedor-geral irá permanecer na diretoria”, pontua.
Aude apoiou a advogada Cláudia Aquino, atual vice-presidente da entidade. Ela ficou em terceiro lugar no pleito com apenas 530 votos. Também disputaram a eleição os advogados Fábio Capilé, José Moreno e Pio da Silva

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