Acaba em Cuiabá, a Era Galindo, ridícula até o fim

Perfeita a crítica da Turma do Epa. Mas pior é pensar que a gestão de Chico Galindo, de uma certa forma, pode se prolongar, com o novo gestor, Mauro Mendes, se empenhando para eleger Júlio Pinheiro como presidente da Câmara de Cuiabá. Que “novos tempos” são esses que não conseguiram fugir a uma polarização entre o candidato do Galindo e o candidato do Riva? (EC)

Servidores e agradecimento inoportuno

Incrível como servidores públicos despachavam em pleno expediente com camisetas estampando foto e agradecimentos ao prefeito. Uma demonstração de uso indevido do espaço público para promoção pessoal.

Fernanda Leite
TURMA DO EPA

O prefeito por Cuiabá, Francisco Bello Galindo Filho (PTB) vem sendo homenageado de forma curiosa e indevida. Servidores públicos da Prefeitura Municipal, literalmente vestiram a camisa, rasgando elogios ao prefeito. Na camiseta, há uma foto do prefeito com a frase, “obrigado prefeito Chico Galindo. Amigos de Cuiabá”.

Um dos Secretários de Galindo, Flávio Garcia (Municipal de Comunicação) e outros funcionários estão desfilando com as camisas pelos corredores do Palácio Alencastro, já no final da gestão do petebista. Pior que isso: despacharam, regularmente, durante expediente com a peça promocional esquecidos que o trato com o público exige respeito ao princípio da impessoalidade.

No verso da camiseta, também foram citados vários agradecimentos a Galindo por realização de diversas obras; entre elas, o programa de asfaltamento de bairros de Cuiabá, o “Poeira Zero”. A inusitada vestimenta promocional exibida de forma despudorada na sede do Poder Executivo Municipal opunha o anúncio ao programa que não conseguiu “baixar a poeira” pela baixa execução.

Propagada personalista

Tal atitude dos servidores, segundo alguns advogados, não é ilegal. Para essa corrente só caberia punição ao gestor se a “propaganda” estivesse sendo feitas nas proximidades de campanha eleitoral.

Também foi questionada hipótese de algum servidor usar camisa com frases que denegrissem a imagem do prefeito, formulando-se a pergunta se caberia alguma punição nesse caso. A resposta veio no contexto dos “crimes de querela”, ou seja, a ação privada por injúria, difamação ou calúnia. A parte que se julgar ofendida deve propor a ação perante a Justiça Comum.

Turma do EPA, no entanto, se alinha àqueles que entenderam que o prefeito endossou a promoção pessoal na sede do Poder Executivo onde, a rigor, todos devem ser tratados com impessoalidade, uma das características daquilo que se chama “atendimento público”.

Galindo e as proibições de autopromoção

Galindo está impedido judicialmente de realizar serviços de pintura dos meios fios existentes nas vias públicas da capital nas cores azul e branca, alusivas à sua administração.

A pintura dos meios fios visou claramente distinguir a administração atual da antecessora, exigindo gastos vultosos para a execução dos serviços que deveriam seguir a regulamentação desse tipo de pintura de acordo com Instrução Normativa própria.

Se há vedação inclusive de natureza constitucional para ações que, de alguma forma, se pareçam com culto à personalidade (a Carta Magna só admite homenagens póstumas), é inadmissível que o prefeito, em nome da razoabilidade, não sugerisse aos servidores que tanto apóiam a sua gestão que evitassem usar camisetas com promoção pessoal.

E fica no ar uma pergunta: “quem bancou as camisetas e as inscrições publicitárias?”

————-

“Galindo fez o que ninguém fez”

Na tentativa de ser esperto o prefeito de Cuiabá se transformou em um autêntico “cara de pau”

Fernanda Leite
TURMA DO EPA

O prefeito por Cuiabá Francisco Belo Galindo ou simplesmente Chico Galindo (PTB), entrou no Palácio Alencastro como vice-prefeito do ex-chefe do Executivo Municipal, Wilson Santos (PSDB) que foi eleito em 2004, reeleito em 2008 e abandonou o mandato para concorrer à sucessão estadual e amargar uma derrota.

Com a chancela de prefeito, Galindo pôs em pratica, vários projetos que desagradaram à população cuiabana e o levaram a um índice de rejeição recorde na história política da cidade a ponto de impedí-lo de disputar a reeleição.

