TCE - OUTUBRO

Até quando politica de MT ficará submetida às factorings?

OPERAÇÃO SEVEN – Integra da denúncia do Gaeco contra Filinto, João Celestino, Nadaf, Marcel et alli – PARTE… by Enock Cavalcanti

OPERAÇÃO SEVEN – Integra da denúncia do Gaeco contra Filinto, João Celestino, Nadaf, Marcel et alli – PARTE… by Enock Cavalcanti

Allan Malouf e Zé Pedro Taques

Allan Malouf e Zé Pedro Taques

“Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas! pois que sois semelhantes aos sepulcros caiados, que por fora realmente parecem formosos, mas interiormente estão cheios de ossos de mortos e de toda a imundícia.
“Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas interiormente estais cheios de hipocrisia e de iniqüidade.
Evangelho Segundo Mateus 23:27,28

Denuncia do Gaeco sobre as possíveis trapalhadas da tradicionalíssima Família Corrêa da Costa, que estaria ostentando luxo e riqueza em Cuiabá às custas do dinheiro sujo da corrupção, coloca também no foco um personagem que até aqui tinha estado e agido nas sombras: o empresário Allan Malouf, dono do prestigiadíssimo Buffet Leila Malouf e que seria um dos captadores de recursos para o grupo político do atual governador, o bacharel de Direito e professor Zé Pedro Taques.

Uma primeira sentada diante dos promotores do Gaeco, e Allan Malouf já expõe a possível atuação do cada vez mais notório advogado Paulo Taques como possível captador de dinheiro sujo para o financiamento da refinada festa de posse do Zé Pedro, já que pelo menos um cheque dessa operação que envolveu o atual governo, em sua gênese, teria ligações com o espólio fraudulento do governo anterior.

Até onde chegará esta história? Por que a preocupação dos jornalistas Ramon Monteagudo (Midia News) e Claudio Moraes (Folha Max), dois saites que navegam confortavelmente tanto no dinheiro público quando no dinheiro empresarial de grupos respeitáveis do nosso melhor empresariado, em destacar o uso de dinheirama da corrupção pela conhecida quadrilha de Silval Barbosa, já denunciada pelo Ministério Público, quando o que tanto o Gaeco quanto a imprensa devam começar a investigar seriam os laços clandestinos desse governo tucano que diz não ter dinheiro para pagar o RGA dos servidores mas sabe onde encontrar recursos para garantir também a sua ostentação?

Note-se que a redação do jornal A Gazeta – cujo proprietário João Dorileo Leal é réu ao lado de José Geraldo Riva e outros em processo que investiga possível esquema de corrupção envolvendo gráficas e os cofres arrombados da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – também fez questão de sustentar esse fogo cerrado contra a quadrilha já tão denunciada do Silval, esquecendo-se de dedicar seus melhores esforços de reportagem a detalhar o fato novo.

Até quando a política de Mato Grosso estará submetida ao poder financeiro das factorings?

Vejam que, como os servidores, Allan Malouf também carimbou o governo de Zé Pedro Taques e de Paulo Taques como um governo de caloteiros, pois alegou, diante dos promotores, que os 650 mil que teria emprestado para que a posse de Zé Pedro tivesse o fausto e a gala que se viu, até hoje não foram pagos.

Sim, a aparição de dinheiro sujo logo no primeiro ato da atual administração que alardeia tanto a sua probidade já nos mostra que há muito a investigar porque até mesmo o Divino Mestre já nos orientou que os piores canalhas podem ser aqueles que se escondem por trás de túmulos caiados.

————————

 

PELO MENOS 50 MIL DO DINHEIRO DO GOLPE DO TERRENO DE MANSO TERIA SIDO USADO PARA FINANCIAR PARTE DA FESTA DE POSSE DE ZÉ PEDRO TAQUES.  VEJA TRECHO DA MATÉRIA DO MIDIA NEWS QUE, NO ENTANTO, NÃO DEU DESTAQUE AO FATO NOVO:

( No destaque, nesta página, a íntegra da denúncia do Gaeco. Depoimento de AlanMalouf aparece no trecho final da Parte 2)

Posse de Taques

 

Ainda em depoimento ao Gaeco, Alan Malouf contou que, em dezembro de 2014, foi procurado pelo atual secretário-chefe da Casa Civil, Paulo Taques, que, da mesma forma, o contratou para realizar a cerimônia de posse do governador eleito Pedro Taques, por R$ 650 mil.

 

Assim como no caso de Eder Moraes, segundo o empresário, Paulo Taques também teria feito a contratação de forma verbal.

 

“Que na ocasião ele [Paulo Taques] mencionou que talvez o pagamento iria ser feito através da empresa Kamil; que antes do evento, juntamente com Pedro Nadaf, teve uma reunião com os representantes da empresa Kamil, não sabendo declinar o nome, e que não manteve nenhum outro contato com o mesmo”, consta outro trecho.

 

Para realizar o evento, Alan Malouf disse que utilizou um dos cheques emitidos por Filinto Corrêa, no valor de R$ 50 mil, que, conforme o Gaeco, era igualmente oriundo do desvio de verbas na compra do terreno no Manso.

 

O cheque de R$ 50 mil foi utilizado, conforme o depoimento do empresário, para pagar parte das flores que serviriam para a decoração do evento de posse de Pedro Taques. O decorador Bruno Faust, responsável pela decoração da cerimônia, confirmou ao Gaeco o recebimento do cheque.

 

No depoimento, o empresário disse que atuou na articulação da campanha de Pedro Taques, mas negou ter feito qualquer repasse ao então candidato.

 

“Que trabalhou na campanha do governador Pedro Taques, através de conversas com empresários, auxiliando na arrecadação de recursos, especificamente, estimulando empresários a contribuir com recursos, por acreditar na pessoa do então candidato, os quais eram depositados diretamente na conta da campanha”.

 

Na denúncia, o Gaeco afirmou que “causa espécie” o fato de o empresário, até hoje, ainda não ter recebido “nenhum centavo do valor gasto por ele na posse do atual Governador”.

 

Fac-símile de trecho de denúncia do Gaeco:

 

 

Sem comentários. Seja o primeiro a comentar

Assinar feed dos Comentários

Deixe seu Comentário

Seu endereço de email não será publicado.
Campos com * são obrigatórios.

18 − um =