Ademar Adams garante que petista Alexandre César se revelou, na Assembléia, mais um político-macarrão: duro até entrar na panela

O Xandinho ficou igual o Baixinho

Por Ademar Adams

Tenho pra mim que clamo no deserto. Faz quase 20 anos que denuncio agentes políticos por violarem o art. 37 da Constituição Federal no que diz respeito ao uso de imagem dos políticos nas publicidades institucionais.
Uma das primeiras representações que fiz foi ao Procurador Geral de Justiça, Luiz Vidal, foi contra o então desgovernador Jayme Campos que abusava da promoção pessoal com verba pública.  Nada foi feito. Mais tarde, já com Antonio Hans, foi contra o mesmo J. Veríssimo, que se dizia prefeito de Várzea Grande. Daí virou processo e me parece que até houve condenação, mas o MP nunca me atribuiu o mérito. Seriam ciúmes ou é porque essa mania minha de representar dá trabalho pra eles?
Faço esse intróito para dizer que mais uma vez vamos representar ao MP e requerer cópia das peças publicitárias; vamos propor ação civil pública e ação popular contra a ínclita Assembléia Legislativa, a dita casa do polvo de Mato Grosso.
É que a guisa de mostrar uma turma de formandos de uma pós-graduação oferecida aos servidores do legislativo, uma penca de deputadinhos está lá botando o focinho numa clara atitude de promoção pessoal com o dinheiro do contribuinte. O MP não está vendo esta ilegalidade?
E lá está o Xandinho, o petista Alexandre Luis César, aquele mesmo que há uns sete anos participou, com uma meia dúzia de cidadãos, do primeiro ato que redundou na criação da ONG MORAL.  E agora ele, que por profissão deveria conhecer as leis e por formação deveria respeitar a Carta Magna, se porta tal e qual o Baixinho ou outro qualquer dessa renca de políticos sem moral.
Parece que o Xandinho se tornou um legítimo político macarrão: duro até entrar na panela.

O novo comando do TJ

Pois é. Mesmo com todas as denúncias ao Conselho Nacional de Justiça e as notícias da imprensa, o desembargador Mariano Travassos assume o comando do Tribunal de Justiça.  Não o conheço e não tenho motivos para falar bem ou mal dele. Mas tem essa denúncia braba, escancarada aí, querendo conspurcar a imagem do novo presidente.
Devo dizer que do trio que assume, conheço melhor o Vice, desembargador Paulo Cunha. E, mesmo com os reparos que andei fazendo a ele na questão da malfadada Lei 313/08, ainda tenho esperança de que a sociedade não perdeu um bom magistrado, apesar de todas as tentações.
Certamente que a sociedade está à espreita para ver o que teremos de bom ou ruim com a nova administração do TJ. Paulo Lessa e Orlando Perri, goste-se ou não deles, tiveram uma gestão que resgatou a esperança de uma justiça efetivamente mais justa. E essa sociedade não vai aceitar passivamente um retorno aos métodos condenáveis de algumas administrações.
O cerne da questão ética nos nossos centros de poder está numa certa promiscuidade na relação entre os poderes, que tem origem no legislativo, envolve setores do judiciário, e arrasta o executivo à lama, tudo com a complacência de significativa parte da corte de contas. Mas em todos estes estamentos acostumados a estúrdia com a coisa pública, acende-se um lume que poderá, amanhã ou depois, impor comportamentos mais decorosos, como está a clamar a sociedade.
Eu sou otimista. E daí?

Ademar Adams é jornalista em Cuiabá e diretor do Movimento Organizado pela Moralidade Pública e Cidadania (Moral)

Categorias:Cidadania

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