Até mesmo o próprio Galindo reconhece que vários projetos “bombásticos” foram aprovados em sua gestão. Prova disso, é que, nunca assumiu a autoria das mensagens enviadas ao Legislativo e, nessas ocasiões,  “viajava” para que o seu “sucessor”, o presidente da Câmara de Cuiabá, Júlio Pinheiro (PTB) assumisse a “bronca”.

Em dois anos, Galindo conseguiu realizar mudanças consideradas drásticas, sendo a mais lembrada, a concessão dos serviços de água e esgoto da Capital – Sanecap, ocorrida neste ano, onde uma empresa paulista, a CAB Ambiental, assumiu a administração do fornecimento de água de Cuiabá. A empresa não vem resolvendo o problema no fornecimento de água e ainda agravou a secura nas torneiras. Por outro lado, vem conseguindo faturamento recorde.

A aprovação do projeto de concessão dos serviços pela Câmara de Cuiabá motivou protestos, onde houve inclusive interferência da Polícia Militar que precisou fazer uso de bombas de efeito moral e armas não letais para conter os ânimos da população contrariada com a medida.

Carnaval: patrocínio de R$ 3,6 milhões (para o Rio de Janeiro)

Galindo colocou Cuiabá como tema do samba enredo da “Escola de Samba Estação 1ª de Mangueira” no carnaval 2013 do Rio de Janeiro. No evento, a Prefeitura deverá arcar com a viabilização financeira do desfile da agremiação na Sapucaí. Estima-se que o valor seja R$ 3,6 milhões para a festa que tem o intuito de “perpetuar” o nome do prefeito, aproveitando-se do amor dos cuiabanos pelo Carnaval e pela Cidade Maravilhosa.

Venda de terrenos públicos

Em outro momento de sua gestão Galindo deixou propositalmente que o procurador do Município, Fernando Biral, assumisse interinamente o cargo de Prefeito e enviasse ao Legislativo, na ocasião, Projeto de Lei que permitia a venda de quatro terrenos públicos da Capital.

A medida gerou polêmica pois as áreas não possuíam valores especificados no projeto e também não constavam da planta o detalhamento da respectiva localização. Posteriormente veio a público que os lotes a serem comercializadas incluiam áreas nobres e outras em valorização e os tais terrenos estavam localizados nos bairros Jardim Cuiabá, Jardim Vitória, Cidade Alta e Residencial Miguel Sutil.

Aumentos de IPTU e Salários

Para fechar com chave de ouro sua gestão, o prefeito ainda deixa um “simbólico” aumento no  Imposto Predial e Territorial Urbano – IPTU –  de 25%, além da mensagem de aumento do salário para o próximo prefeito, secretariado e cargos de Direção e Assessoramento Superior – DAS, num suposto acordo com o futuro prefeito Mauro Mendes (PSB).

Em março de 2013, o petebista promete anunciar seu futuro político. Dirá se vai concorrer ou não as eleições de 2014. Mas mesmo não concorrendo, Galindo continuará na política, já que ele é o presidente do Diretório Regional do PTB em Mato Grosso.

5 Comentários

Assinar feed dos Comentários

  1. - Responder

    PIB de um por cento.
    Recessão.
    Amante com passaporte diplomático.
    Sem saúde, sem educação.
    O Estado intervencionista novamente.
    Retrocesso.
    A inflação voltando para a alegria dos ricos….. e dos banqueiros.
    Até quando o Brasil aguentará a quadrilha dos PeTralhas?

  2. - Responder

    Ridículo, estamos num circo mesmo!!

  3. - Responder

    Que palhaçada é esta? É o fim do mundo mesmo.

  4. - Responder

    Mas não nos esqueçamos que todas essas medidas irracionais tomadas pelo galindo só foram levadas a efeito em razão das atitudes inconsequentes dos srs. vereadores que, como perfeitos traidores do povo, ja que foram eleitos com os nossos votos, VOTARAM E APROVARAM as medidas que atingiram a todos. Então, pergunto: quem é realmente o culpado por tudo isso??? Esses improdutivos e sanguessugas que povoam a camara dos horrores de Cuiabá! E, o pior: alguns deles AINDA conseguiram retornar ao Legislativo graças aos votos dos desinformados e complacentes eleitores. Aí, é prá cabá!!!

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

19 + doze =