A VOLTA DO CIPÓ DE AROEIRA: Juiz do Trabalho Paulo Brescovici denuncia empresário Gilberto Possamai no MPF acusando-o da prática dos crimes de calúnia, injúria e difamação. Vale recordar que o primeiro ataque fora do empresário que acusou Brescovici e outros dois juízes do Trabalho – Nicanor Fávero e Emanuele Pessatti, juntamente com o juiz da Vara de Falência de Cuiabá, Flávio Miraglia, de terem cometido irregularidades processuais e descumprido decisão do TST, causando-lhe enorme prejuízo em ação do seu interesse. LEIA A REPRESENTAÇÃO

Paulo Roberto Brescovici recorre ao MPF contra empresário Gilberto Possomai by Enock Cavalcanti

Paulo Brescovici, juiz do Trabalho

Paulo Brescovici, juiz do Trabalho

Não vai ficar barato. O juiz trabalhista Paulo Brescovici resolveu dar o troco em Gilberto Eglair Possamai e ingressou, nesta sexta-feira (2) com uma representação criminal no Ministério Público Federal (MPF) contra o empresário. A acusação é de calúnia, difamação e injúria. Numa liberdade poética, este blogueiro diria que, como na canção de Geraldo Vandré, “é a volta do cipó de aroeira, no lombo de quem mandou dar”

Vale recordar que o primeiro ataque foi do empresário que acusou Brescovici e outros dois juízes do Trabalho – Nicanor Fávero e Emanuele Pessatti, juntamente com o juiz da Vara de Falência de Cuiabá, Flávio Miraglia, de terem cometido irregularidades processuais e descumprido decisão do Tribunal Superior do Trabalho (TST), causando-lhe enorme prejuízo em ação do seu interesse.

Na representação protocolada no MPF, o juiz Paulo Brescovici cita trechos da reclamação ajuizada pelo empresário, em que ele e os demais magistrados foram acusados de terem “se esquivado” de suas responsabilidades, de terem sido omissos e de terem “anuído com a fraude perpetrada pelo grupo econômico” que disputa o imóvel com Gilberto Possamai. O empresário teria tentado, na avaliação de Brescovici, usar a reclamação junto ao CNJ como uma espécie de recurso extraordinário para modificar as decisões que foram desfavoráveis a ele.

“É notório que o representado falseou a verdade dos fatos ao informar a sua condição de titular do domínio do imóvel rural mencionado, sem efetivamente ostentá-la e imputar ao representante o cometimento dos crimes de desobediência e prevaricação pela recusa ao cumprimento de ordem judicial emanada de autoridade hierarquicamente superior, bem como agir com parcialidade e anuir com fraude praticada pelo executado nos autos do processo piloto”, escreve Brescovici.“A atitude teve a intenção dolosa de denegrir a reputação do representante, apontando a prática de condutas delitivas reconhecidamente inverídicas, porquanto, na hipótese, o representado acusou o magistrado no exercício de suas atribuições do cometimento de delitos dos quais sabia ser ele inocente.”

No destaque, você confere o inteiro teor da reclamação protocolada pelo juiz Paulo Brescovici junto ao MPF.

1 Comentário

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  1. - IP 187.7.212.2 - Responder

    bem feito agiu muito bem o Juiz……… afinal quem cala consente e quem não deve não teme.

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