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Remuneração bruta de promotora foi de quase R$ 100 mil

Folha de Pagamento Do Ministério Público do Estado de Mato Grosso – Procuradores e promotores de Justiça -… by Enock Cavalcanti

 

Roberta Sanches, promotora de Justiça

Roberta Sanches, promotora de Justiça

Três procuradores e três promotores de Justiça do Ministério Público do Estado de Mato Grosso, no mês de julho de 2015, receberam remuneração bruta em seus holerites que ultrapassa a casa dos R$ 60 mil.

O maior destaque ficou com a promotora de Justiça Roberta Cheregati Sanches, lotada na pequena comarca de Tabaporã (distante 650 km de Cuiabá). Roberta Sanches, de acordo com dados fornecidos pelo próprio Ministério Público de Mato Grosso, em seu portal de transparência, recebeu uma remuneração total de R$ 93.919,95, quase chegando no holerite com seis dígitos. Feitos os descontos, a promotora levou para casa R$ 69.896,69.

A segunda maior remuneração nominal, dentro dos quadros do Ministério Público, no mês de julho, foi para a procuradora de Justiça Naume Denise Rocha Muller, lotada da 12ª Procuradoria Cível, que teve uma remuneração bruta de R$ 79.529,60 ( R$ 56.472,65, líquidos, depois dos descontos), seguida pelo promotor de Justiça Wesley Sanchez Lacerda, da 37ª Cível de Cuiabá, com uma remuneração total de R$ 72.368,88 (R$ 53.033,00,líquidos, depois do descontos).

O procurador Siger Tutiya, da 11ª Procuradoria Criminal – que ganhou destaque no noticiário político atuar como revisor no chamado processo dos maquinários e ter pedido o indiciamento (não atendido) do ex-governador Blairo Maggi – registrou uma remuneração total de R$ 65.256,83 (R$ 47.954,50, líquidos, depois dos descontos).

O procurador Asturio Ferreira Da Silva Filho, da 8ª Procuradoria Cível, ficou na 5ª colocação, entre as maiores remunerações, com R$ 63.989,34 (R$ 49.043,56 líquidos, depois dos descontos). A sexta maior remuneração, em julho, foi para a promotora de São José do Rio Claro (município distante 325 km de Cuiabá), Claire Vogel Dutra, que percebeu R$ 60.376,99 de remuneração bruta (R$ 39.004,43, líquidos, depois dos descontos).

Essas e outras informações sobre os ganhos e os gastos do Ministério Público, em Mato Grosso, em detalhamento, estão à disposição de todos os cidadãos mato-grossenses no próprio saite do MP, por determinação legal.

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10 Comentários

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  1. - IP 66.102.8.146 - Responder

    Esses ai que são os donos da verdade. cheios de moral etc.por acaso alguém fiscaliza eles? Num pais onde se baseia o salário em 700 reis chega ser vergonhoso coisas deste tipo.

  2. - IP 179.100.140.145 - Responder

    Judiciário de MT desce a ribanceira…uma hora se arrebentam…que seja breve…

  3. - IP 179.252.49.168 - Responder

    Salário merecido. Publica aí que essa promotora trabalha das 8 da manhã até 22horas, com uma hora de almoço. . Atendendo com dedicação a população do mais pobre até o mais abastado.

    • - IP 191.222.15.27 - Responder

      Mas isso não lhe dá o direito de meter a mão no nosso dinheiro.

  4. - IP 191.11.124.88 - Responder

    Um absurdo essa postagem, assim como tudo nesse site. Sou cidadã de Tabaporã e conheço a Dra. Roberta, pessoa digna, trabalhadora e responsável que moralizou nossa cidade. Muita coisa mudou após a passagem da Dra. Roberta em Tabaporã. Acredito que se ela ganhou tudo isso, mereceu cada centavo pago pela Promotoria.

    • - IP 191.222.15.27 - Responder

      Não tenho responsabilidade pela falta de moral da cidade de Tabaporã e não vou pagar por isso. Se porventura o dinheiro recebido tem algo de ilegal, exigimos investigação e punição.

  5. - IP 177.201.48.78 - Responder

    Isso era para ser uma matéria jornalística? Se o for, porque não questionaram os promotores mencionados – em especial a da fotografia – a respeito da origem de tais valores? Por que não se teve a cautela de verificar se tal quantia de dinheiro foi paga nos meses anteriores, ou se trata do efetivo salário desse pessoal?
    Poxa, é o mínimo de cautela que se espera numa notícia. Quanto menos se diz, mais arbitrário se é.
    Já passos da hora de instituir um Conselho Nacional de Jornalismo, para separar o joio do trigo e garantir ao leitor o mínimo de qualidade na divulgação de uma informação, evitando travestir mera fofoca em matéria jornalística (meros dados descontextualizados lançados ao vento sem o mínimo de senso crítico.

    • - IP 191.222.15.27 - Responder

      Mera fofoca? E a prova documental?

  6. - IP 187.7.212.2 - Responder

    É SÓ COMPARAR COM O SALÁRIO DE TODOS OS DEMAIS E SE VERIFICA QUE O VALOR PAGO A ESTA PROMOTORA NÃO SE REFERE APENAS A SALÁRIO………… MAS SIM VERBAS COMO FÉRIAS INDENIZADAS, OU LICENÇA PRÊMIO…….. ELA NÃO RECEBE ESSE SALÁRIO TODO MES………… O SALÁRIO É JUSTO LEGAL E LÍCITO………… ESSE TIPO DE REPORTAGEM É PURAMENTE SENSACIONALISTA E DEMAGOGA

  7. - IP 189.59.38.200 - Responder

    Nem sempre o lícito é constitucional, ou, ainda, justo ou moral.
    Penso que debate provocado pelo Enock refira-se a ausência de cumprimento do artigo 37 da CF que prevê uma coisa e a interpretação legal dada para penduricalhos reflete em outra, qual seja, no acúmulo de vencimentos acima do teto constitucional.
    Se existe um teto, não quer dizer que deva existir um segundo ou terceiro andar.
    Não duvido que a dra. promotora e os demais aqui citados sejam cidadãos corretos e que não se curvem a ilícitos. Muito ao contrário, cremos e torcemos para que estes sejam e permaneçam justos e imparciais. Mas, como dito, nem sempre o lícito segue o caminho da ética e moralidade. Papel aceita tudo.
    Pense se um de nós devolveria o salário recebido por achar que está recebendo acima do que deve? Como no episódio do apedrejamento da prostituta, em que Jesus arguiu a todos para que atirassem pedras se não tivessem pecados, não sobraria um, todos aceitaríamos de bom grado, é lícito, permitido.
    Essa falta de regulamentação quanto as verbas indenizatórias sem limites e critérios, e à revelia do pensamento da população tem que ser revista.
    Mas para isso precisamos de gente de coragem, como o Enock, que tem publicado e questionado tal situação, para continuar se manifestando com sua vez e voz.

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