Adams vê juízes do TRE vigiados e assediados como nunca

Ademar Adams é jornalista em Cuiabá

Juízes do TRE assediados e vigiados como nunca
por ADEMAR ADAMS

Fiquei fora do estado por 10 dias sem acompanhar os acontecimentos locais e quando chego de volta encontro a política mais agitada do que nunca.

O fato de o processo que pode cassar o mandato de Silval ir à pauta na terça-feira, faz com que o burburinho corra como um rastilho. Foi só ligar o celular e as informações e especulações pipocarem.

Alguém me diz que tem juiz do TRE-MT sendo procurado com ofertas milionárias, dinheiro vivo mesmo. Dizem que o difícil é operar o esquema. O medo ronda tanto o corruptor quanto o possível corrompível.

Falaram-me até que algumas pessoas estão sendo seguidas de forma profissional. É que a inteligência da Polícia Federal e até a Abin teriam sido mobilizadas. Por traz de tudo, o Conselho Nacional de Justiça.

O que é verdade e o que é especulação, nunca vai se saber.

Nos sites de notícias tem gente dando pitaco, antecipando os votos. Fulano vota pela cassação, beltrano absolve, etc. Por exemplo: André Pozetti, jovem renovação da Corte, vem sendo questionado após decisão que favoreceu Riva na ação que pede a cassação dele por compra de votos em Campo Verde. Quero crer que esse jurista não vai sujar sua ficha logo no começo. Talvez no caso do processo do Riva esteja querendo evitar alegação de cerceamento de defesa.

A mim me preocupa a ausência do desembargador Rui Ramos, considerado muito ético e responsável pela moralização do Tribunal Eleitoral após os tenebrosos tempos de Stábile. Por que doutor Rui foi se ausentar logo numa hora destas?

Alguém pode achar que uma eventual cassação do governador vai prejudicar as obras para a Copa. E daí? Não vivemos num sistema republicano, no qual a troca súbita de um mandatário deve ser um fato corriqueiro? Ainda mais afastar um governador fraco, titubeante e comandado por grupos de influência.

Assim, terça-feira, oito de maio, vai ficar na história. E o povo vai estar lá para ver.

PMDB apostaria em Mauro contra Pedro Taques?

As especulações envolvem até Mauro Mendes, candidato da coligação que denunciou a fraude eleitoral armada pelo governador Silval. Dizem que o empresário vem sendo sondado para aliviar a pressão, em troca do apoio do PMDB nas eleições ao governo em 2014. Viria daí tibieza de Mendes na definição para a prefeitura.

Quanto a isso, não se pode duvidar de que o grupo político que venceu as eleições em 2010 esteja entregando os anéis para não perder os dedos. Preferem apoiar Mauro, para não ver Pedro Taques no Paiaguás. Mas quem, além de Riva, deve temer o ex-procurador?

Blairo Máqquinas

Em meio a tudo isso, vemos que também o ex-governador Blairo Máqquinas foi respingado pela agua suja do Cachoeira. Para mim, nihil novi sub sole, ou seja, isso não é novidade. A leniência de Blairo com a corrupção nos oito anos de governo, não teria sido mero descuido. O sojicultor que esteve de braço dado com todos os corruptos, deve ter nadado de braçada nesse mercado negro que suga as verbas públicas para os interesses privados.

 


Ademar Adams é jornalista em Cuiabá,MT

 

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Defesa de Silval encara julgamento no TRE e diz que não crê em cassação

Renê Dióz
OLHAR DIRETO

O advogado Francisco Faiad, que defende o governador Silval Barbosa (PMDB) no que ficou conhecido como “caso Empaer”, procurou demonstrar tranquilidade quanto ao julgamento do processo pelo Pleno do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), marcado para a sessão da próxima terça-feira (08).

Para o defensor, são poucas as probabilidades de o TRE acatar pedido do Ministério Público (MP) pela cassação do diploma do governador e do vice Chico Daltro (PSD). Faiad se disse confiante por uma decisão favorável a Silval por parte do Pleno do TRE.

De acordo com o MP, em agosto de 2010 houve uso irregular da máquina pública para viabilizar uma reunião de fortalecimento da campanha de reeleição de Silval na Empresa Mato-grossense de Pesquisa, Assistência Social e Extensão Rural (Empaer). O então presidente da empresa, Enock Alves, enviou um memorando aos servidores convocando-os para uma reunião com o governador. Despesas de diárias e transporte teriam sido pagas pelos cofres estaduais, apontou a coligação do então candidato opositor Mauro Mendes (PSB-PPS-PDT-PV).

Contra a acusação, o argumento de Faiad é simples. Segundo o advogado, de fato houve uma reunião na Empaer, mas tratava-se de um compromisso funcional. A este evento seguiu-se uma reunião fora do expediente (de cunho político, do comitê do candidato), mas que não era, segundo Faiad, de participação obrigatória dos funcionários tampouco custeada com dinheiro público. “À noite foi quem quis e não passou de 50 pessoas, era pouca gente, inclusive”, pontuou.

3 Comentários

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  1. - IP 189.59.75.37 - Responder

    Caro jornalista: vc poderia nos informar quem é o relator do processo?

  2. - IP 177.145.54.131 - Responder

    Estranho o Des Rui etico Ramos se ausentar, acho que ele teve um milhao de motivos pra isso!!!!!! Vai ser 4 x 2 pela absolvicao do Silval, soh votam contra o Juiz Federal e o Dr. francisco Mendes…Podem escrever e anotar isso!!!!!

    • - IP 177.41.87.223 - Responder

      Ademar, obrigada por seu artigo e por sua luta contra a corrupção!!! Amanhã a sociedade civil vai assediar também os membros do TRE/MT, mas para pedir que julguem de acordo com as provas dos autos e nada mais!!! E vamos começar a vigiar cada passo dos juristas nomeados pela Presidenta, de modo que possamos influenciar na escolha da lista tríplice encaminhada pelo TJ para a casa civil. Em junho acaba o mandato do Samuel. Será que ele vai demonstrar que tem a credibilidade da sociedade para ser reconduzido ao cargo?

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