A semana termina assim: Zé Pedro Taques consegue enfiar sua proposta de reajuste pela goela dos deputados mas Fórum Sindical, sindicatos e servidores resistem. A greve pelo reajuste de 11,28% integral continua. De Gilmar Fabris e Nininho ficaram a imagens de um deputado boca suja e de um deputado truculento

Gilmar Fabris: xingamentos para a platéia de grevistas

Gilmar Fabris: xingamentos para a platéia de grevistas

A proposta que a administração de Zé Pedro Taques tenta enfiar pela garganta dos servidores abaixo, e que foi aprovada pelos deputados estaduais por 13 a 9, prevê o pagamento de 7,36% dos 11,28% reivindicado pelos servidores, sendo 2% pago em setembro deste ano, sob o subsídio de maio; 2,68% em janeiro de 2017, sob o subsídio de setembro de 2016; e 2,68% em abril de 2017, sob o subsídio de janeiro de 2017. A diferença será paga em duas parcelas, em junho e setembro de 2017, caso o Estado se enquadre no limite estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF).

Essa proposta está sendo rejeitada pelos servidores. O Sinpaig já rejeito, o Sintap já rejeitou, o Sinetran já rejeitou. O Sintep tem assembleia geral marcada para segunda-feira e também deve rejeitar.

A vitória do governador Zé Pedro Taques dentro do plenário foi uma vitória, realmente, ou apenas uma senha para novos desastres administrativos?

A continuidade da greve, tudo indica que o deputado Emanuel Pinheiro possa ter razão e essa venha a ser uma daquelas vitórias de Pirro. O Governo do Estado ganha mas não leva, pois sua base de massa, no seio da sociedade, vai se diluido cada vez mais, enquanto sindicatos e deputados da oposição se fortalecem.

Até onde pode chegar o desgaste dos políticos, nesse processo, nós vimos depois do confronto dos grevistas com os deputados Gilmar Fabris e Nininho. O primeiro não aguentou a pressão e partiu para os xingamentos. Como saldo, ficou o pedido de cassação do seu mandato, protocolado pela CUT e que terá quer ser apreciado pela mesa. Gilmar, sempre algo descontrolado, xingou grevistas de vagabundo e chegou a taxar as grevistas de um bando de biscates. Já Nininho, alvo de pesadas vaias quando discursava na noite de quarta-feira, se destacou pela truculência, clamando pelo esvaziamento, na marra, das galerias da Assembleia, providência que o deputado Guilherme Maluf soube retardar, até a conclusão da sessão, evitando a provável carnificina que aconteceria no Legislativo naquela noite.

O fato é que a pressão sobre os deputados foi ensurdecedora e nossos parlamentares, decididamente, não tem calibre para atuar em zona democrática de conflito.

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